
Uma mulher de 32 anos, dona de um bebê reborn, acionou a Justiça da Bahia para processar a empresa onde ela trabalhava, em Salvador, depois de ter um pedido de licença maternidade negado para cuidar da sua boneca hiper-realista.
De acordo com a defesa da funcionária, a mulher sofreu um “profundo abalo psicológico” por ter o pedido da licença deslegitimado e que, por isso, teria sido alvo de “zombaria” no seu local de trabalho, além de ter direitos violados. A reportagem não localizou o contato da empresa.
A ação correu no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA). No entanto, a defesa da mulher informou nesta quinta-feira, 29, em ofício ao TRT, que a proprietária do brinquedo está desistindo do processo após a repercussão do caso.
Segunda a advogada Vanessa de Menezes Homem, a vida da sua cliente “virou um inferno” em virtude da história. A defensora afirmou que ela sofreu perseguição nas redes sociais e se tornou alvo de comentários ofensivos.
“O que pretendia-se nesta ação era a rescisão indireta em virtude do abalo psíquico diário que a reclamante vem sofrendo em seu ambiente laboral por optar tratar como se filha fosse um objeto inanimado, de certo que esse é um direito seu”, informou a defensora.
“Menos de 24 horas da ação protocolada as vidas dos patronos envolvidos, e, principalmente da reclamante tornou-se um verdadeiro inferno“, acrescentou.





