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Uma aliança de amor: uma nova humildade

COR LITÚRGICA: ROXO

1º Domingo da Quaresma


Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1,12-15)

Meus queridos irmãos e irmãs, neste primeiro Domingo da Quaresma a liturgia nos mostra que Deus nunca desiste de recriar o nosso mundo, e é isso que a primeira leitura nos apresenta com a história de Noé. Tantas vezes ferido pelo egoísmo e pela maldade dos homens, o mundo é retirado do plano original de Deus. Portanto, a narrativa da arca da aliança nos desafia a colaborar com Deus na construção de um mundo novo.

O Evangelho revela mais uma vez que Deus toma novamente a iniciativa e repropõe sua aliança com a humanidade por e com Jesus. Ele é guiado pelo Espírito Santo para o deserto, lugar onde não existe nada. Diferente do Espírito Maligno que nos oferece tudo, nos enche de necessidades supérfluas e nos retira do essencial. Jesus recusa o mal e opta pelo caminho indicado pelo Pai,  caminho que começa no esvaziamento do deserto. Essa opção está na origem de um mundo novo, ao qual Jesus chamava “o Reino de Deus”.

Por essa razão que, na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que pelo Batismo, os cristãos comprometem-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço a vida. Envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, os cristãos são semente de uma nova humanidade, assim como foi Noé e sua família, Jesus agora faz isso plenamente e definitivamente.

Finalizo deixando três questões para provocar a sua reflexão:
1) Como temos mantido nossa aliança pessoal com o Senhor?
2) Meu Batismo tem manifestado essa aliança e gerado um aspecto de um homem/mulher novo/a que cria um mundo melhor?
3) Tenho sido guiado pelo Espírito Santo, que me mostra o essencial da vida, ou tenho sido guiado pelo Espírito Maligno, que me envolve com coisas desnecessárias?


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE


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