Cor Litúrgica: Roxo
4ª Semana da Quaresma | Quarta-feira
Naquele tempo, 17 Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18 Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 19 Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20 O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. 21 Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22 De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23 para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. 26 Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27 Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28 Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29 aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 5,17-30)
Reconhecer em Jesus a pessoa de Deus é enxergar no simples, o infinito. Jesus veio enquanto humano para nos justificar a Deus, fala com autoridade, como quem tem intimidade. Ele apresenta um Deus que está junto do povo, que é misericordioso e amoroso, mudando a imagem que era transmitida até então de um Deus que estava no céu, distante de tudo e de quase todos (apenas os escolhidos, sacerdotes, poderiam viver essa proximidade com Deus), que era um Pai carrasco.
Jesus impõe uma condição apenas para alcançar a Vida Plena: crer n’Ele, pois quem faz isso agirá de acordo com os ensinamentos de Deus, dos quais o próprio Cristo foi exemplo. Os judeus conheciam as Escrituras, sabiam de tudo que aconteceria, porém nem todos foram capazes de reconhecer em Jesus a pessoa do Salvador. Por isso, a compreensão não é suficiente; ela precisa estar embasada na fé e na vivência, que resultam em entrega e amor.
Abramos nossos corações durante esse período quaresmal para que nosso encontro com Cristo seja de conhecimento, mas com amor e fé, deixando-O conduzir nossas vidas. Vivemos o momento de preparação, de espera, mas na certeza de que iremos cantar a glória da Ressurreição. Que busquemos uma vida íntima com o Pai, transformando nosso ser e colocando-nos a serviço d’Ele.
Que a fé nos renove e fortaleça! Que ela nos faça reconhecer a divindade do Pai, refletida no Filho, que se entregou por nós, mas também em nós, que somos imagem e semelhança do Pai.
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios


