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Evacuações em Zaporizhzhia renovam preocupações sobre segurança da usina nuclear

O órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas (ONU) levantou preocupações quanto à segurança da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, descrevendo a situação como “cada vez mais imprevisível”, depois que a Rússia ordenou a evacuação de residentes de áreas ocupadas por seu exército perto da instalação.

Mais de 1.600 pessoas, incluindo 660 crianças, foram retiradas de cidades dominadas nas linhas de frente em Zaporizhzhia, disse nesta segunda-feira (8) Yevgeniy Balitskiy, chefe interino da administração da região, nomeado pela Rússia.

A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, é mantida por forças russas, mas operada principalmente por uma força de trabalho ucraniana.

A cidade de Enerhodar estava entre os 18 assentamentos cujos moradores foram evacuados no fim de semana. A maior parte dos funcionários da usina mora na cidade, informou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, em comunicado.

Grossi pontuou estar profundamente preocupado com as “condições cada vez mais tensas, estressantes e desafiadoras” para os funcionários, suas famílias e com “os riscos reais de segurança e proteção nuclear enfrentados pela usina”.

“Devemos agir agora para prevenir a ameaça de um grave acidente nuclear e suas consequências para a população e o meio ambiente”, alertou.

A evacuação da cidade ocorre em meio a rumores de uma contra-ofensiva ucraniana, com a região sul provavelmente sendo um dos principais alvos, já que Kiev tenta impedir a invasão de Moscou.

O diretor do local, Yuri Chernichuk, observou que a equipe operacional não está sendo retirada e “está fazendo todo o necessário para garantir a segurança nuclear na usina”.

Chernichuk afirmou que os seis reatores da planta nuclear estão desligados e seus equipamentos estão sendo mantidos, “de acordo com todos os regulamentos de proteção e segurança nuclear necessários”, segundo Grossi.

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