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“A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política”, diz João sobre cartazes contra Raquel

Candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos/Fto: Karol Rodrigues/DP Foto

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a repudiar, nesta segunda-feira (31), cartazes difamatórios contra a governadora Raquel Lyra (PSD) e disse que “a dor de ninguém deve ser objeto de discussão política”.

“Eu perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política, muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio. Isso é inaceitável”, disse o socialista ao ser questionado sobre o assunto em agenda no Hospital da Criança, no Recife.

Os cartazes, que apareceram no Bairro do Recife no domingo (30), traziam acusações sem provas contra Raquel e referências à morte do marido dela, o empresário Fernando Lucena, que faleceu aos 44 anos, em 2022, após sofrer um infarto.

João Campos também afirmou que a Frente Popular de Pernambuco, sua coligação, acionou a Justiça Eleitoral para que a autoria, produção e divulgação dos materiais sejam investigadas.

Qualquer tipo de ataque a qualquer candidatura é absurdo e não pode ser tolerado. De forma imediata, a Frente Popular de Pernambuco entrou na Justiça Eleitoral pedindo uma investigação para saber quem fez a colagem deste panfleto no centro do Recife”, afirmou o candidato.

Segundo a Frente Popular, os materiais circulam também nas redes sociais e teriam sido afixados em locais públicos.

A coligação negou qualquer participação na produção ou disseminação dos conteúdos e defende a identificação e responsabilização dos responsáveis.

“Da mesma forma, entramos contra os adversários políticos que queriam fazer ilações, dizendo que isso teria relação comigo ou com a minha campanha”. Inclusive ontem a Justiça Eleitoral já determinou a retirada de João Campos reforçou que a investigação deve identificar os responsáveis pelos ataques, independentemente da candidatura atingida.

É inaceitável contra mim, contra qualquer candidatura. Não pode passar por isso. É preciso uma investigação rigorosa e dizer quem fez isso, porque quem fez isso não tem outro nome, é criminoso.”

Reação de Raquel Lyra

A governadora Raquel Lyra (PSD) acionou a Polícia Civil e a Polícia Federal. A coligação dela, Pernambuco de Coração, informou também que levará o caso ao Ministério Público Eleitoral.

A candidata à reeleição se pronunciou sobre o assunto em vídeo publicado nas redes sociais. “Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite minha dor”, afirmou Raquel.

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