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Ciclone Freddy deixa ao menos 100 mortos no Malaui e em Moçambique

Pelo menos 100 pessoas morreram no Malaui e em Moçambique pelas chuvas torrenciais e os fortes ventos desde que o ciclone Freddy, que está seguindo um caminho incomum, passou pelo sul da África, disseram as autoridades nesta segunda-feira (13).

Mais de 99 corpos foram encontrados no sul do Malaui e as autoridades declararam estado de catástrofe, incluindo a capital econômica Blantyre.

O chefe de Estado, Lazarus Chakwera, “constatou, com grande inquietude, a devastação que o ciclone Freddy está provocando em muitos distritos (…) e declarou o estado de catástrofe [no sul]”, diz um comunicado.

Outras quatro pessoas morreram no país vizinho, Moçambique, e muitas pessoas estão desaparecidas. O instituto nacional de gestão de desastres do país (INGD) disse que as consequências da tormenta que atingiu a área eram piores do que o esperado.

A cidade portuária de Quelimane, situada a 40 quilômetros de onde o ciclone tocou terra, ainda está isolada do restante do país. Em algumas áreas já não há mais ruas, água ou eletricidade, contou, por telefone, Guy Taylor, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“O número de pessoas afetadas superou as previsões”, afirmou Luisa Meque, diretora do INGD.

Ela também disse que a tormenta golpeou zonas moçambicanas consideradas seguras.

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