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Após Estados Unidos e Reino Unido atacarem alvos do grupo rebelde Houthis do Iêmen, o ministro das Forças Armadas britânicas, James Heappey, afirmou nesta sexta-feira (12) que a ação foi um “ato de legítima defesa”. De acordo com o ministro, não há planos imediatos de novos ataques.
Heappey também pontuou que a missão foi um ataque isolado. “A ação foi uma resposta limitada, proporcional e isolada” e ainda afirmou que estão “atentos à necessidade de garantir que isso não cause uma escalada regional”.
As fortes explosões foram reportadas na capital Sanaa e em outras cidades durante a madrugada de sexta-feira (12), pelo horário local — noite de quinta-feira (11), no Brasil. A operação acontece um dia após o grupo rebelde realizar o maior ataque nas rotas comerciais do Mar Vermelho desde 19 de novembro.
Também nesta sexta, o Irã, a Rússia e o Omã condenaram o ataque conduzido pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou que os bombardeios conduzidos contra os Houthis atingiram várias cidades do Iêmen.
Mohammed Abdulsalam, porta-voz do Houthis, afirmou que o grupo continuará os ataques a navios com destino a Israel no Mar Vermelho e que a operação contra alvos do grupo é “injustificada”.
Horas após o ataque, a Rússia afirmou que solicitou uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidos para discutir o bombardeio.


