Search

“Deus nos escolheu em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Solenidade de Todos os Santos | Domingo


“Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. (Mat 5,1-12ª)

VIVENDO A PALAVRA

“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. (Mat 5,12)

Pensando bem amados irmão e irmãs em Cristo, nós que somos pobres, fracos, sofremos e somos perseguidos, procuramos a justiça e queremos o encontro com Deus, estamos de parabéns, porque somos os felizes e Deus vai atender a todos os nossos anseios. Em vez das preocupações com os bens materiais e motivações egoístas, devemos viver na simplicidade e a misericórdia de Deus

O evangelho de hoje nos convida a refletir sobre as Bem-Aventuranças, que não são mandamentos, Deus não exige o nosso sofrimento para obtermos as felicidades, posso lembrar que as Bem-Aventuranças são caminhos de santidade, uma consolação que Deus faz a todos aqueles que são desfavorecidos pelo o mundo, que são perseguidos por amar e obedece-Lo. Jesus deixa claro, que só é feliz quem vive dentro do plano de Deus, de acordo com a vontade de dEle.

Jesus proclama: “Bem-aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça os misericordiosos, os puros de coração, os perseguidos e injuriados por causa do reino”. Estes, citados por Jesus, são felizes, porque se colocam inteiramente na dependência de Deus.

É desejo de Deus que todos nós sejamos felizes, (Bem Aventurado), e ser feliz é tudo o que mais desejamos, pena, que muitos de nós, buscamos a felicidade fora dos planos de Deus onde nunca vamos encontrá-la. Precisamos nos conscientizar de que a felicidade não é algo comprável, não está nas coisas matérias, e nem significa ausência de dificuldades.

Na solenidade de hoje, contemplamos uma multidão de santos e de santas, que deixaram marcas profundas do seu amor a Deus aqui na terra, e que agora, participam da glória do céu, permanecendo vivas dentro de nós através do seu testemunho.

Jesus nos convida a fazermos a diferença no mundo, a darmos um sentido novo a nossa existência, uma única e fundamental direção que é a santidade como meta para chegarmos à felicidade plena. Assim como foram os Santos, sejamos também fieis ao evangelho, não tenhamos medo da entrega a Deus, não tenhamos medo de dar testemunho de Jesus, ainda que para isso, tenhamos que navegar em mares bravios.

Ninguém busca o sofrimento, mas ele é inevitável em nossas vidas. Ele faz parte da natureza humana, saber aproveitá-lo como trampolim para a nossa ascensão, é trilhar os passos de Jesus, é estar no caminho da Santidade.

Cada cristão carrega dentro de si o dom da santidade dado por Deus, como diz a Carta de São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (Ef 1,4).

TENHAM TODOS UM OTIMO DOMINGO!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O amor é paciente e bondoso. Ele não se ensoberbece

COR LITÚRGICA: VERDE

30º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. (Mat 22,34-40)

VIVENDO A PALAVRA
“Amarás o Senhor teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo.”

Amados irmãos e irmãs em Cristo, hoje serei bastante excessiva no falar do AMOR de Jesus. Apesar de ser humana e pecadora, procuro sempre viver os mandamentos da lei de Deus. É difícil, mas, não impossível. Podemos cantar, falar, ler muito sobre o amor de Deus, mas só iremos compreendê-lo verdadeiramente, se colocarmos em prática este amor. E a obediência aos mandamentos de Deus, que tem como chave, o mandamento do amor, quem coloca em prática no seu dia a dia, tem a vida regida pelo amor.

O amor é um dos sentimentos mais poderosos que existe. Ele pode transformar vidas, tanto a de quem ama quanto as de quem são amadas. A importância desse amor, eu posso lembrar a passagem bíblica, muito forte em 1º Coríntios (13,4-7) que diz: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

No evangelho de hoje, a exemplo do domingo passado, Jesus responde mais uma pergunta maliciosa de um fariseu: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” diz Jesus: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” O amor Divino é o pilar que sustenta o amor humano, no qual encontramos o modelo da perfeição. Quem ama verdadeiramente, ama com o coração de Deus, abraçando neste amor, até mesmo o inimigo.

Precisamos dar prioridade a escuta da palavra de Deus, o amor a Deus e ao próximo passa por esta escuta. Não tem como amar a Deus sem o conhecimento da sua palavra, sem saber o que Ele quer de nós e para nós. Quando Jesus insiste em nos falar do mandamento do amor, é porque de fato o amor realiza e nos fortalece.

Não pode haver sintonia entre nós e Deus sem a vivência do amor, é o que Jesus nos pede, é que amemos uns aos outros como Ele nos amou. Podemos até não ter todos os bens materiais que desejamos, mas amor, todos nós podemos ter, basta se espelhar em Jesus.

O amor divino é a fonte que irriga o amor humano, no qual encontramos o modelo de perfeição que é Jesus.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

“O senhor foi uma luz que surgiu no meu caminho”, diz Rosa Amélia, em homenagem a Dom Egidio

Dom Egidio celebrou pelos 45 anos de sua chegada ao Brasil - Afogados Online

Por Rosa Amélia

Aquele adeus, não podemos dar. Um até breve, alivia nossa saudade. Mais de 45 anos servindo, seguido por mais de 10 anos como bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira.

No seu governo, muitos projetos, capacitações, aprofundamento na fé aconteceram, impossível citar, obrigada, por tudo. Dom Egídio, leve a Diocese de Afogados da Ingazeira em seu coração, em suas orações. Aqui ficamos em comunhão espiritual com o senhor, rezando pelo seu recolhimento.

Rendemos graças a Deus pelos frutos que o senhor plantou na Diocese de Afogados da Ingazeira, como padre e em especial como nosso bispo. Louvamos a Deus pelo seu sim, um zeloso pastor que trouxe consigo um verdadeiro renovo e um santo ânimo. Peço que Deus continue abençoando sua na fidelidade e na perseverança.

