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PF mira suposta fraude de R$ 30 milhões na saúde em Santa Catarina

Decisão da Justiça também afasta servidores de Dionísio Cerqueira dos cargos

A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar supostos crimes contra a administração pública no município de Dionísio Cerqueira (SC), na manhã desta terça-feira (12).

Ao todo, sete servidores municipais foram afastados do cargo por determinação da Justiça.

A operação “Anatomia da Saúde” contra gestores da saúde cumpre 17 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e Paraná, além de medidas cautelares como o afastamento da função pública de servidores, sequestro e bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas e proibição de contratação com o serviço público.

Durante as buscas, cédulas de euro e dólar foram apreendidas, assim como bolsas de luxo e celulares. Ainda não há o balanço de todos os mandados cumpridos.

Durante as investigações, a PF identificou irregularidades no processo licitatório de contratação de uma organização social, sediada em Florianópolis (SC), responsável por gerir o Hospital Municipal de Dionísio Cerqueira (SC)”, destaca o delegado Bruno Yuan Santos.

Os valores que envolvem as contratações são superiores a R$ 30 milhões, segundo o investigador. Esse também é o valor bloqueado das contas e bens dos investigados por determinação da Justiça nessa operação.

O Ministério Público de Contas de Santa Catarina também emitiu parecer nos autos apontando diversas irregularidades no procedimento licitatório, como ausência de publicação de edital, direcionamento para contratar essa determinada empresa e atos de dispensa de licitação.

Segundo a PF, os envolvidos respondem por crimes de fraudes à licitação, malversação e desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. As penas máximas podem chegar a mais de 20 anos de reclusão.

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