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‘Negar ajuda aos pobres é rejeitar a Deus’, diz papa Leão 14 em sua 1ª Missa do Galo

Em sua primeira Missa do Galo, o papa Leão 14 fez alertas nesta quarta-feira (24) sobre o que chamou de “ganância do mundo moderno”. A cerimônia começou às 18h (de Brasília) na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Leão 14 disse que o nascimento de Jesus em um estábulo porque não havia lugar na hospedaria deveria lembrar aos cristãos que recusar ajuda aos pobres e estrangeiros hoje equivale a rejeitar Deus.

“Enquanto uma economia distorcida leva a tratar os homens como mercadoria, Deus torna-se semelhante a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa”, disse o pontífice.

“Onde há lugar para a pessoa humana, há lugar para Deus”, acrescentou. “Até um estábulo pode se tornar mais sagrado que um templo.”

Esta é a primeira Missa do Galo celebrada por Leão 14 desde que foi escolhido em 8 de maio para suceder o papa Francisco, que morreu em 21 de abril aos 88 anos. Cerca de 6.000 pessoas acompanharam a missa dentro da basílica, e outras milhares na praça São Pedro assistiram à missa em telões segurando guarda-chuvas e vestindo capas para se proteger da forte chuva em Roma.

Leão saiu para recebê-los antes do início da Missa. “Eu admiro, respeito e agradeço pela sua coragem e por quererem estar aqui esta noite”, disse ele, “mesmo com este tempo”.

Na quinta-feira (25), o papa celebrará uma missa de Natal e fará a mensagem e bênção “Urbi et Orbi” (para a cidade e para o mundo).

Nascido em Chicago e com dupla cidadania americana e peruana, Leão 14 é o primeiro papa dos Estados Unidos e também o primeiro pontífice integrante da Ordem de Santo Agostinho, fundada no século 13 e baseada em princípios de caridade e proximidade com os pobres.

Antes de ser eleito no conclave, o então cardeal Robert Francis Prevost comandava o Dicastério para os Bispos e a Comissão Pontifícia para a América Latina desde 2023, ano em que foi elevado ao cardinalato por Francisco.

Anteriormente, trabalhou por quase nove anos como bispo da cidade de Chiclayo, no Peru, país com o qual mantém forte vínculo desde a década de 1980, quando chegou como missionário e ali viveu por cerca de duas décadas.

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