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Os eleitores de Taiwan votaram neste sábado (13) para escolher um novo presidente. As urnas foram fechadas às 17h do horário local (5h no horário de Brasília). A contagem dos votos acontece de forma manual e, até a última atualização desta reportagem, não havia sido informado o horário em que o resultado deve ser divulgado.
O resultado do pleito tem importância bem maior do que a da pequena nação, localizada a apenas 180 quilômetros da costa da China.
Taiwan, o epicentro de uma crise entre os Estados Unidos e a China, é um dos territórios mais indefinidos do atual cenário geopolítico mundial —e um dos mais estratégicos para potências mundiais.
Para a China, trata-se de uma província rebelde que segue fazendo parte de seu território. Já para o governo de Taiwan, a ilha é um estado independente, gerido por uma Constituição própria, e por décadas foi considerada o próprio governo chinês, no exílio. Isso porque os atuais governantes de Taiwan foram os inimigos derrotados na década de 1940 pelos comunistas que governam atualmente a China.
A votação tem potencial para deteriorar as relações já não tão boas entre Taiwan e China, e até acelerar planos chineses de invadir a ilha.
Horas antes do começo da votação, a China fez ameaças abertas aos políticos a favor da independência de Taiwan: o governo chinês afirmou que vai tomar todas as ações para “esmagar” qualquer plano de independência e que isso não é compatível com a paz.


