Cor Litúrgica: Verde
5ª Semana do Tempo Comum | Sábado
Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2 “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3 Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. 4 Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5 Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete.” 6 Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7 Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8 Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9 Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10 Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. (Mc 8,1-10)
Paz e bem, amados irmãos em Cristo!
O Evangelho de hoje nos confirma, mais uma vez, o imenso cuidado do Senhor Jesus para com todos nós. Ele é a face misericordiosa de Deus revelada ao mundo. Vemos, nesta passagem, a compaixão de Jesus por uma multidão que o acompanha e que já está prestes a desfalecer pela fome. E, como sempre, Ele não é indiferente à necessidade de seu povo.
Mas algo chama nossa atenção: Jesus realiza este milagre contando com a colaboração de seus discípulos. Ele recebe das mãos deles os pães e, é por meio deles, ao distribuírem o alimento, que a multiplicação acontece. Isso nos ensina uma grande lição: há momentos em nossa vida nos quais Deus deseja ver nossa ação, nossa iniciativa. Não podemos esperar que os milagres simplesmente caiam do céu enquanto cruzamos os braços.
“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hebreus 13,8). Sua forma de agir não mudou. Ele ama ver nossa luta, nosso crescimento e aprendizado. Nosso Deus é justo e recompensa aqueles que lhe são fiéis. Um bom pai não é aquele que entrega tudo nas mãos do filho sem esforço algum, mas sim aquele que ensina a caminhar, a se desenvolver e a conquistar suas próprias vitórias.
São Bento instituiu como lema de vida no convento que fundou a frase: “Ora et labora”, que significa “Reza e trabalha”. Da mesma forma, Santo Inácio de Loyola nos ensina: “Reze como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de você.” Nossa oração deve sempre se elevar a Deus com confiança, mas, ao mesmo tempo, não podemos delegar a Ele a responsabilidade pelo que nos cabe fazer. Deus espera que nos coloquemos em movimento, que ajamos! Ele, que é onipotente e pode tudo, poderia nos dar tudo sem qualquer esforço de nossa parte, mas um pai amoroso e responsável age assim?
Diante dos anseios do seu coração, dos seus sonhos e conquistas, pergunte-se: o que cabe a mim fazer? Faça a sua parte! E ore com a certeza de que Deus fará o melhor por você.
Além disso, somos chamados a ser essa presença de Deus na vida dos irmãos. Precisamos confiar que, mesmo o pouco que temos, quando partilhado com quem mais precisa, também gera milagres. O que dividimos, milagrosamente, se multiplica. Não percamos as oportunidades de ver esse milagre acontecer, pois “Deus ama quem dá com alegria” (2 Coríntios 9,7).
Que este sábado seja abençoado para você e para todos os que ama!
Ana Paula
Secretária da Renovação Carismática Católica e integrante do grupo de oração Nova Aliança


