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Com Bolsonaro fora do país, equipe de Lula faz suspense sobre passagem da faixa presidencial

Lula entrega faixa presidencial na posse de Dilma em janeiro de 2011 — Foto: Célio Júnior/Estadão Conteúdo

A equipe do cerimonial responsável pela posse deste domingo (1º) tem feito “suspense” sobre quem vai entregar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A dúvida existe porque o presidente em exercício, Jair Bolsonaro (PL), viajou nesta sexta-feira (30) para os Estados Unidos e, portanto, não estará presente no evento. A viagem apenas reforçou o que já era sabido: Bolsonaro se recusaria a transferir a faixa.

A passagem da faixa foi estabelecida pelo ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, em 1972, e consta em decreto até hoje entre as normas do cerimonial público. O artigo 41 do texto diz que:

“Após os cumprimentos, ambos os presidentes, acompanhados pelos vice-presidentes, chefes do gabinete militar e chefes do gabinete civil, se encaminharão para o gabinete presidencial e dali para o local onde o presidente da República receberá de seu antecessor a faixa presidencial”.

A transmissão da faixa presidencial é apenas um ato simbólico. A única exigência para que a posse ocorra é que o vencedor da eleição jure respeito à Constituição no Congresso Nacional.

A atitude de Jair Bolsonaro não é inédita. No fim da ditadura, o ex-presidente João Baptista Figueiredo não passou a faixa para José Sarney. Foi a primeira vez, em Brasília, que um militar se recusou a transmitir o cargo.

Na sexta-feira, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, após ser perguntada em entrevista à Globo News sobre o assunto, não apresentou um nome e ainda aumentou o suspense:

“[Será] O povo”, disse, sem dar detalhes.

Diante dessas incertezas, nos últimos dias foram cogitadas algumas possibilidades de nomes para a entrega da faixa. Algumas já descartadas oficialmente.

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