COR LITÚRGICA: BRANCO
Solenidade Natividade de São João Batista | Segunda-feira
Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficara admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até ao dia em que se apresentou publicamente a Israel. (Lc 1,5-17)
PAZ E BEM, EM CRISTO JESUS!
A festa de hoje nos faz pensar no amor providente do Senhor e isso nos leva a enxergar quanto é significativo a preparação que Deus faz para que recebamos os seus dons. Completou-se o tempo da gravidez de Isabel e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel e alegraram-se com ela.
Um anjo anuncia a Zacarias que a sua mulher, Isabel, estéril e já avançada em idade, lhe dará um filho que iria alegrar muitos com o seu nascimento. Deus preparou assim o nascimento do precursor. O nome dado a João confirma que o que aconteceu foi obra divina. Com efeito, João significa “Deus realiza a graça”. O nome, portanto, indica a missão: João é enviado à frente do Senhor para lhe preparar os caminhos e para anunciar o “ano da graça”, ou seja, a vida de Jesus.
Assim, Deus nos faz tomar consciência da importância da preparação, como o terreno deve ser preparado para acolher a semente. Dessa forma, Deus prepara as pessoas e os corações para receber bem os seus dons. Deus não quer somente comunicar os seus dons, Ele deseja que os dons sejam bem acolhidos, sejam proveitosos para a nossa salvação. É essa preparação divina que torna necessária a vigilância, porque precisamos estar sempre atentos para perceber a ação de Deus nos acontecimentos cotidianos e nos eventos históricos.
Por isso, celebramos hoje a natividade de João Batista. É uma celebração festiva e alegre, apesar de João Batista ser um profeta austero que pregou a penitência com palavras duras: “Raça de víboras! Produzi frutos dignos de conversão”. Sabemos que Jesus é mais importante do que João Batista: Ele é o Messias e João, o precursor. Mas, sem a preparação de João, teria sido muito difícil estarmos atentos para a vinda de Cristo. João é o último dos profetas do Antigo Testamento, é aquele que acreditou e apontou a presença do Messias: “Depois de mim, vem um outro que é mais forte do que eu”; “Eis o cordeiro de Deus”.
João Batista é especial desde pequeno. As maravilhas tomaram conta de seus pais, que, mesmo anciãos, reconheceram a presença de Deus que os visitou. Que aprendamos com João Batista a preparar os caminhos do Senhor, anunciando a Boa Nova de vida e fraternidade!
Fátima Oliveira
Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira


