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O Ressuscitado caminha com os discípulos

Na homilia, dom Orlando destacou que todo início de missão é marcado por questionamentos e incertezas, comparando essa experiência à dos discípulos de Emaús. Segundo ele, assim como aqueles discípulos viveram momentos de tristeza, frustração e “noite escura”, também hoje os cristãos passam por situações semelhantes. No entanto, ressaltou que é precisamente nesses momentos que o Ressuscitado toma a iniciativa de se aproximar, caminhar junto, escutar e transformar a vida dos Seus discípulos. O prelado enfatizou que se trata de “um encontro vivo, decisivo e transformador”, capaz de reacender a esperança.

O arcebispo emérito também destacou a importância da Palavra de Deus, pedindo que o Espírito Santo faça “arder o coração” dos fiéis, superando o desânimo e fortalecendo a fé. Ainda na homilia, dom Orlando alertou para o risco de uma vivência excessivamente racional, marcada por “algoritmos e cálculos”, e recordou ensinamentos do Papa Francisco sobre a centralidade do coração na experiência cristã. Para ele, a fé precisa ser viva, pulsante e capaz de transformar a realidade.

Outro ponto forte foi a centralidade da Eucaristia. Dom Orlando recordou que, assim como os discípulos reconheceram Jesus ao partir o pão, também hoje os fiéis fazem uma experiência concreta da ressurreição em cada celebração. Ele afirmou que “na Eucaristia, os olhos se abrem”, permitindo enxergar a realidade com um olhar novo, iluminado pela presença de Cristo.

Agradecimento da CNBB a dom Orlando Brandes
Ao final da celebração, houve um momento de reconhecimento a dom Orlando Brandes. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, entregou-lhe um presente em nome do episcopado brasileiro, destacando seu entusiasmo e sua palavra profética irradiada a partir do Santuário Nacional. Dom Jaime também desejou saúde, força e perseverança ao arcebispo emérito, encorajando-o a continuar sua missão com o mesmo ardor.

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