Há um ano perdíamos a presença física da minha avó, Maria José do Nascimento. Digo a presença física, pois seus ensinamentos estão vivos entre nós.
Capaz de um elogio justo e de uma crítica sem ofensa, vó Maria foi mãe, filha, madrinha, avó, esposa, amiga, conselheira e fiel. Suas conversas sempre foram prazerosas, suas histórias cheias de vida e ensinamentos, seus conselhos fundamentados em vivência e experiência.

Sempre com voz forte e eloquente – enfrentou batalhas durante toda sua vida, porém nunca perdeu a fé inabalável em Deus e a esperança em viver. Muitos consideravam como uma fênix – que ressurgia das cinzas, ou como uma baraúna – resistente.
Vó Maria deixou um legado de guerreira e batalhadora. Sua vida foi marcada pela simplicidade, generosidade, espontaneidade, doação e amor a família. Cultivou grandes amizades, conquistou a todos com seu jeito feliz, forte e presente.
Para mim, receber a notícia de sua partida foi um momento desolador. Naquela altura imaginei apenas como seria seguir sem o seu abraço e a sua benção. O caminho até o hospital cresceu, mas me fez refletir o quanto que, aquele instante, tinha a nos dizer.
Quanta saudade eu sinto da minha avó! Quanta saudade nós sentimos da senhora!
Ela que nos ensinava, aconselhava, cuidava, repreendia, guiava e tinha uma maestria invejável. Versava acerca de vários assuntos de forma firme e expressiva.

Mesmo sabendo da realidade e tudo que ela enfrentava nunca estamos prontos para perder um ente querido. Tem dias que não dá: a saudade aperta e o coração se entristece… E assim vamos seguindo …
Hoje, nos falta o seu zelo, seu cuidado, seu amor, seu carinho, seu abraço e seu amor. Não poderemos mais contar com sua alegria de viver, com seu jeito peculiar de cuidar das filhas e netos.

Como nos diz a música: “Maria, Maria é um dom, uma certa magia. Uma força que nos alerta. Uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta”. Assim foi nossa Maria … Cheia força, raça, alegria, graça, sonho, marca e uma estranha fé na vida.
Queria dizer que a senhora ficou me devendo uma coisa: ensinar a dançar…
Ah, Maria! Olha por nós, visse? Saiba que seus conselhos e ensinamentos estão vivos e são imprescindíveis para minha formação. Eu continuo te amando, minha avó.
Falecimento:
Maria José faleceu na manhã da terça-feira, 6 de setembro de 2022, no Hospital Regional de Afogados da Ingazeira vítima de um choque séptico, insuficiência cardíaca e um quadro agravado de chagas.
Ela tinha um histórico de marca-passo há mais de 30 anos. Em 2021, foi submetida a cinco procedimentos cirúrgicos para troca do aparelho.
Seu velório aconteceu na Casa de Velório do Plafam, próximo ao Cemitério São Judas Tadeu. O sepultamento ocorreu na manhã de 7 de setembro de 2022, no Cemitério Parque da Saudade.

Família:
Filha de Alice Conceição (In Memoriam), irmã de José Nilton (In Memoriam) e Maria de Lourdes, esposa de Edvaldo de Souza (In Memoriam), mãe de seis filhas: Erinalva (In Memoriam), Erivonete, Erivânia, Erilene, Elizângela e Erilma. Avó de nove netos: Thays, Brenno, Heberth, Heverthoon, Larissa, Jonathan, Heitor, Eduarda e eu (Alyson Nascimento), e bisavó seis: Cauê, Artur, Bárbara, Ellen, Lucca e Levy Henry, este último nascido três dias após o falecimento, e madrinha de mais 70 afilhados.

Missa de 1º Ano:
Celebraremos um ano da sua páscoa no próximo sábado, 9 de setembro, às 8h30, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Convidamos os familiares e amigos para essa celebração.

