
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, declarou que exige uma investigação internacional do avião militar russo Ilyushin-76 que foi abatido por três mísseis no espaço aéreo na zona de Belgorod-Kharkiv. “É claro que os russos estão brincando com a vida dos prisioneiros de guerra ucranianos, com os sentimentos dos seus familiares e com as emoções da nossa sociedade e que, por isso, todos os fatos devem ser estabelecidos, sendo que tanto o governo, como as autoridades militares da Ucrânia já entregaram os seus relatórios sobre a troca de prisioneiros e aeronaves”, revelou Zelensky.
O líder ucraniano insiste na abertura de “uma investigação criminal internacional”, algo que o Kremlin também diz defender ao se referir aos ‘crimes do regime de Zelensky’. Moscou alegou que a aeronave transportava 65 prisioneiros de guerra ucranianos e acusa Kiev de ter causado a queda, que classificou de um ‘ato de terrorismo’.
Duas caixas negras do aparelho já foram encontradas, assim como possíveis fragmentos do míssil responsável pelo abate.
Mas, a Ucrânia reiterou hoje mais uma vez que não recebeu qualquer pedido escrito nem verbal da Rússia para proteger o espaço aéreo ao redor da área de Belgorod, onde o avião caiu. “Infelizmente, podemos assumir vários cenários, incluindo a provocação, bem como a utilização de prisioneiros ucranianos como escudo humano para o transporte de munições e armas para os sistemas S-300”, disse Andriy Yusov, porta-voz dos serviços secretos militares da Ucrânia (GUR).
O comissário para os Direitos Humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, também anunciou que a lista de prisioneiros de guerra que iam a bordo do avião que caiu em Belgorod partilhada pelos meios de comunicação social da Rússia tem discrepâncias. “Foram encontrados nomes de cidadãos ucranianos que já tinham sido libertados”, garantiu Lubinets.
Por outro lado, o general Andrei Kartapolov, presidente da comissão de defesa do parlamento russo, assegurou que a Ucrânia tinha confirmado que tinha sido avisada da chegada do avião, algo que até agora o GUR nega. Os investigadores russos ainda indicaram que são necessárias análises de DNA para identificar todas as pessoas que iam a bordo.


