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Na Ucrânia, Alemanha ainda busca restos mortais de soldados da 2º Guerra Mundial

Trabalhadores da Comissão VDK retiraram os restos mortais de soldados alemães de cemitério em Sopiv, na Ucrânia — Foto: Volksbund

A indicação foi dada pelo pastor do vilarejo de Sopiv, no oeste da Ucrânia: um avião de resgate alemão caiu nas proximidades do vilarejo, que fica no oblast de Ivano-Frankivsk, durante a Segunda Guerra Mundial .

Os moradores do local teriam recolhido os cadáveres, na maioria de soldados feridos que estavam sendo evacuados, e os enterrado num cemitério atrás da igreja. Depois da independência da Ucrânia, em 1991, moradores teriam colocado cruzes sobre os túmulos improvisados.

Em abril, em meio à guerra na Ucrânia, os restos mortais desses 41 soldados da antiga Wehrmacht, as forças armadas do regime nazista, foram desenterrados por especialistas da Comissão Alemã de Túmulos de Guerra (VdK, em alemão) para serem sepultados formalmente em cemitérios militares mantidos pela organização.

Os horrores da Segunda Guerra Mundial voltaram à lembrança com a atual guerra na Ucrânia. Em especial depois de uma outra descoberta, no norte da capital, Kiev, já no início da invasão russa.

Lá, perto da cidade de Vyshhorod, nas proximidades de uma represa do rio Danápris, militares ucranianos encontraram os restos mortais de dois soldados alemães da Segunda Guerra Mundial durante as escavações de uma trincheira. Chapas metálicas permitiram a identificação.

Isso aconteceu em abril de 2022, ainda no início da invasão russa da Ucrânia. Naquela época, um comboio militar russo de 40 quilômetros de extensão estava parado perto de Vyshhorod, a caminho de Kiev.

Os soldados ucranianos comunicaram o achado a Vladimir Ioseliani, o responsável pela seção da Ucrânia na VdK. À época, a comissão havia suspendido seus trabalhos nas regiões conflituosas da Ucrânia e se concentrado no oeste e no centro do país.

Cerca de 3 milhões de soldados alemães que serviram na Segunda Guerra Mundial morreram no leste europeu, onde ocorreram as batalhas mais sangrentas.

Na maioria das vezes, as condições não permitiam que os mortos fossem enterrados em túmulos identificáveis. Centenas de milhares ficaram em covas coletivas. Nas últimas décadas, a VdF vem atuando para localizar os corpos e enterrá-los em cemitérios militares. A comissão normalmente usa testemunhos e antigos registros militares no seu trabalho.

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