Um sacerdote que não gostava de grandes alaridos, elegante no caminhar, no se expressar, bravo quando se exigia a firmeza, poucos entendia o jeito italiano de ser, aos poucos, seus irmãos na fé, foram quebrando o protocolo e se fazendo íntimo do Egidio Bisol, um ser humano ímpar, muito amado, um pastor que, com pequenas palavras, refletia grandes ensinamentos, como aprendi com o senhor.

Sem dúvida gostaríamos que a permanência do senhor como nosso pastor fosse ainda por mais tempo, pois, aprendemos com o senhor a rezar com mais simplicidade, leveza e, principalmente a silenciar, quando o medo e a indiferença invadiam nosso ser e quando perdíamos o sentido de ser Igreja: povo de Deus, casa da unidade.

Os desígnios do Senhor são insondáveis e como nos diz o autor sagrado: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que vosso fruto permaneça” (João 15,16).

O Papa Francisco na sua simplicidade e carisma coloca-nos com grande constância que precisamos promover uma comunicação que construa pontes, uma Igreja em saída, uma cultura do encontro. Encontro entre as pessoas, entre as religiões, grupos, pastorais, culturas. Encontro pessoal com Jesus, afim de que sejamos arrebatados por seu amor misericordioso. O senhor fez tudo isso durante o tempo aqui na Diocese.

Os encontros e os desencontros fazem parte da nossa existência. E é magnífico quando nas estações da vida, podemos encontrar pessoas como o senhor, que animam nossa caminhada de fé e ensina-nos a caminhar olhando o outro como irmão, não como um concorrente, mas aquele ou aquela, com quem podemos dividir espaços, opiniões, dores, alegrias, esperanças, solidariedade e o pão nosso de cada dia.

Obrigado, bom pastor! Sigamos na edificação de nossas esperanças. A semente foi plantada. Fica a saudade. Obrigada pela atenção que o senhor me deu. Que Senhor Bom Jesus dos Remédios e a Mãe Santíssima do belo amor, o proteja e que o Espírito Santo de Deus ilumine seus passos e o conduza sempre como mensageiro da justiça e da paz.

Honestamente, eu devo lhe confessar que na hora que sua bondade me deu a mão, eu estava precisando muito de algo para me agarrar. O senhor foi uma luz que surgiu no meu caminho, o maior apoio que poderia desejar.

Muito obrigada, Dom Egidio! Vamos confiar e rezar no novo que vai acontecer.

Você está “esperando em Deus” ou apenas dando desculpas?

COR LITÚRGICA: VERDE

29º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César ,e a Deus o que é de Deus”.’( Mat 22,15-21)

VIVENDO A PALAVRA
“Dai a César o que é de César”

Amados irmãos e irmãs em Cristo, neste mês dedicado as missões, somos despertados sobre a importância de fortalecermos o nosso ideal de discípulo missionário, de anunciadores da constatação de que a promessa de Deus se realizou.

O tempo passa e parece que as coisas não mudam, alguns homens e mulheres têm as mesmas malícias, defendem os mais íntimos interesses, enganam e mentem. Mas, tudo isto é assim porque vivemos no mundo de ‘CESÁRES” ou não conhecemos ou não sabemos da realidade do reino de Deus. O texto citado mostra Jesus vivendo um momento em que homens maliciosos querem arrumar um jeito de acusá-lo de algum crime para os romanos. No primeiro momento, eles fazem elogios e no segundo momento uma perguntar enganosa: “É lícito ou não pagar imposto a César?”

Conhecendo a malícia deles, responde Jesus: “Hipócritas, por que me tentais?” Jesus não se deixou levar pelos elogios que ouviu primeiramente, apenas deu uma resposta muito simples: “Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo”. E eles apresentaram a moeda de prata, pergunta Jesus: “De quem são esta imagem e esta inscrição?” “De César”, responderam eles.

Se essa pergunta não tivesse argumento na resposta, colocaria Jesus em uma situação muito difícil. Se dissesse que é lícito pagar impostos a César, o povo ficaria contra Ele. Se dissesse que não, seria contra uma autoridade estabelecida naquela cidade, Jesus diz: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Conhecendo a freguesa deles, contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, que seja dado a cada um, o que lhe é devido.

Podemos perceber que os piores inimigos do ser humano é a ganância e a ambição do poder. Foram estes inimigos, que se apossaram das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus. Mesmo diante de tantas evidências, essas autoridades não quiseram reconhecer a divindade de Jesus, por conveniência, por não estarem dispostos a mudar de vida, a abrir mãos dos seus privilégios.

Como somos conhecedores da história, fariseus e os defensores a serviço de Herodes, eram grupos rivais, eram as lideranças locais nos povoados da Galileia. Esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados pela presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, Aquele que significava uma grande ameaça para eles.

Muitos de nós condenamos as atitudes dos grupos que tramaram contra Jesus, mas será que nós também não estamos tramando contra Jesus? O que estamos dando a Deus? Estamos devolvendo a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu? Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Jesus faz um convite extensivo a todos. Ele não desiste de nós!

COR LITÚRGICA: VERDE

28º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’. Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos”. (Mt 22,1-14)

VIVENDO A PALAVRA

“Convidai para a festa todos os que encontrardes.’ (Mt 22,9)

Estimados irmãos e imãs em Cristo, o homem que não estava usando o TRAJE DE FESTA na parábola de hoje, não representa nenhum de nós na festa que se iniciará após o julgamento divino, quando seremos julgados pelos nossos atos, pelas nossas omissões, e acima de tudo pela nossa falta de CARIDADE.

Diante das nossas atitudes, hoje estamos prontos para entrar e permanecer na festa da Glória Eterna? O homem em farrapos até conseguiu entrar naquela festa preparada pelo rei. Mas, não lhe foi permitido ficar nela, pois ele não estava bem vestido, bem preparado.

A parábola não explica claramente como foi comunicado aos convidados, como deveriam se apresentar que tipo de roupas vestir. Talvez seja um problema para minha capacidade de esclarecer a tradução. Mas o que importa é o sentido das palavras de Jesus, o que Ele quis lembrar sobre a importância do estado de graça para merecermos entrar para a vida eterna.

A festa citada é a festa do Reino dos Céus que Deus preparou e enviou a nós por meio do seu filho Jesus. Os primeiros convidados foram os judeus, os quais ignoraram o convite, foram indiferentes ao chamado de Deus.

Então, Jesus chamou os pagãos, aos sem terras, aos sem tetos, os leprosos, os pecadores, para apresentar-lhes o Reino de Deus, e os meios de salvação. A festa de casamento, significa a aliança entre Deus e nós. Deus enviou o seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo, e não condenado.

Hoje, notamos que muitos são indiferentes ao chamado de Deus, pois estão voltados para as suas vidas de conforto, alegrias passageiras dessa vida curta. Esquecem que logo, logo, tudo isso vai passar, e seus corpos que agora fumegam energia e prazer, estarão degenerados, enrugados, em caminho para morte que é certa. Não podemos nos livrar dela. Não podemos nos livrar do juízo final, para o qual deveremos estar preparados para não sermos condenados.

Diferente das festas que acontecem nas nossas vidas atuais, onde só o quem TEM, tem valor especial dos convites, os que são vistos como bons, mas, Jesus faz um convite extensivo a todos, Ele não faz distinção de pessoas, o que vale para Ele é o sim que se dá ao seu chamado, pois no coração de quem o aceita, com certeza já houve transformação, afinal, ninguém aceita um chamado de Jesus sem estar disposto a mudar de vida. Não é?

Mesmo diante de tantas recusas, de tanta falta de respeito, tantas ingratidões, Deus não desiste do humano, Ele insiste conosco, não cansa de nos enviar mensageiros, para nos alertar sobre as consequências da recusa ao seu convite.

Amados irmãos e irmãs em Cristo, “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo”. Viver intensamente o mês missionário é propagar para um mundo a liberdade e muito amor, devemos continuar levando o nome do Senhor adiante.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Quem é o nosso próximo?

COR LITÚRGICA: VERDE

27ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”. (Lc 10,25-37)

No Evangelho de hoje, Jesus mantém um diálogo com um doutor da lei, um profundo conhecedor da Torah, que ao interrogar Jesus, sobre o que é necessário para ter como herança a vida eterna e Jesus devolve-lhe a pergunta: O que está escrito na Lei? Mas, o doutor da lei, como um fiel israelita, conhece bem o texto e responde corretamente a Jesus que antes de narrar a bela parábola do bom samaritano, aponta ao doutor da lei: “Faze isto e viverás!”.

A figura do samaritano é utilizada por Jesus para denunciar seus conterrâneos judeus, que eram inimigos dos samaritanos, considerando-os desrespeitadores da Lei. Jesus quis tornar ciente que não é suficiente, conhecer apenas os Mandamentos, mas assumir a prática da misericórdia, voltando um olhar complacente para o próximo que sofre. Não é suficiente oferecer sacrifícios e participar da liturgia, mas a conversão de fato acontece quando nos aproximamos dos que sofrem, vítimas das injustiças do mundo, dos que continuam às margens do caminho. Ao interpelar mais uma vez aquele mestre da lei, Jesus sabe o quanto é difícil colocar a Palavra de Deus em prática, “Vá e faça a mesma coisa”. Ele identifica prontamente quem é o próximo, mas daí a assumir uma postura de misericórdia há uma certa distância. O seguimento a Jesus nos leva a ver o samaritano, como um exemplo, ao se colocar no lugar do homem ferido e usar de grande misericórdia para com ele.

Mas o interlocutor, de fato, conhece bem seu texto. Prontamente ele repete o “Shemah”, recitado diariamente por um israelita fiel. E ali está o preceito de amar ao Senhor Deus de todo o coração [cardía], com toda a alma [psichê], com toda a inteligência [dianoia]. Um amor total, totalizante. E Jesus, antes de narrar a bela parábola do “bom samaritano” – exatamente um não judeu que pratica a “Shemah” de Israel! -, aponta ao doutor da lei: – “Faze isto e viverás!”

Aqui está o nosso problema: não podemos alegar ignorância da vontade de Deus. Desde a infância, os pais e mestres nos transmitiram as mesmas palavras: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. Os Evangelhos – outrora restritos a raros pergaminhos – estão hoje publicados em centenas de idiomas, à disposição de todos. E exatamente por não ignorar os mandamentos, não temos como justificar seu descumprimento.

Em pauta, a neurose entre o conhecimento e a prática. E a resposta de Jesus deixa claro que não basta o conhecimento (como ensinavam os gnósticos) para chegar à salvação, mas é preciso dar o salto da teoria à prática, da letra ao espírito.

Assim, penso entender a mente daqueles que fogem do Evangelho como o diabo foge da cruz: para eles, é preferível manter-se na ignorância do que viver em permanente estado de culpa por não cumprir com os preceitos já conhecidos. É como se gritassem: – “Não me ensinem o caminho, porque eu já decidi não caminhar por ele!” E, assim, não deixam de manifestar certo infantilismo, como o jovem que dá as costas para não ouvir o conselho do pai…

Uma consciência reta quer, sim, conhecer a Lei de Deus. E deseja esse conhecimento para, na obediência, pô-lo em prática e demonstrar seu amor por Aquele que nos dá a Lei. Afinal, um filho jamais irá considerar os preceitos paternos como um fardo, mas como preciosa âncora de salvação.

