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Quem mandou matar Marielle? Qual a motivação do crime?

Cinco anos depois dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Delegacia de Homicídios da Capital, o Ministério Público do Rio e, desde fevereiro, a Polícia Federal tentam desvendar o crime.

As investigações foram marcadas por trocas de delegados (foram cinco nomes até aqui) e promotores e poucos avanços. E, até hoje, ninguém esclareceu quem mandou matar Marielle e qual a motivação da execução — uma das principais linhas de investigação é que a motivação seja política.

Apenas a primeira fase do inquérito foi concluída pela Polícia Civil e o MP: a que prendeu e levou ao banco de réus o policial militar reformado Ronnie Lessa — acusado de ter feito os disparos — e o ex-PM Élcio de Queiroz — que estaria dirigindo o Cobalt prata que perseguiu as vítimas. Ambos negam participação no crime.

Os dois estão presos em penitenciárias federais de segurança máxima e serão julgados pelo Tribunal do Júri. O julgamento ainda não tem data marcada.

Lessa já condenado por outros crimes: comércio e tráfico internacional de armas, obstrução das investigações e destruição de provas.

Em fevereiro, o MP anunciou novos integrantes da Força-Tarefa que investiga o caso. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, inclusive fora do estado. Algumas, de acordo com fontes ouvidas pelo g1, prestaram depoimento três vezes no inquérito.

Na semana passada, promotores conversaram com as famílias das duas vítimas, em uma reunião a portas fechadas na sede do MP, no Centro do Rio.

Na última segunda-feira (13), familiares e representantes da Anistia Internacional estiveram na Polícia Federal para conversar sobre o caso.

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