
O Brasil registrou deflação pelo terceiro mês consecutivo, algo que não era visto no país há 24 anos. Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em % -0,29%, conforme divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, desde 1998 o país não registrava três meses seguidos de deflação. “Naquele, foi no mesmo trimestre, de julho, agosto e setembro”, destacou. Todavia, a deste ano é a maior deflação acumulada da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 1980.
Mais uma vez, a redução no preço dos combustíveis foi o que mais contribuiu para conter a alta de preços no país.
“A gasolina é o item que, individualmente, mais vem impactado no IPCA negativo nestes últimos três meses. Ela é o item individual que mais pesa na composição do indicador”, enfatizou Kislanov.
A taxa de setembro, no entanto, foi a menos intensa destes três meses de queda do indicador: em julho, ficou em -0,68%, e em agosto ela foi de -0,36%.
O indicador prévio, (IPCA-15), divulgado há duas semanas, já indicava que a taxa mensal viria no campo negativo – ele ficou em -0,37%.
Expectativas
Os economistas do mercado financeiro reduziram, nesta segunda-feira (10), de 5,74% para 5,71% a estimativa de inflação para este ano. Esta foi a 15ª queda seguida da estimativa para a inflação de 2022.
Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário necessariamente acompanhe esse crescimento.
O Banco Central vê chance grande de estouro da meta em 2022, assim como aconteceu no ano passado.




