
O ex-deputado federal Roberto Jefferson, que está preso em Bangu 8, pediu transferência para um hospital particular. A assessoria do ex-deputado federal alega que ele precisa de tratamento por conta da gravidade de seu estado de saúde.
A assessoria diz que Jefferson não consegue comer nem se hidratar e já emagreceu 15 kg.
Procurada, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) ainda não respondeu.
Na terça-feira (30), o comando da 11ª Região Militar do Exército, em Brasília, instaurou um Inquérito Policial Militar para investigar como Jefferson conseguiu comprar novas armas e munições, mesmo sendo réu em processos criminais e já tendo sido condenado no escândalo do mensalão.
A investigação também quer saber como ele manteve o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
O pedido de abertura da investigação foi feito pela 2ª Procuradoria de Justiça Militar, em Brasília. Segundo o Ministério Público Militar, há indícios de irregularidades cometidas dentro do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) em Brasília.
Regras
No Brasil, é proibido por lei o acesso a armas por quem está sendo investigado, virou réu ou foi condenado. Roberto Jefferson se enquadra nas três situações.
Ainda assim, ele renovou e transferiu o certificado de registro de CAC do Rio de Janeiro (1ª Região Militar) para Brasília (11ª Região Militar), além de ter registrado armas e ter obtido autorização para a compra de uma carabina.
Algumas dessas solicitações teriam sido processadas e deferidas pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) da 11ª Região Militar do Exército, na capital federal.
O MP Militar quer saber como Roberto Jefferson, mesmo com vários processos, conseguiu manter o registro de atirador, obtido em 2005, e ainda transferi-lo do Rio para Brasília.
O Ministério Público também quer saber como o ex-deputado conseguiu registrar armas e comprar munições enquanto estava em prisão domiciliar por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), o que contraria o Estatuto do Desarmamento.
As apurações preliminares do MP Militar sugerem omissões, negligências ou falhas, que contribuíram para a tentativa de homicídio de quatro policiais federais que foram prender Roberto Jefferson no ano passado.





