
O laudo de exame de necropsia do idoso Paulo Roberto Braga, obtido nesta quarta-feira (17), afirmou não ser possível determinar se o idoso morreu antes ou depois de chegar ao banco – para onde foi levado de cadeira de rodas para sacar um empréstimo, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
O perito do Instituto Médico Legal (IML) afirma que o óbito pode ter ocorrido entre 11h30 e 14h30, mas que ele não tem elementos seguros para dizer, do ponto de vista técnico e científico, que a vítima morreu no trajeto para a agência.
A defesa de Érika de Souza Vieira Nunes, sobrinha de Paulo e presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver, alega que ele morreu após chegar no banco.
A advogada diz que Érika não sabia que o tio estava morto na cadeira de rodas quando tentava sacar um empréstimo de R$ 17 mil.
Imagens de segurança apontam que os dois entram no shopping ao lado da agência por volta das 13h, com o idoso sem se mexer, na cadeira de rodas. Não há ainda o registro exato do horário em que eles entram no banco.
Um vídeo gravado por funcionários do banco mostra Paulo completamente imóvel e pálido enquanto a sobrinha conversa com ele – sempre sem resposta – e tenta fazer com que assine o documento para retirar o dinheiro.
A defesa afirma ainda que ela tem problemas psicológicos e que poderia estar em surto.
Causas da morte
O exame do IML afirmou que a morte foi causada por broncoaspiração de conteúdo estomacal e falência cardíaca, compatível com a de um homem previamente doente.
Os peritos aguardam ainda resultados de exames toxicológicos para determinar se houve algum fator externo envolvido na morte, como alguma droga ingerida por Paulo – o que pode ser indício de homicídio.


