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O Congresso do Equador decidiu, em uma votação nesta terça-feira (9), abrir um processo de impeachment contra o presidente Guillerme Lasso por suspeita de corrupção.
Foram 88 votos favoráveis de um total de 116 congressistas presentes. Outros 23 deputados votaram contra o julgamento, e cinco se abstiveram.
No Congresso, os aliados do ex–presidente Rafael Correa têm o maior número de assentos, 50, enquanto o partido governista Criando Oportunidades (CREO) tem cerca de uma dezena.
A oposição é liderada pelo movimento de esquerda Revolução Cidadã, do ex-presidente Correa.
Entenda a acusação
Lasso é acusado de cometer peculato na gestão da estatal Frota Petroleira Equatoriana (Flopec), mediante contratos celebrados entre 2018 e 2020.
O presidente é acusado de não ter determinado o encerramento de um contrato entre a Flopec e o grupo internacional Amazonas Tanker, que inclui companhias russas, apesar de lesar os interesses estatais, ao provocar perdas de mais de US$ 6 milhões à empresa equatoriana.
Lasso ameaça com a ‘morte cruzada’
Lasso, de 67 anos, já afirmou que assistirá ao julgamento, também avalizado pela Corte Constitucional, porque é sua “obrigação pôr a cara frente ao povo”.
No entanto, também advertiu que entre suas faculdades constitucionais está a de dissolver a Assembleia Nacional por uma única vez e em seus primeiros três anos de mandato, para a realização de eleições-gerais antecipadas a fim de completar o período de quatro anos, o que é chamado de morte cruzada.
“Não gostaria de que se escreva nas páginas de História que determinei uma morte cruzada para evitar um julgamento político. Não evito o julgamento político, vou para a Assembleia”, afirmou em abril.
Mais cedo, o Ministério do Governo (Casa Civil) afirmou que o processo legislativo carecia de validade.
“Não é admissível que se queira violar o devido processo, ao submeter a julgamento político sem um relatório motivado”, já que a comissão parlamentar de Fiscalização – responsável pelo processo – não pôde aprovar no sábado uma recomendação sobre se procedia ou não o julgamento contra o governante, afirmou a pasta pelo Twitter.

