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Número de mortos em terremoto em Turquia e Síria passa de 22.300

Um homem e uma mulher caminham sobre os escombros de um prédio destruído após dois terremotos consecutivos que afetaram a Turquia e a Síria no início da semana, em Antakiya, província de Hatay, sul da Turquia, em 10 de fevereiro de 2023

As equipes de emergência prosseguiam, nesta sexta-feira (10), com as buscas por sobreviventes entre os escombros provocados pelo terremoto que afetou a Síria e a Turquia na segunda-feira, um dos mais devastadores em décadas na região, com um balanço provisório de mais de 22.300 mortos.

A ajuda humanitária começou a chegar à Turquia. A Alemanha anunciou o envio de 90 toneladas de material por avião. Ao mesmo tempo, o acesso à Síria, que está em guerra civil e com o regime alvo de sanções da comunidade internacional, é muito mais complicado.

A guerra destruiu hospitais e provocou problemas no abastecimento de energia elétrica e água na Síria, mas a ONU só consegue enviar ajuda para as zonas controladas por rebeldes no noroeste do país através de Bab al Hawa, na fronteira com a Turquia.

A diplomacia turca afirmou que está trabalhando para abrir outros dois pontos de passagem “com as regiões sob controle do governo sírio, por razões humanitárias”.

Pouco depois, o governo sírio anunciou que vai autorizar o fornecimento de ajuda internacional às áreas controladas pelos rebeldes, com a “supervisão” do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho Árabe Sírio.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, exigiu, por sua vez, “um cessar-fogo imediato” na Síria para facilitar o fornecimento de ajuda.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou na quinta-feira que visitaria a Síria e a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, chegou a Aleppo, na Síria, no mesmo dia.

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