Abençoada semana a todos!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Precisamos cuidar da vida que é o bem maior para Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

27º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. (Mateus 21,33-43)

VIVENDO A PALAVRA

“Escutai esta outra parábola”. 

Amados irmãos e irmãs em Cristo, estamos vivendo o mês missionário. O texto de hoje chama a nossa atenção sobre a responsabilidade que nós, como Igreja missionária, que nasceu da ressurreição de Jesus. Como operários, devemos dar testemunho de Jesus, na partilha da vida, no acolhimento ao irmão que sofre.

A exemplo do domingo passado, Jesus continua criticando duramente os líderes religiosos do seu tempo. E na intenção de desmascará-los conta-lhes uma parábola na qual eles são os personagens principais.

Por estarem fechados em si mesmos, sacerdotes e anciãos do povo, a princípio não se tocaram; Os personagens falado por Jesus, eram eles próprios, podemos observar na resposta que eles dão a Jesus: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhes entregarão os frutos no tempo certo.” (Mt 21,41). Com estas palavras, estes líderes religiosos, assinaram a própria condenação, sendo eles os arrendatários perversos, da parábola.

Sacerdotes e fariseus só foram compreender que aquela parábola falava deles, quando Jesus cita uma passagem das escrituras. Eles ficaram furiosos com Jesus. Os sacerdotes e fariseus simbolizados pelos arrendatários citados na parábola, além de não cuidarem devidamente da vinha e não entregarem os frutos pertencentes ao proprietário, quiseram apoderar-se da vinha, matando todos os que vinham recolher os frutos, profetas e até mesmo o Filho do dono da vinha que é Jesus.

Infelizmente, ainda hoje, existem muitos líderes religiosos, bem parecidos com os antigos (personagens da parábola), pessoas que ao invés de cuidar, proteger, conturbam um povo, fazendo-os propriedades suas, desagradando assim, o proprietário da vinha que é Deus.

Meus amados leitores, não devemos nos prender em práticas religiosas, no legalismo, mais do que observar ritos, cumprir preceitos, precisamos cuidar da vida que é o bem maior para Deus. Somos corresponsáveis pela vida do outro, até mesmo pelos os frutos que eles produzirão. Se não tivermos essa preocupação, não seremos construtores do Reino de Deus e como consequência, seremos também advertidos por Jesus, como foram os Sacerdotes e os fariseus, simbolizados na parábola de hoje.

Como filhos do mesmo Pai, devemos estar sempre unidos e ligados a vinha que é Jesus.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Não adianta conhecer a Palavra e não colocá-la em prática

COR LITÚRGICA: VERDE

26º Domingo do Tempo Comum


Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”. (Mt 21,28-32)

VIVENDO A PALAVRA

“Que vos parece”? (Mt 21,28)

Amados leitores, estamos iniciando o mês de outubro, mês em que a Igreja nos convida a refletir sobre a importância de nos tornarmos missionários do Senhor, propagadores da Boa Nova do Reino. Nossa missão, não se limita em somente levar algo ao outro, pois no exercício da missão é comum descobrirmos algo no outro que nos faz crescer.

Jesus ensinava a todos os que o ouviam através de parábolas, as quais tinham um sentido que não permitia engano, uma vez compreendido, permitia que entendessem as mensagens de comportamento que ele lhes queria transmitir.

O Evangelho de hoje nos adverte sobre o perigo que corremos quando ficamos somente na interpretação da palavra de Deus, e não a trazemos para a nossa vida. Conhecer a palavra de Deus, e não vivê-la, é conhecer a verdade e optar pela mentira.

Era o que acontecia com os líderes religiosos do tempo de Jesus, eles conheciam bem as escrituras, mas não viviam o que pregavam, colocavam pesados fardos nos ombros das pessoas, e eles mesmos, ficavam somente no discurso, não viviam o que falavam.

Jesus desmascara as autoridades da época dizendo: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino dos céus.” Ele falava de um povo excluído, vistos por eles, como pecadores, ouviram a pregação de João Batista e se converteram, endireitando suas vidas, enquanto que estes líderes não deram crédito a pregação de João Batista, não buscaram a conversão.

Para despertar nestes líderes e hoje em nós, é importante uma revisão de vida. Jesus conta mais uma parábola, a dos dois filhos convocados pelo pai a trabalhar na vinha.

Essa narrativa é contada como crítica aos sacerdotes e anciãos do povo, que permaneciam insensíveis à pregação de João Batista. Então, o primeiro filho corresponde as pessoas que respondem afirmativamente ao apelo de Deus, só da boca para fora, sem interioridade. Seu “sim” permanece na teoria, sem converter-se em ações concretas de amor e justiça.

O segundo filho é símbolo de quem responde com uma negação verbal ao apelo divino, mas repensando sua resposta, submete-se a vontade do Pai.

Ao lermos a parábola, não temos a menor dificuldade em responder a indagação colocada por Jesus: qual dos dois filhos fez a vontade do pai? Na verdade, não existe resposta diferente da que deriva do próprio relato sobre o comportamento dos filhos.

Jesus faz uma pergunta que somente comportava uma resposta para a seguir transpô-la ao comportamento dos sacerdotes e anciãos do povo, que agiam tal como o filho que prometeu fazer, mas não fez o que o pai lhe ordenara. Como o dito popular hoje em dia, A CARAPUÇA CAIU BEM NA SUA CABEÇA, e eles próprios a colocaram sobre suas cabeças com a resposta que haviam acabado de dar.

Mas não podemos imaginar que Jesus tenha agido assim de forma desleal, criando-lhes uma armadilha embaraçosa para os humilhar. Nada disso, pois foi outro meio de tentar abrir-lhes os olhos, e um meio que sempre foi muito eficiente. Jesus inclusive os alertou para que prestassem atenção, pois antes da parábola pediu o parecer que teriam a propósito do assunto: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos …”.

Eles também sabiam perfeitamente que a parábola tinha como referência a pessoa de Deus, figurado na pessoa do pai. É que a Deus eles deviam respeito, assim como os filhos da parábola deviam respeito ao pai, e não há melhor maneira de agir com respeito do que atender a vontade de Deus, tanto quanto neste mundo um filho honra seu pai ao agir como ele deseja.

Eles conheciam as escrituras e a desobediência de Adão e Eva, ou seja, não precisariam da parábola para se corrigir. Entretanto, ao invés de se aterem obedientemente à Lei de Deus, portanto, a respeitar a vontade do Pai Celeste, afastavam-se dela com as regras que haviam sido adicionadas ao longo do tempo, criadas pelas chefias e impostas aos humildes, escondendo a verdade divina.

Jesus quis, portanto, colocar-lhes ao claro como se comportavam com os mais sábios, usurpando o que apenas a Deus compete, pois somente Ele tem a verdade absoluta e pode transmiti-la aos homens, e não a têm aqueles cuja função neste mundo é apenas a de compreender, ensinar e aplicar o que vem de Deus. Na verdade, a advertência que os anciãos do povo e os sacerdotes receberam não foi devido apenas a serem desobedientes, pois também foi porque agiam como se fossem o próprio Deus.

Feliz mês de Outubro e um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Nunca esqueçamos: Deus é um Pai prestativo

COR LITÚRGICA: VERDE

25º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Anove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados,e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: “Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: “Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. Então o patrão disse a um deles: “Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ , os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.r acaso não tenho o direito de fazer o que quero aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. (Mt 20,1-16a)

Vivendo a palavra

“Não combinamos uma moeda de prata?” (Mateus 20,13)

Atenção amados leitores; muitos irmãos nossos têm algo a oferecer, porém ainda estão sem caminho, sem oportunidade, sem sentir o sabor de Jesus, em vez de montarmos barreiras, dificultando o caminho, sejamos caminhos, para que os nossos irmãos, encontrem trabalhos na vinha do Senhor, onde todos tem salário justo e ninguém é demitido.

O interessante é que a bondade do proprietário pareceu ser injusta e má aos olhos dos outros trabalhadores. Por isso, o proprietário da vinha disse: “Amigo, não fui injusto contigo”. Sem dúvida a recompensa de Deus é dada conforme a sua soberana vontade.

Ele é justo e totalmente bondoso, embora essa justiça não pareça coerente aos nossos olhos. Os trabalhadores que chegaram por último na vinha também precisavam ou precisam sustentar as suas famílias da mesma forma que os que chegaram primeiro. Não é?

A parábola de Jesus, contada por Mateus, o patrão simboliza o Pai, a Vinha, o Reino de Deus.

Como operários mais antigos da vinha do Senhor, não temos o direito de reivindicar privilégios, pelo contrário, devemos privilegiar, acolhendo com carinho os novos trabalhadores que vão se somando a nós, no cultivo da vinha.

A razão dessa historia, foi um alerta sobre o ciúme 
A importância da igualdade entre irmãos. Para Deus todos somos iguais, todos possuímos os mesmos direitos. Todos são convidados a trabalhar na Vinha do Senhor, uns acolhe este chamado no alvorecer de sua vida, isto é, no auge da sua juventude, outros, já mais maduros e outros na idade avançada.

A lógica de Deus é diferente das nossas lógicas, para o mundo, uma pessoa vale por aquilo que ela produz, aquele que não produz, é descartado, podemos constatar isto claramente vendo o descaso da nossa sociedade para com os idosos, os doentes… Enquanto que para Deus, o valor de uma  pessoa, está na sua essência, em ser um de seus filhos.

Nunca esqueçamos: Deus é um Pai prestativo, Ele está sempre pronto para nos acolher, sem considerar o tempo da nossa adesão a sua proposta de vida nova anunciada por Jesus.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Perdoar não é esquecer tudo, ou melhor, não é ter uma amenésia. Perdoar é uma decisão

COR LITÚRGICA: VERDE

24º Domingo do Tempo Comum


Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. (Mt 18,21-35)

Vivendo a Palavra

Amados leitores, o evangelho de hoje nos faz refletir muito sobre um aspecto da nossa vida que está bastante presente no nosso dia-a-dia: O PERDÃO.

A leitura conta que: Pedro, aproxima-se de Jesus e faz a Ele uma pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Para reforçar, Jesus conta a parábola do servo cruel, que mesmo sendo perdoado pelo rei, não perdoou ao seu devedor e por isso, foi duramente castigado pelo rei.

Com esta parábola, Jesus adverte Pedro e também a nós, dizendo: “É assim que meu Pai fará convosco, se cada um, não perdoar de coração ao seu irmão.”

Várias vezes por dia, e com diversas pessoas, nós sentimos a necessidade de pedir perdão. Isto acontece principalmente quando nossas atitudes magoam as pessoas que amamos e/ou quando vemos nos rostos destas pessoas a tristeza que causamos.

Esse pedido de perdão nem sempre é tão simples, principalmente se temos o orgulho escondido em nós e não queremos reconhecer o erro.

Quando as pessoas magoadas não são as que amamos, esta atitude de humildade torna-se ainda mais difícil.

Somos irmãos, fazemos parte do imenso jardim de Deus no mundo. Navegamos no barco de Jesus, sobre as águas profundas do mar da vida, rumo ao mesmo porto.

Queremos seguir Jesus, viver como Ele viveu, tornar um sinal do Seu amor no mundo.

Somos orientados a despertar para o grande exemplo do amor de Jesus que deu sua a própria vida pelo nosso resgate, sem levar em conta as nossas faltas.

