COR LITÚRGICA: BRANCO
Santos Anjos da Guarda – Memória | Segunda-feira
Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. (Mt 18,1-5.10)
Jesus depara-se com uma discussão entre os discípulos, sobre qual seria o maior dentre eles. No nosso dia-a-dia, nas redes sociais, sempre surgem comentários sobre quem é mais, quem é o maior, a importância e o valor das pessoas. Esta lógica só humana produz. Esta lógica só humana produz, frequentemente, desejo de vitória, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam., frequentemente, desejo de vitória, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam.
A resposta de Jesus a estes pensamentos -até mesmo comentários- dos discípulos, lembra o estilo dos antigos profetas. Antes das palavras estão os gestos. Jesus «pegou uma criança, colocou-a perto de si» (Lc 9,47). Depois vem o ensinamento: «aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior» (Lc 9,48).
Porque custa tanto aceitar o outro com suas potencialidades, sem pensar na competitividade que está presente hoje, em nossa vida. Sempre tem alguém querendo se sobressair às custas de outras pessoas, muitas vezes até impedindo que o outro ocupe um lugar. Se aceitamos uns aos, dando oportunidade para que ele também cresça e ocupe um espaço. Se assim fizéssemos, teríamos mais paz interior e trabalharíamos com mais serenidade e alegria. Esta atitude é também a fonte de onde brota a alegria, ao ver que outros trabalham bem por Deus, com um estilo diferente.
Precisamos mudar nossas atitudes e isso facilita-nos a ter o coração aberto para todos e crescer na paz, na alegria e na gratidão do nosso, mas sempre assumindo o nome de Jesus, sendo um pequeno, pois Jesus ao tomar uma criança e coloca-la no meio deles revela a simplicidade e a pequenez, que deve ser a conduta do discípulo missionário.
Hoje a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos. Na história da salvação, Deus confia aos anjos o encargo de proteger os patriarcas, seus servidores e todo o povo eleito, conforme exprime o Salmo 90, próprio desta liturgia. Confiemos aos cuidados dos anjos da guarda todas as pessoas, principalmente as nossas crianças.
Abençoada semana a todos!
Fátima Oliveira
Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


