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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (19) que enviou uma proposta à Rússia para realizar uma nova rodada de negociações na próxima semana, em meio à continuidade dos confrontos no leste europeu.
A declaração foi feita durante o pronunciamento oficial à população ucraniana na noite deste sábado (horário local). Segundo Zelensky, é necessário acelerar o ritmo das conversas entre os dois países.
“Tudo deve ser feito para alcançar um cessar-fogo”, disse o presidente.
Até a última atualização desta reportagem, o governo russo não tinha respondido publicamente à proposta de Kiev.
Putin pretende manter guerra
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não se abalou pelas ameaças de Trump por sanções severas contra o país, e pretende continuar a guerra na Ucrânia até que o Ocidente aceite negociar o fim do conflito com base em seus termos, disseram três fontes próximas ao Kremlin à agência de notícias Reuters.
Segundo as fontes da agência, a exigências territoriais de Putin —que atualmente são de anexar cerca de 20% do território ucraniano— também podem crescer à medida que as forças russas avançam no território ucraniano. Outras exigências da Rússia incluem o desarmamento da Ucrânia e a promessa de que a Otan não se expanda mais para o leste.
As condições russas para o fim cessar-fogo definitivo no conflito, delineadas em um memorando entregue à Ucrânia em junho, são as seguintes, segundo as agências estatais russas Tass, Interfax e RIA Novosti, e as fontes da Reuters:
-Reconhecimento da Crimeia, Lugansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, regiões ocupadas atualmente pelas tropas russas, -como território da Rússia;
-Retirada completa das tropas ucranianas desses territórios;
-Interrupção de fornecimento de armas e de inteligência militar do Ocidente à Ucrânia;
-Realização de eleições na Ucrânia;
-Limitação do Exército ucraniano, tanto na quantidade de tropas quanto de armas;
-Proibição da Ucrânia de ter armas nucleares e de abrigar esses armamentos em seu território.
A Ucrânia e países aliados do Ocidente já afirmaram considerar esses termos inaceitáveis. Países da União Europeia acreditam que Putin expandirá sua investida militar caso consiga ganhos territoriais na Ucrânia.


