
Os casos de afogamento têm crescido nas praias paulistas nos últimos três anos e, para enfrentar esse problema, cerca de 1.000 guarda-vidas temporários devem ser contratados para atuar no próximo verão, entre os meses de dezembro e março. Neste ano, de janeiro a outubro, foram 1.872 ocorrências, o que representa aumento de mais de 34% .
Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, mais da metade dos atendimentos de 2023 foram registrados nos três primeiros meses do ano. “Muitas pessoas que vieram trabalhar em home office acabaram permanecendo por aqui e são frequentadores das praias”, explica o bombeiro Nery.
O fenômeno dos afogamentos não é exclusivo de São Paulo. É o que aponta um levantamento divulgado nesta semana sobre o Rio de Janeiro, que revelou um aumento de 43% nos casos de afogamento.
Em setembro, foram 243 casos, contra 49 registrados no mesmo mês do ano passado. E um dos motivos para essa alta é que o inverno e a primavera tiveram temperaturas mais altas.
Em setembro, considerado mês de baixa estação, São Paulo teve quase 5 vezes mais ocorrências do que em setembro de 2022.
Cuidados fundamentais
Os bombeiros alertam que as pessoas precisam tomar cuidado quando entram no mar e respeitar as placas de indicações sobre as correntezas, além de evitar o consumo de álcool. Sobre o uso de boias ou pranchas, um outro alerta:
“Elas são dão uma falsa sensação de segurança porque, na verdade, ao cair numa corrente de retorno ele vai ser puxado para o fundo sem perceber”, diz o tenente Nery.
Outra dica é sempre procurar um guarda-vidas ao chegar à praia.


