Search

Violência sexual continua “em grande parte impune” no Haiti, diz ONU

Policiais confrontam uma gangue durante um protesto contra o governo do primeiro-ministro Ariel Henry em Porto Príncipe, Haiti, em 1º de março de 2024.

O escritório de direitos humanos da ONU descreveu a violência sexual no Haiti como “gravemente subnotificada e em grande parte impune” num relatório angustiante divulgado quinta-feira (28) que documentou casos de violação e relações sexuais forçadas com membros de gangues, bem como níveis crescentes de violência de gangues no país.

O relatório, do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), também concluiu que mais de 1.500 pessoas foram mortas pela violência de gangues no Haiti até agora este ano, o que deverá ultrapassar os 4.451 assassinatos em 2023, enquanto o país mergulha ainda mais no caos e na anarquia, com gangues fortemente armadas lutando contra as autoridades na capital nas últimas semanas.

“A corrupção, a impunidade e a má governança, agravadas pelos níveis crescentes de violência dos gangues, corroeram o Estado de direito e levaram as instituições estatais, que deveriam ser a base de uma sociedade democrática, à beira do colapso”, afirma o relatório.

A violência causou o deslocamento interno de aproximadamente 313.900 pessoas até dezembro de 2023, segundo o ACNUDH.

Os gangues também continuam a recrutar crianças, que são frequentemente utilizadas como vigias de outros membros de gangues para realizar sequestros e roubos, de acordo com testemunhos recolhidos pelo ACNUDH.

Compartilhe:

Deixe um comentário