A dimensão da alegria do perdão é infinita para ambos os lados, precisamos nos despir de todo nosso orgulho, para viver esta alegria que reconstrói o que foi quebrado pelo pecado.

Não podemos nos considerar modelos de perfeição, ninguém é infalível, temos qualidade e defeitos por isto todos merecem uma nova chance: o perdão. Assim como Jesus acolhe o pecador arrependido e esquece todo o seu passado, nós também devemos perdoar e acolher quem nos ofendeu.

Me perdoa Senhor, por todas as vezes que magoei meu irmão.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Por que devemos corrigir o irmão?

COR LITÚRGICA: VERDE

23º Domingo do Tempo Comum


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.  De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. (Mt 18,15-20)

Vivendo a palavra

Amados irmãos, quando Jesus se faz presente, no meio de nós que buscamos soluções para determinadas situações, podemos ter toda certeza: tudo se resolve, tudo tem um final feliz.

A forma que Deus usa, para corrigir os que erram, não é através do castigo, e sim, através do amor, o tão grande amor dos que não querem ver um irmão se perder, ainda que o nosso irmão tenha lhe feito algum mal.

Todos nós, membros de uma comunidade, temos a necessidade das correções, pois não somos perfeitos, não somos isentos de erros. A correção fraterna é um ato de caridade, difícil de praticar, mas vale a pena exercitá-la, afinal, podemos salvar um irmão, proporcionar a ele, a oportunidade de reparar o seu erro, de reconciliar com a pessoa que ele ofendeu e conjuntamente com Deus.

As orientações que Jesus nos passa, no Evangelho de hoje, nos indica alguns passos que devemos dar, no sentido de resgatar aquele, que por causa de algum erro, esteja se desviando do caminho. São procedimentos um tanto difícil, mas imprescindíveis, tanto para a salvação dele, quanto para a nossa. “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.”

É compromisso do cristão, colaborar para que todos se salvem. Como corresponsável pela a vida do outro, não podemos ignorar, deixar de lado, aquele, que na sua fragilidade, possa ter cometido algum erro, que se não corrigido, pode provocar graves consequências, tanto para ele, quanto para a comunidade a qual ele pertence.

O diálogo, deve ser sempre o primeiro passo, muitas questões se resolvem, através do diálogo, pois dependendo do que ouvimos, podemos, com mais serenidade, perceber que pode ter sido um mal entendido, ou um ato impensado do ofensor, não é?

“Se ele não te ouvir, toma consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.” Segue Jesus na sua conversa. Este passo, é muito importante, pois a clareza de dois, ou mais pessoas, pode nos convencer, de que o fato, não tenha sido tão grave como víamos, e que vale a pena, manter o convívio com aquela pessoa, pois com o passar do tempo, ela mesmo pode perceber seu erro e se corrigir.

A correção fraterna, a que Jesus se referia naquele tempo, dever ser sempre um ato de amor e nunca de autoridade e condenação, para os nossos tempos também atuais. A nossa postura, diante daquele que erra, nunca deve ser, como de um juiz, e sim, de alguém, que quer apaziguar, quer o bem do outro.

Nem sempre somos justos, somos às vezes, influenciados por vários fatores: por sermos responsáveis por algum posto, a simpatia, a antipatia… por isto, é importante, consultar discretamente, outras pessoas, a respeito dos acontecidos. Muitas vezes condenamos sem provas reais.

Continua Jesus na seu ensinamento: “Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja”. Dizer a Igreja, é como se dizer: agora, vai depender dele com Deus, pois, humanamente, foi feito tudo o que podia ser feito, só nos resta rezar por ele.

Como seguidores de Jesus, não podemos desistir do outro em hipótese alguma, e nem ficar assistindo passivamente a sua ruína, se podemos fazer algo em seu favor. É nossa responsabilidade cuidar deste bem tão precioso para Deus: a vida humana.

O mês de setembro é dedicado a Bíblia. Vamos intensificar o exercício na leitura?

Tenham todos, um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Até quando fugiremos da cruz?

COR LITÚRGICA: VERDE

22º Domingo do Tempo Comum


Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”. (Mt 16, 21-27)

Vivendo a palavra

“Se alguém quer me seguir renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga.”

Amados irmãos, há um contraste entre a fala de Jesus e a mentalidade do mundo que prioriza o gozo da vida sem limitações a liberdade e nem restrições aos caprichos

Quem está disposto a seguir Jesus, não deve se iludir com facilidades, pois o seguimento a Ele é exigente, implica em mudanças radicais no nosso modo de viver, exige boa vontade, entusiasmo, compromisso, fidelidade, disposição de deixar muitas coisas para trás, exige também, a consciência de assumir a cruz de cada dia.

Mesmo convivendo diretamente com Jesus, os discípulos tiveram muitas dificuldades em entender a Sua missão. Na mente deles, Jesus não deveria aceitar um  desfecho tão  trágico para a sua vida. A revelação da sua morte de cruz soou para eles, como um fracasso.

Pedro, ao querer eliminar a cruz do caminho de Jesus, pouco depois de professar a sua fé, reconhecendo-o  como o Filho do  Deus vivo, demonstrou, ainda  não estar totalmente preparado para assumir o seu legado, dando a  entender, que ele ainda carregava consigo a mentalidade do mundo, alimentando dentro de si, a ideia de um messias glorioso, porém, sem a cruz.

Jesus é muito claro com aqueles que manifestavam o desejo de segui-lo: “Se alguém quer me seguir renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga.”

A proposta de Jesus, deixa aqueles, que tem o desejo de segui-lo, inseguros, decepcionados com sua fala, os discípulos de ontem, e hoje nós também, apostamos uma vida protegida, segura e feliz ao lado de Jesus, sem querer carregar a cruz.

E Jesus vai mais longe: “Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la.”

