COR LITÚRGICA: VERDE
9ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
Naquele tempo, as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus. (Mc 12,13-17)04
Amados irmãos e irmãs na fé, estamos no mês de junho, o mês mais animado, com toda a energia para aquecer nossos corações e renovar nossas almas.
No evangelho de hoje, podemos perceber claramente que o que nos distancia do coração de Deus é a ganância, o desejo de ter, do poder e do prazer. Foi o que aconteceu com as lideranças políticas e religiosas, que se fecharam em si mesmas, não reconhecendo Jesus como o Messias.
A proposta de uma vida de amor propagada por Jesus, dia a dia, crescia e aumentava ainda mais a ira daqueles que ocupavam os poderes, afinal, Jesus era uma ameaça para eles, acostumados a manipular o povo. E Jesus não se intimidava diante de seus opositores. Ele falava abertamente de suas propostas e o povo gostava de ouvi-lo.
Somos conhecedores da história sobre os fariseus e herodianos: eram grupos rivais e lideranças nos povoados da Galileia. Esses grupos, ao se sentirem ameaçados com a presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, tirá-lo do caminho deles.
Armando uma cilada, alguns fariseus e alguns partidários de Herodes queriam pegar Jesus em contradição em algumas atitudes. Disseram então a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
Uma pergunta maliciosa, sob a aparência de fidelidade a Deus, mas a intenção era acusar Jesus. Se Ele dissesse que “deveria pagar”, poderia ser acusado junto ao povo como amigo dos romanos. Se Jesus dissesse que “não deveria pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo. Portanto, o plano parecia perfeito; para eles, Jesus não tinha saída.
Na sabedoria divina, Jesus não perde tempo com discussões, limitando-se apenas a dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja.” Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?” Eles responderam: “É de César.” Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
Na prática, eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, davam a ele o que era dele. O que interessava mesmo a Jesus era que eles devolvessem a Deus o que era de Deus, isto é: o povo de Deus, que eles escravizavam.
Nossa tendência é condenar as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também não estamos tramando contra Ele, planejando algo contra o nosso irmão? Será que somos bem acolhidos e respeitados pelos nossos sacerdotes: padres, bispos, diáconos, coordenadores e membros da nossa comunidade?
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


