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A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, virgem | Terça-feira


Naquele tempo, apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” (Mt 9,32-38)

VIVENDO A PALAVRA

Estimados irmãos e irmãs na fé, como cristã, não me sinto confortável vendo os nossos irmãos às margens, sem brilho no olhar. Vendo a multidão cansada e abandonada, como ovelhas sem pastor, Jesus se compadece. Compadecer é o mesmo que sentir compaixão, sentir o sofrimento do outro em sua própria vida.

O evangelho de hoje nos convida a refletir, reafirma a predileção de Jesus por aqueles que o mundo despreza, os excluídos do convívio social, pessoas que vivem às margens da sociedade. No breve relato da cura deste homem, podemos perceber que Jesus não o acusou de nada, apenas o libertou, e o libertou por inteiro.

Assim que experimentou a ação libertadora de Jesus no corpo e na alma, o homem excluído recuperou, para além da sua vida física, a sua vida social. Ainda hoje, são muitos os irmãos que vivem na mesma condição daquele povo. Pessoas desmotivadas, sem perspectivas, que fazem das ruas o seu abrigo.

“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”, diz Jesus. E há muitos meios de ajudar as pessoas a se reencontrarem, a retomarem o caminho da vida. É para esta missão que Jesus nos chama a trabalhar na sua messe. Atendamos a esse apelo de Jesus, nos tornando operários da sua messe, antes que muitos dos nossos irmãos, que vivendo no seu vazio existencial, caiam nas ciladas do mal, adentrando no abismo dos vícios.

Não fiquemos somente com o lado fácil da fé, sejamos cristãos por inteiros, comprometidos com a causa de Jesus, que tem como bandeira a libertação dos oprimidos. Mesmo sentindo como uma gotinha d’água no oceano, abracemos a nossa missão com amor, pois o amor reconstrói vidas, anima os enfraquecidos, é caminho de libertação para eles.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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