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Após o distrito do Jardim Pantanal ficar alagado devido à forte chuva que atingiu São Paulo na madrugada deste sábado (1º), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que a prefeitura, em vez de apostar em obras grandiosas para região, vai focar na remoção dos moradores.
Ricardo Nunes não deu detalhes de como isso será feito e nem prazos.
“Eu estou fazendo um pôlder lá. Tem uma obra que a gente estava orçando, para a gente fazer um dique, mas fica mais de R$ 1 bilhão. Veja, uma obra que vai custar R$ 1 bilhão não vale a pena. Não vale a pena. Vai ficar muito caro. Se você pegar o número de casas que tem lá e dividir por um R$ 1 bilhão, acho que é mais fácil tirar as pessoas. Aquelas pessoas vão ter que sair dali, não tem jeito. Vai ser isso. Está abaixo do nível do rio. É muito complicado“, afirmou, em coletiva de imprensa.
O distrito fica na Zona Leste de São Paulo e sofre desde os anos 80 com as grandes enchentes. Localizado na chamada “área de várzea do rio Tietê”, o Jardim Pantanal foi o mais prejudicado durante a madrugada deste sábado (1º) com a cheia do rio, que chegou a transbordar.
A prefeitura informou que na tarde deste sábado (1) autuou e levou para a delegacia duas pessoas responsáveis por um terreno invadido e aterrado ilegalmente às margens do Rio Tietê na região do Jardim Pantanal.
O local havia sido aterrado de forma ilícita e lá estava funcionando uma área para carregamento de caminhão com combustível clandestino, disse o Executivo. A área tem 2.500 metros quadrados e a multa pode chegar a R$ 12,5 milhões.
Ainda conforme a prefeitura, além do aterro, os responsáveis ainda construíram um muro, que prejudicava ainda mais o escoamento da água naquela região. As equipes constataram as irregularidades por helicóptero.


