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Ele está vivo por nós: Aleluia!

COR LITÚRGICA: BRANCO

Páscoa do Senhor | Domingo


Anúncio do Evangelho (Jo 20,1-9)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O nosso cordeiro pascal, Jesus Cristo, já foi imolado. Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e verdade. (1Cor 5,7b-8a)

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.

Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


“Ó Deus, por vosso filho unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concede que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.” (Oração coleta da missa do dia de Páscoa, Missal, 2023)

É assim que iniciamos a liturgia deste Domingo de Páscoa. Reconhecendo que toda a entrega de Jesus, toda sua paixão e morte, foi para nos dar vida. E não uma vida passageira, de momentos, mas a Vida eterna, Ele nos recupera aquilo que perdemos no antigo homem Adão: o paraíso e a árvore-da-vida.

O testemunho do príncipe dos apóstolos, Pedro, (Atos dos Apóstolos 10,34a.37-43) nem parece mais com aquele Pedro que negou seu Mestre por três vezes. Pedro fala com tanta convicção, o que teria mudado? O que teria lhe dado tanta coragem? (Uma pausa para reflexão)

Foi a sua experiência com o Ressuscitado. Nos diz Pedro: “… Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem…” É inegável que quem vive na certeza da fé logo se reconhece. Agora não mais o sábado como o dia de guarda, que lembrara a antiga aliança, da saída do Egito e do repouso de Deus com sua criação. Agora é o Domingo, o “Dia do Senhor”, é assim que cantamos no Salmo de hoje: “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” ( Sl 117,1-2.16ab-17.22-23 (R.24)

O dia em que toda a criação é resgatada da perdição eterna, onde tudo é ressuscitado com Cristo. Não lembramos simplicidade da saída do Egito, da escravidão à liberdade, mas celebramos a Vitor da vida sob a morte.

A Carta de São Paulo aos Colossenses (3,1-4), nos alerta claramente para a razão pela qual ganhamos a vitória de Cristo: “irmãos: se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres.” Nossa Vitória com Cristo é maior que as conquistas deste mundo, das riquezas, das terras, dos prestígios… devemos ter consciência disso. Aliás, no cântico da sequência, ouvimos essa proclamação: Cantai, cristãos, afinal: “Salve, ó vítima pascal!” Cordeiro inocente, o Cristo abriu-nos do Pai o aprisco.

Sendo Cristo o novo e eterno Cordeiro do sacrifício, oferece de uma vez por todas o sacrifício perfeito, e nos abre o céu. No Evangelho de Jesus Cristo, segundo João 20,1-9, ouvimos o relato do primeiro encontro com o Ressuscitado, no Domingo, o dia do Senhor, o dia que Ele fez para nós.

Madalena tinha pressa, nem esperou o dia raiar, mas é assim que age quem ama… ela faria suas homenagens ao seu Mestre e faria os rituais próprios para o corpo. Ela não encontra o corpo e, enganada pela tristeza e pelo medo, leva a notícia errada, que roubaram o corpo de Jesus. Mas não julguemos, isso é compreensível, quando estamos tristes também não conseguimos entender bem o que ocorre diante de nós.

Pedro e outro discípulo chegam ao local e constatam algo estranho, faço um recorte, porque de fato esse detalhe é interessante: “Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas”. Esse gesto do pano está colocado à cabeceira e dobrado, indica algo interessante, pois, seguindo alguns costumes da época, isso remota a um retorno. O outro discípulo viu a cena e acreditou. Esse discípulo sem nome pode ser você! Sim, a promoção é justamente essa, o quanto precisamos ver para crer?

Uma Feliz Páscoa! Aleluia, aleluia, aleluia.


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE

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