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Sob Barroso, STF pode ter novo intervalo entre apresentação da defesa e votos dos ministros

Barroso assume presidência do STF nesta quinta-feira | Jovem Pan

Por Camila Bomfim

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), toma posse nesta quinta-feira (28) como novo presidente da Corte e pretende fazer mudanças que alcançam as defesas e os votos de ministros.

A equação, em estudo e diálogo interno, é que os advogados sejam ouvidos em suas sustentações orais e os ministros só votem o caso um mês depois.

O entendimento é que isso atenderia a um pleito das defesas , que dizem que as sustentações orais, com votos na sequência, viram apenas uma formalidade — e não um ponto de inflexão para ser pensado com calma pelos ministros.

E os ministros, assim, ganhariam mais tempo para analisar as ações. É uma nova equação de tempo para os dois lados, segundo auxiliares do STF ouvidos pelo blog.

Ainda não há martelo batido, mas a mudança está em discussão interna e teria facilidade para ser implementada porque não envolve mudar o regimento. O diálogo interno dos ministros com Barroso está sendo feito nos bastidores.

Barroso tem perfil conciliador e, por isso, está discutindo internamente esse tipo de mudança – um “ganha ganha” interno, que pode prosperar.

O ministro sucederá Rosa Weber, que estava no cargo desde 12 de setembro do ano passado. Com a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, ela deixa o posto e a cadeira na Corte.

A sucessão no comando do STF segue a ordem da antiguidade, de forma que o vice-presidente é o provável sucessor de quem ocupa o cargo atualmente.

Barroso, 65 anos, assumiu uma vaga no Supremo em 2013, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff.

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