O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que está “muito feliz” com a decisão do governo Donald Trump de começar a retirar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Ele comparou o momento atual à crise internacional de 2008 e disse que não costuma reagir “com 39 graus de febre”.
“Hoje eu estou feliz porque o presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que tinha feito em alguns produtos brasileiros. Essas coisas vão acontecer na medida que a gente consiga galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita. Em política, em economia, não tem mágica. Você tem que fazer aquilo que é possível fazer, na hora que é possível fazer, sem pegar ninguém de sobressalto”, afirmou Lula.
“Vocês estão lembrados que, quando houve a crise de 2008, que começou nos EUA, quando o mundo todo estava caindo aos pedaços, eu dizia que a crise seria uma marolinha no Brasil — e foi. Durou um ano.”
Lula afirmou que, assim como naquele momento, buscou agir com cautela diante da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos a diversos países, inclusive ao Brasil.
“Agora, quando o presidente dos EUA tomou a decisão de fazer a supertaxação no mundo inteiro, todo mundo entra em crise, todo mundo fica nervoso. Eu não costumo tomar decisão com 39 graus de febre. Espero abaixar, porque se não a gente comete erros.”
Segundo o presidente, a decisão da Casa Branca de retirar tarifas para parte dos produtos brasileiros é consequência direta do processo de negociação iniciado entre os dois governos.
Lula afirmou ainda que continuará buscando “diálogo e racionalidade” para resolver o restante das tarifas ainda em vigor.
“Essas coisas vão acontecer na medida que a gente consiga galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita. Em política, em economia, não tem mágica. Você tem que fazer aquilo que é possível fazer, na hora que é possível fazer, sem pegar ninguém de sobressalto”, completou.


