Search

Após outros investigados falarem, militar investigado por envolvimento com tentativa de golpe pede para depor

Ex comandantes do Exército, Freire Gomes (à esq.), e da Aeronáutica, Baptista Júnior (à dir.) — Foto: Divulgação/Planalto

Um militar investigado pela Polícia Federal por possível envolvimento na tentativa de golpe de Estado pediu nesta quarta-feira (13) para ser ouvido após ter ficado em silêncio em um primeiro depoimento.

O tenente-coronel do Exército Ronald Ferreira estava entre os alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada em fevereiro.

Ele é citado na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso e que autorizou a ação da PF, como um dos militares entre os quais circulavam “documentos relacionados a medidas mais drásticas” a serem adotadas após o resultado da eleição de 2022.

Comandantes e ex-ajudante de ordens
Entre os ouvidos pela Polícia Federal no âmbito da investigação que efetivamente falaram estão o ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, o ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista Junior, e o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid.

Cid firmou acordo de delação com a Polícia Federal em setembro do ano passado e já prestou diversos depoimentos sobre diferentes temas investigados pela PF. O último depoimento foi tomado na última segunda-feira (11) e durou mais de 9 horas. Nele, Cid abordou temas da sua delação, incluindo a tentativa de golpe de estado.

Já o general Freire Gomes prestou depoimento no dia 1º de março e foi ouvido por 7 horas. Freire Gomes foi ouvido na condição de testemunha e falou sobre a participação em fatos investigados, bem como de mensagens recebidas de Mauro Cid.

O general também foi alvo de ataques de apoiadores do ex-presidente envolvidos no caso por supostamente não aderir à trama golpista, aponta PF. O teor do depoimento permanece em sigilo.

Compartilhe:

Deixe um comentário