
Por Rosa Amélia
Aquele adeus, não podemos dar. Um até breve, alivia nossa saudade. Mais de 45 anos servindo, seguido por mais de 10 anos como bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira.
No seu governo, muitos projetos, capacitações, aprofundamento na fé aconteceram, impossível citar, obrigada, por tudo. Dom Egídio, leve a Diocese de Afogados da Ingazeira em seu coração, em suas orações. Aqui ficamos em comunhão espiritual com o senhor, rezando pelo seu recolhimento.
Rendemos graças a Deus pelos frutos que o senhor plantou na Diocese de Afogados da Ingazeira, como padre e em especial como nosso bispo. Louvamos a Deus pelo seu sim, um zeloso pastor que trouxe consigo um verdadeiro renovo e um santo ânimo. Peço que Deus continue abençoando sua na fidelidade e na perseverança.
Um sacerdote que não gostava de grandes alaridos, elegante no caminhar, no se expressar, bravo quando se exigia a firmeza, poucos entendia o jeito italiano de ser, aos poucos, seus irmãos na fé, foram quebrando o protocolo e se fazendo íntimo do Egidio Bisol, um ser humano ímpar, muito amado, um pastor que, com pequenas palavras, refletia grandes ensinamentos, como aprendi com o senhor.
Sem dúvida gostaríamos que a permanência do senhor como nosso pastor fosse ainda por mais tempo, pois, aprendemos com o senhor a rezar com mais simplicidade, leveza e, principalmente a silenciar, quando o medo e a indiferença invadiam nosso ser e quando perdíamos o sentido de ser Igreja: povo de Deus, casa da unidade.
Os desígnios do Senhor são insondáveis e como nos diz o autor sagrado: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que vosso fruto permaneça” (João 15,16).
O Papa Francisco na sua simplicidade e carisma coloca-nos com grande constância que precisamos promover uma comunicação que construa pontes, uma Igreja em saída, uma cultura do encontro. Encontro entre as pessoas, entre as religiões, grupos, pastorais, culturas. Encontro pessoal com Jesus, afim de que sejamos arrebatados por seu amor misericordioso. O senhor fez tudo isso durante o tempo aqui na Diocese.
Os encontros e os desencontros fazem parte da nossa existência. E é magnífico quando nas estações da vida, podemos encontrar pessoas como o senhor, que animam nossa caminhada de fé e ensina-nos a caminhar olhando o outro como irmão, não como um concorrente, mas aquele ou aquela, com quem podemos dividir espaços, opiniões, dores, alegrias, esperanças, solidariedade e o pão nosso de cada dia.
Obrigado, bom pastor! Sigamos na edificação de nossas esperanças. A semente foi plantada. Fica a saudade. Obrigada pela atenção que o senhor me deu. Que Senhor Bom Jesus dos Remédios e a Mãe Santíssima do belo amor, o proteja e que o Espírito Santo de Deus ilumine seus passos e o conduza sempre como mensageiro da justiça e da paz.
Honestamente, eu devo lhe confessar que na hora que sua bondade me deu a mão, eu estava precisando muito de algo para me agarrar. O senhor foi uma luz que surgiu no meu caminho, o maior apoio que poderia desejar.
Muito obrigada, Dom Egidio! Vamos confiar e rezar no novo que vai acontecer.