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Soldados ucranianos que invadiram uma região no sudoeste da Rússia na semana passada avançaram nesta segunda-feira (12) na frente de batalha, a primeira em território russo desde o início da guerra da Ucrânia.
Segundo o governador de Kursk, a região russa invadida pelos militares de Kiev, soldados ucranianos já controlam 28 distritos na região, em uma área com 2.000 moradores, e as forças de Kiev avançaram cerca de 12 quilômetros para dentro do território russo nesta segunda.
O governo de Kursk ordenou a retirada de cerca de 11 mil moradores locais. E, em Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, convocou o Conselho de Segurança de seu governo de forma emergencial e ordenou que seus militares façam com que os soldados de Kiev sejam “espremidos”.
O presidente russo também acusou a Ucrânia de ter usado armas químicas na ofensiva a Kursk. Kiev ainda não havia respondido a acusação até a última atualização desta reportagem.
“Eles (soldados ucranianos) devem ser espremidos para fora. A Ucrânia está tentando intimidar a sociedade russa e minar nossa estabilidade”, declarou Putin.
Na quarta-feira (7), cerca de 1.000 soldados ucranianos invadiram a região de Kursk e atacaram militares russos que monitoravam a área. A ofensiva criou uma nova e inesperada frente de batalha entre os dois lados, a primeira fora da Ucrânia, fez o presidente russo, Vladimir Putin, adaptar planos que podem mudar o rumo da guerra de dois anos e meio entre os dois países.
“O centro de comando regional decidiu retirar os habitantes do distrito de Belovski (em Kursk)”, afirmou o governador regional interino de Kursk Alexei Smirnov.
Quase a totalidade da população de Belovski teve de deixar suas casas nesta segunda. Segundo dados do governo local levantados pela agência de notícias Reuters, em 1º de janeiro de 2022 cerca de 15 mil pessoas moravam no distrito.
Após a invasão da semana passada, as Forças Armadas da Ucrânia também enviaram mais soldados e tanques para a fronteira com a Rússia, onde vêm fazendo vários exercícios militares há dias.


