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Resgates, ruas bloqueadas e prejuízos: água desce em Porto Alegre após bairros alagarem durante chuva

Imagem da Avenida Sertório, na Região Norte de Porto Alegre — Foto: Pietro Oliveira/RBS TV

A água que jorrou dos bueiros de diferentes ruas de Porto Alegre, alagando bairros inteiros na quinta-feira (23), recuou nas últimas horas. A inundação que pegou a população de surpresa exigiu resgates, bloqueou vias e causou prejuízos, de novo.

A prefeitura da Capital confirma que houve problemas nas zonas Central, Norte e Sul, em bairros como Centro Histórico, Menino Deus, Cidade Baixa, Praia de Belas, Ipanema, Cavalhada, São Geraldo, Moradas da Hípica, Santa Fé e Restinga – as áreas afetadas ainda estão sendo contabilizadas. Bairros como Restinga ainda não tinham sido alagados.

Na Região Sul da Capital, nos bairros Cavalhada e Hípica, que não registraram alagamentos durante a última enchente, o Corpo de Bombeiros usou botes para tirar de casa pessoas que ficaram ilhadas.

No Centro, os bairros Menino Deus, Praia de Belas e Cidade Baixa voltaram a inundar. Imóveis que foram limpos voltaram a ficar cheios de água.

No Norte, no bairro Sarandi, um pedaço da Avenida Sarandi e do talude de contenção do Arroio das Pedras cederam – a região não havia alagado na última enchente.

O motivo dos alagamentos
O diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) de Porto Alegre, Maurício Loss, alega que os alagamentos aconteceram porque houve muita chuva em pouco tempo e as galerias para escoamento da água estão entupidas por causa do barro e do lixo acumulados após a cheia do Guaíba. Ele nega que tenha acontecido um “colapso” no sistema de drenagem da cidade.

“As redes de drenagem também estão bem assoreadas (com acúmulo de sedimentos, como terra e areia). [Além disso], todos os arroios que desembocam no Guaíba não estão conseguindo ter vazão em razão da elevação do nível. Isso prejudica o escoamento da água das chuvas e alguns bairros da Zona Sul que não estavam alagados tiveram problemas com a chuva”, diz Loss.

Segundo Loss, equipes do Dmae trabalham com caminhões-jato para fazer a limpeza dos locais atingidos e facilitar a drenagem da água acumulada na cidade.

Outro problema apontado por Loss são as restrições no funcionamento de casas de bombeamento – apenas 10 das 23 estações estão funcionando. Elas são responsáveis por jogar a água que está dentro da cidade de volta para o Guaíba. As restrições ocorrem porque são elétricas e, se inundarem, podem colocar em risco a segurança da população.

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