E Pedro, segundo evangelho, quis tentar impedir que Jesus passasse pela a cruz, inconscientemente, quis intervir nos planos de Deus, numa postura semelhante a do diabo, quando tentou Jesus.

Conhecedor das fraquezas humanas, Jesus percebe de imediato a dificuldade dos discípulos em aceitar o desafio da cruz, e  repreende  Pedro severamente: ”Vai para longe Satanás. Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensa as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens.”

Pedro e nós, na nossa fraqueza humana, não levamos em conta, de que Jesus era totalmente  obediente ao Pai, e que nada o faria desistir da missão.

O seguimento a Jesus inclui a cruz, porque a nossa  adesão a Ele, nos leva a atitudes que contrariam os opositores do projeto de Deus. Se Jesus não tivesse passado pela a cruz, os seus ensinamentos seriam em vão, Ele não passaria de mais um pregador, que passou por este chão.

Os discípulos, embora convivendo dia a dia com Jesus, tiveram muitas dificuldades em aceitar o desafio da cruz, eles só foram compreender o sentido da cruz, depois da ressurreição de Jesus.

Compreendem amados irmãos, que precisamos carregar a nossa cruz?

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus. É comprometedor, pois implica em entrega por sua causa

COR LITÚRGICA: VERDE

21º Domingo do Tempo Comum


“Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.  Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. (Mt 16,13-20)

Vivendo a Palavra 

Conhecer Jesus

A leitura provoca uma atenção sobre algo fundamental na nossa vida. É impossível viver a fé, sem ter uma intimidade com Ele.

Muitas vezes, professamos a nossa fé em Jesus, e até sentimos atraídos pelas suas propostas, mas quando tomamos conhecimento de que no seguimento a Ele inclui a cruz, tendemos a recuar um sinal de que ainda não temos uma fé suficientemente madura para aceitarmos o desafio da cruz.

Jesus pergunta a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” com diversas repostas, Jesus não se surpreende e pergunta de novo: “E vós, quem dizem que eu sou?”

Jesus, que conhece o interior das pessoas, percebe de imediato a dificuldade dos discípulos em aceitar o desafio da cruz. E no desejo de fazê-los compreender a importância de não fugir da cruz, insiste em afirmar que seria impossível segui-Lo, sem a cruz.

Desta vez, a resposta não foi imediata, afinal, para esta pergunta, a resposta teria que ser pessoal e não, em nome do povo o que era fácil, pois responder em nome do outro, não compromete. Pedro foi o único que respondeu com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.” Esta resposta, agradou a Jesus, pois Ele sabia, que esta afirmação de Pedro, era fruto da sua convivência com Ele e não de outros. Hoje, Jesus continua nos perguntando: “E para VOCÊS quem eu sou?

Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, saber quem é Jesus é comprometedor, implica em comprometimento com a sua causa, em dar continuidade a sua missão aqui na terra.

Depois da resposta de Pedro: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.” Jesus proíbe severamente aos discípulos de revelar a sua identidade a quem quer que fosse, o povo um povo esperava um Messias triunfalista com poderes políticos, jamais aceitaria um Messias na condição de servo, alguém que tivesse o olhar voltado para os pequenos, oprimidos.

Ele sabia que não seria reconhecido como Filho de Deus, sem antes passar pela cruz. Hoje, depois de ter passado pela cruz, de nos ter dado tão grande prova de amor, Jesus não precisa mais nos fazer perguntas como esta, mas Ele espera de cada um de nós, uma resposta de amor.

E é no nosso do dia a dia, que vamos respondendo ao tão grande amor de Jesus por nós. Carregar a cruz, não significa buscar sofrimento, e sim, viver as consequências de uma vida pautada no exemplo de Jesus, de uma vida coerente com o evangelho.

É pela fé que reconhecemos Jesus como o nosso Deus e Senhor, o que não é fruto do esforço humano e sim, do acolhimento ao dom da fé.

Celebramos neste domingo, o dia nacional do CATEQUISTA. Para todos nós, com o nosso serviço, cumprimos um papel muito importante para a vida dos cristãos e somos considerados a raiz da vida da Igreja, pois colaboramos diretamente com três pontos essenciais:

A transmissão da fé e o seu fortalecimento;
A compreensão dos sacramentos; 
A importância dos compromissos cristãos.

Que Deus nos conforte e ilumine na nossa missão, contagiando as pessoas e transmitindo palavra de Deus com responsabilidade. Pois catequizar é educar crianças, jovens e adultos na fé. Uma educação que será levada por toda sua vida.

Tenham todos um ótimo domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Maria é sinal de consolação e esperança, pois, se ela, criatura como nós, conseguiu, também nós conseguiremos

COR LITÚRGICA: BRANCO

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria – Solenidade | Domingo


”Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.” (Lc 1,39-56)

Vivendo a palavra

“BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE!”

Estimados leitores, temos uma mãe pronta para proteger a cada um de nós. Com muita alegria, celebramos hoje, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Precisamos lembrar, para não confundir ASSUNÇÃO, com a ASCENSÃO.

A “assunção” é de Nossa Senhora, que foi levada ao céu, ela não subiu por si mesma e sim, pelo poder de Deus.

A “ascensão” é de Nosso Senhor Jesus Cristo, vem nos falar da sua subida ao céu, Ele sim, por ser o próprio Deus, subiu ao céu pelo seu próprio poder.

O evangelho deste domingo nos apresenta, Maria como modelo de vida cristã, um modelo a ser seguido por todos nós. Nossa vida, se pautada no exemplo desta grande mulher, com certeza teremos vidas frutuosas. Maria foi puro amor e doação, assim que ela recebeu o anúncio de que ela seria a mãe de Jesus, ela ficou sabendo também da gravidez de sua prima Isabel.

Movida pelo o amor ao próximo, Maria se põem a caminho, indo ao auxílio de Isabel, que certamente necessitaria de maiores cuidados devido a sua idade avançada. Com este gesto desinteressado de amor, ela nos dá um grande exemplo de solidariedade, nos ensinando que o amor é mais do que sentimento, mais do que palavras. O amor é gesto concreto, é decisão de ir ao encontro do outro, de inteirar-se de suas necessidades para poder ajudá-lo.

Subindo e descendo montanhas, carregando Jesus no seu ventre, Maria tornou-se a primeira pessoa a levar Jesus ao encontro do outro. A história marcante, fala de duas gestantes: Maria e Isabel. Maria mãe do salvador e Isabel, mãe do menino João Batista, àquele que seria o grande profeta, o precursor que iria preparar o caminho para a entrada de Jesus na história da salvação. As duas juntas agradecem a Deus o dom da fertilidade, mostrando-nos o poder infinito de Deus.

Ao entregar-se como serva do Senhor, Maria participou significativamente da história da salvação, enfrentando todos os desafios, desde a concepção de Jesus, até a sua morte de cruz. E mesmo com o coração transpassado de dor, ela não se entregou, manteve-se de pé aos pés da cruz.

Não podemos guardar só para nós, as maravilhas que recebemos de Deus, devemos partilhá-la com o outro. Sigamos o exemplo do “O MAGNIFICAT” é um canto de amor e de humildade, em que Maria reconhece o poder, a majestade do Senhor e se submete humildemente a sua vontade, proclamando-se bem aventurada. Com Maria aprendemos que a humildade nos aproxima da perfeição e que ao dizermos “sim” a Deus, Ele nos transforma em “grandes” mesmo em nossa pequenez.

Podemos também, assim como Maria, louvar a Deus, dizendo: A minha alma engrandece o Senhor, porque olhou para a humildade de seu servo (a) “ O Todo Poderoso fez grandes coisas em meu favor…”

O canto de Maria, diante do Seu Senhor, ecoa no coração de cada um de nós, nele está expresso a confiança total no Deus misericordioso. Que nossos corações, estejam sempre iluminados com a luz da bondade que iluminou o coração de Maria, a grande defensora dos pobres e sofredores. Com o testemunho de Maria, aprendemos a dar passos ao encontro de Jesus, a sair de nós mesmos para ir ao encontro do outro.

Também neste cântico, o coração de Maria expressa de modo transbordante a sua gratidão pelas maravilhas que Deus realizou em sua vida. Realizações, que ela reconhecia não serem somente em seu favor, mas em favor de toda humanidade, uma vez que pelo seu Filho Jesus, a salvação chegaria a humanidade. Maria nos ensina que as maravilhas que Deus realiza em nós, é em favor de todos. Deus cativou Maria e ela se deixou cativar por Ele, se entregando por inteira a seu serviço.

Tenham todos um excelente domingo.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Fé e vida são inseparáveis, viver a fé é cuidar da vida, é ser vida para o outro, é ter a certeza de que somos amados pelo Pai

COR LITÚRGICA: VERDE

19º Domingo do Tempo Comum


Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”. (Mt 14,22-33)

Vivendo a Palavra

“Senhor, salva-me!”

Amados leitores, estamos no mês de Agosto, o mês das vocações. Quem vive a sua vocação, encontra o sentido para a sua vida. Ela nos direciona ao serviço, a sermos construtores de um mundo melhor, na família, na comunidade e na sociedade. Uma das grandes vocações celebramos hoje, o dia dos PAIS. Uma ocasião propícia para uma ação de graças por aqueles que, juntamente com as mães, são responsáveis pela doação da vida.

O evangelho de hoje chama a nossa atenção sobre a nossa fé. Sem uma fé firme, com raízes profundas, não tem como vivermos bem a nossa vocação, afinal, a vocação é um exercício da fé. A certeza de que Jesus nunca se distancia de nós, nos encoraja, nos tira das margens, nos faz avançar sem medo, para águas mais profundas. Hoje, somos colocados na barca de Jesus, enfrentando os mesmos desafios que os primeiros discípulos enfrentaram quando tomaram a trilha da fé.

Depois da multiplicação dos pães, Jesus passou para os discípulos a responsabilidade de alimentar uma multidão: “(Dai-lhes vós mesmos de comer”) ensinando-os a partilhar, manda-os entrar na barca e seguirem para outra margem, isto é, para irem ao encontro de outros necessitados.

Podemos dizer que Jesus  já estava preparando os discípulos para caminharem sem a sua presença física. Até então, eles eram totalmente dependentes da presença física de Jesus, não sabiam dar um passo sequer sem Ele, o que não poderia continuar, já que após a volta de Jesus para o Pai, seriam eles, os responsáveis em estar no comando da sua barca.

Em obediência a Jesus, os discípulos entraram na barca e seguiram sozinhos mar à dentro. Mas Jesus, assim como os nossos pais, que observam os filhos nos seus primeiros passos, observa-os de longe, sem os perder de vista. Jesus vê, quando eles são surpreendidos pelos ventos contrários em alto mar e vai ao encontro deles, andando sobre as águas.

Tomados pelo medo, os discípulos não o reconhece e mesmo Jesus tendo dito: “Coragem!” “Sou eu” eles continuam apreensivos. Pedro exigiu-lhe uma prova: “ Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro caminhando sobre as águas.” Pedro, desce da barca e começa a andar sobre as águas.

Fé e vida são inseparáveis, viver a fé é cuidar da vida, é ser vida para o outro, é ter a certeza de que somos amados e conhecidos intimamente pelo Pai.

Tenham um ótimo domingo! Desejo a todos os pais um dia feliz e abençoado. E que vivam esse dia nos abraços cheios de ternuras dos filhos, fruto do amor.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira