COR LITÚRGICA: BRANCO
4º Domingo da Páscoa, Ano B
Naquele tempo, disse Jesus:
“Eu sou o bom pastor.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
O mercenário, que não é pastor
e não é dono das ovelhas,
vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge,
e o lobo as ataca e dispersa.
Pois ele é apenas um mercenário
e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor.
Conheço as minhas ovelhas,
e elas me conhecem,
assim como o Pai me conhece
e eu conheço o Pai.
Eu dou minha vida pelas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil:
também a elas devo conduzir;
escutarão a minha voz,
e haverá um só rebanho e um só pastor.
É por isso que o Pai me ama,
porque dou a minha vida,
para depois recebê-la novamente.
Ninguém tira a minha vida,
eu a dou por mim mesmo;
tenho poder de entregá-la
e tenho poder de recebê-la novamente;
esta é a ordem que recebi do meu Pai”. Jo 10,14
O Quarto Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos, neste domingo, somos convidados a escutar um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”.
Logo na primeira leitura traz-nos um testemunho de Pedro, proclamado em Jerusalém diante das autoridades judaicas: Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. É a forma, muito particular, que Pedro encontrou para dizer que Jesus é o único pastor que nos conduz em direção à Vida verdadeira.
Pedro remata o seu discurso garantindo que Jesus é a fonte única de onde brota a salvação – não só a libertação dos males físicos, mas a salvação entendida como totalidade, como Vida definitiva, como realização plena do homem. Jesus (o nome hebraico “Jesus” significa “Javé salva”) é o único canal através do qual a salvação de Deus atinge os homens (vers. 12).
É uma afirmação ousada e contundente, sobretudo se considerarmos que é feita “olhos nos olhos” com aqueles que condenaram Jesus como blasfemo e inimigo de Deus. Haverá também, nesta afirmação, uma sugestão para os que aderiram a Jesus: que eles aceitem ser testemunhas da salvação, levando o nome e a proposta de Jesus a todo o lado.
Podemos dizer que Cristo é, para os cristãos, a referência fundamental? Nós cristãos fizemos d’Ele, efetivamente, a “pedra angular” sobre a qual construímos a nossa vida e a história do nosso tempo? A preocupação dos discípulos não deve ser apresentar um testemunho politicamente correto, que não incomode os poderes instituídos e não traga perseguições à comunidade do Reino; mas deve ser um discurso corajoso e coerente, que tem como preocupação fundamental apresentar com fidelidade a proposta de salvação que Jesus veio fazer.
O texto que nos é proposto como segunda leitura neste terceiro domingo da Páscoa integra a segunda parte da carta (cf. 1 Jo 3,1-24). Aí, o autor lembra aos crentes a sua condição de filhos de Deus e exorta-os a viver no dia a dia de forma coerente com essa filiação.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. Por isso, Deus enviou-nos Jesus, o Bom Pastor.
A condição de “filhos de Deus”, que fazem as obras de Deus, coloca os crentes numa posição singular diante do “mundo”. Como “filhos de Deus”, que vivem de forma coerente com as propostas de Deus, eles conduzem as suas vidas com valores diferentes dos valores do “mundo”; por isso, o “mundo” irá ignorá-los ou mesmo persegui-los, recusando a proposta de vida que eles testemunham. Não é nada de novo nem de surpreendente: o “mundo” também recusou Cristo e a sua proposta de salvação (vers. 1b). Como Jesus, aguentamos os embates do mundo e mantemo-nos coerentes com a nossa condição de “filhos de Deus”?
De acordo com o Evangelho de João, Jesus teria pronunciado o “discurso do Bom Pastor” (cf. Jo 10) em Jerusalém, em contexto da “festa da Dedicação do Templo” (cf. Jo 10,22). Esta festa (chamada, em hebraico, “Hanûkkah”) celebra a purificação do Templo de Jerusalém (164 a.C.), por Judas Macabeu, após o rei selêucida Antíoco IV Epifânio o ter profanado (167 a.C.), construindo um altar em honra de Zeus no espaço sagrado.
É a festa da Luz. O símbolo por excelência dessa festa é um candelabro de oito braços (“hanûkkiyyah”), que vão sendo progressivamente acesos durante os oito dias que a festa dura. Jesus tinha, pouco antes, curado um cego de nascença, assumindo-se como “a Luz” que veio para iluminar as trevas do mundo (cf. Jo 8,12; 9,1-41).
O evangelho que a liturgia deste 4º domingo da Páscoa nos propõe começa com uma solene apresentação que Jesus faz de si próprio: “Eu sou o Bom Pastor”. O adjetivo “bom” deve, neste contexto, entender-se no sentido de “modelo”, de “ideal”. E Jesus explica, logo de seguida, que o “pastor modelo” é aquele sendo capaz de dar a própria vida pelas suas ovelhas (vers. 11).
Ao dar a sua vida, Jesus está consciente que não perde nada (vers. 18). Quem gasta a vida ao serviço do projeto de Deus, não perde a vida, mas está a construir para si e para o mundo a Vida eterna e verdadeira. O seu dom não termina em fracasso, mas em glorificação. Para quem ama, não há morte, pois o amor gera Vida definitiva.
A comunidade de Jesus não se esgota numa determinada instituição nacional, social ou cultural; é uma comunidade sem fronteiras, onde todos têm lugar. O que é decisivo, para integrar a comunidade de Jesus, é acolher a sua proposta, aderir ao projeto que Ele apresenta, segui-l’O.
No “rebanho” de Jesus, não se entra por convite especial, nem há um número restrito de vagas a partir do qual mais ninguém pode entrar. A proposta de salvação que Jesus faz destina-se a todos os homens e mulheres, sem exceção. O que é decisivo para entrar a fazer parte do rebanho de Deus é “escutar a voz” de Jesus, aceitar as suas indicações, tornar-se seu discípulo…
Pe. Gutembergue Lacerda
Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira
Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE



Jesus é o bom pastor! O bom pastor tem uma figura contrário a ele, que é o mercenário, aquele que está junto das ovelhas por puro interesse mas não por amor e assim o mercenário abandona as ovelhas. O bom pastor cuida e se necessário dar a sua vida. Nós somos seres humanos, fomos feitos para Deus e na cruz nos fomos salvos para irmos para o céu. Mais há inimigos espirituais que querem nos tirar desse caminho, o demonio tem inveja da salvação que Cristo nos conquistou! E por ele ter perdido o céu, ele não quer que nós chegamos até o céu. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas para libertar do lobo, e as vezes nós escolhemos o caminho do lobo. Vamos ser firme na fé e na peceverança buscando o caminho do céu o caminho do bom pastor JESUS CRISTO! 🙏🕊🥖🍷