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Um manifestante foi morto neste sábado (28) em Lima, elevando para 58 o número de mortos durante protestos no Peru, que já duram quase dois meses, para exigir a renúncia da presidente Dina Boluarte, bem como de membros do Congresso.
Os protestos se multiplicaram no Peru desde que Boluarte assumiu a presidência em 7 de dezembro, depois que o Parlamento votou pela saída do então presidente Pedro Castillo quando ele tentou dissolver o Congresso.
Victor Santisteban Yacsavilca, de 55 anos, foi ferido gravemente na cabeça enquanto se manifestava na rua Abancay, no centro histórico de Lima. Ele morreu no hospital na noite de sábado. Outro homem também foi ferido e está internado em uma unidade de terapia intensiva.
Em outra área do centro histórico, próximo a Plaza San Martín, centenas de manifestantes permaneceram até tarde da noite. Vários começaram a dançar, outros fizeram uma fogueira com troncos e um casal de músicos tocou uma música de protesto.
Então, a polícia chegou e os dispersou jogando dezenas de bombas de gás lacrimogêneo. Para se protegerem do gás, surgiu uma função diferenciada entre os manifestantes: o desativador. Ele corre em direção à bomba para neutralizá-la.


