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Possível sucessor: Cardeal Pietro Parolin, italiano, diplomata do Vaticano, 70 anos

Cardeal Pietro Parolin, italiano, diplomata do Vaticano, 70 anos — Foto: Vatican News/Divulgação

Favorito dos apostadores, Parolin foi diplomata da Igreja durante a maior parte de sua vida e serviu como secretário de Estado do papa desde 2013, ano em que Francisco foi eleito.

O cargo é semelhante ao de um primeiro-ministro, e os secretários de Estado são frequentemente chamados de “vice-papas” porque estão em segundo lugar, depois do pontífice, na hierarquia do Vaticano.

Parolin atuou anteriormente como vice-ministro das Relações Exteriores do Papa Bento XVI, que em 2009 o nomeou embaixador do Vaticano na Venezuela, onde defendeu a Igreja contra as iniciativas do então presidente Hugo Chávez para enfraquecê-la.

Ele também foi o principal arquiteto da reaproximação do Vaticano com a China e o Vietnã. Conservadores o atacaram por um acordo sobre a nomeação de bispos na China comunista. Ele defendeu o acordo, afirmando que, embora não fosse perfeito, evitou um cisma e proporcionou alguma forma de comunicação com o governo de Pequim.

Parolin nunca foi um ativista de linha de frente ou barulhento nas chamadas Guerras Culturais da Igreja, que se concentravam em questões como aborto e direitos gays, embora ele tenha condenado a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em muitos países como “uma derrota para a humanidade”.

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