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O governo de São Paulo decretou estado de emergência para a dengue.
A decisão foi tomada pelo Centro de Operações de Emergências (COE), grupo coordenado pela Secretaria Estadual da Saúde, e será oficializada na manhã desta terça-feira (5).
A medida ocorre após São Paulo atingir 300 casos confirmados da doença para cada grupo de 100 mil habitantes nos últimos dias.
O decreto permite que os gestores públicos destinem recursos para combater a doença com maior celeridade e sem necessidade de licitação.
Nesta segunda-feira (4), o estado já registrava 31 mortes causadas pela dengue, segundo dados divulgados pelo painel de controle da doença da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
De acordo com a pasta, outros 122 óbitos ainda seguem em investigação. Os casos chegaram a 138.259, sendo 169 considerados grave.
As mortes confirmadas foram registradas em 21 municípios entre 1º de janeiro e 4 de março:
Bebedouro: 1 morte
Bariri: 2 mortes
Bauru: 1 morte
Pederneiras: 2 mortes
Bragança Paulista: 1 morte
Campinas: 1 morte
São Paulo: 2 mortes
Franca: 1 morte
Restinga: 1 morte
Marília: 3 mortes
Guarulhos: 3 mortes
Suzano: 1 morte
Batatais: 1 morte
Ribeirão Preto: 2 mortes
Serrana: 1 morte
Mauá: 1 morte
Parisi: 1 morte
Votuporanga: 1 morte
Pindamonhangaba: 2 mortes
Taubaté: 2 mortes
Tremembé: 1 morte
Na capital, além das duas pessoas que morreram pela doença, outros 27 óbitos estão em investigação. O casos chegaram a 32.212.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a maioria das infecções está concentrada em 15 de bairros que estão em epidemia de dengue, distribuídos pelas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste:
São eles: Vila Jaguará, Parque São Domingos, Itaquera, Jaçanã, São Miguel Paulista, Vila Leopoldina, Anhanguera, Tremembé, Campo Limpo, Vila Maria, Guaianases, Lapa, Água Rasa, Lajeado e Vila Medeiros.


