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São Paulo registra primeiro foco de gripe aviária em aves silvestres; total no Brasil sobe para 24

Estação Ecológica do Taim foi interditada após suspeita de morte de cisnes por gripe aviária — Foto: RBS TV/Reprodução

O número de focos de gripe aviária do subtipo H5N1 no Brasil subiu de 19 para 24, de acordo com uma atualização do Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (5).

Todos os casos envolvem espécies de aves silvestres, ou seja, que vivem livre na natureza. No Brasil, não há focos de gripe aviária em aves de granja, ou seja, voltadas para a alimentação. Não há registros de contaminação da doença a partir do consumo de frango ou ovos devidamente preparados, afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em São Paulo, foi confirmado o primeiro foco: o caso aconteceu em Ubatuba e envolve a ave da espécie trinta-réis-real (Thalasseus maximus);

No Espírito Santo, foram confirmados mais 2 focos: os dois casos aconteceram no município de Vila Velha, sendo 1 ave trinta-réis de bando (Thalasseus acuflavidus) e 1 gaivota-de-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus);

No Rio de Janeiro, foram confirmados mais 2 focos: os dois casos aconteceram em Niterói e envolvem as aves Fragata (Fregata magnificens) e trinta-réis-real (Thalasseus maximus).

O H5N1 é um subtipo do vírus Influenza que atinge, predominantemente, as aves. É menos comum em mamíferos e em humanos.

A Influenza Aviária foi diagnosticada pela primeira vez em aves em 1878, na Itália. Mas o H5N1 só foi isolado por cientistas mais de 100 anos depois, em 1996, em gansos na província de Guangdong, no sul da China.

Os vírus Influenza são divididos entre os de Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e os de Alta Patogenicidade (HPAI, grave).

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