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Ministério da Saúde lança programa voltado para saúde menstrual

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (23) a portaria que institui incentivo financeiro para o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A iniciativa assegura a oferta e a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para cerca de 4 milhões de adolescentes e mulheres em 3,5 mil municípios brasileiros no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2022, serão investidos R$ 23,4 milhões para os últimos dois meses do ano. Já para 2023, a meta é investir R$ 140,4 milhões e para 2024, o repasse também será de R$ 140,4 milhões levando em conta o número de beneficiadas.

O programa inclui 3,5 milhões de estudantes de baixa renda, matriculadas nos níveis de ensino fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino profissional, em escolas pactuadas na adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE).

Também poderão receber o incentivo 291 mil adolescentes internadas em unidades de cumprimento de medida socioeducativa, cadastradas em uma equipe Saúde da Família ou equipe de Atenção Primária, observados os critérios do Programa Previne Brasil (faixa etária entre 12 e 21 anos). Outras 17,2 mil mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema, cadastradas em equipe de Consultório na Rua homologada pelo Ministério da Saúde, observados os critérios do Programa Previne Brasil – faixa etária entre 08 a 50 anos.

O programa será implementado de forma integrada entre União, estados e municípios, mediante a atuação das áreas da saúde, assistência social, educação e segurança pública. A distribuição dependerá da organização de cada município, em locais como Unidades Básicas de Saúde, escolas que participam do Programa Saúde na Escola e Consultórios na Rua que forem homologados pelo Ministério da Saúde.

Anvisa aprova uso de duas novas vacinas bivalentes contra a Covid-19

Em reunião na noite desta terça-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso das chamadas “vacinas bivalentes” contra a Covid-19 produzidas pela Pfizer. Considerados de “segunda geração”, os imunizantes foram elaborados para oferecer proteção extra contra a ômicron e suas subvariantes.

De acordo com a decisão da Anvisa, as vacinas bivalentes podem ser aplicadas no Brasil como dose de reforço na população acima de 12 anos. O imunizante será identificado pelo frasco com tampa na cor cinza.

A autorização é para uso emergencial e foi aprovada por unanimidade pelos cinco diretores da agência reguladora em reunião extraordinária.

“As vacinas atuais ainda demonstram eficácia na prevenção de casos graves e óbitos. Contudo, as vacinas bivalentes se apresentam como mais uma ferramenta que pode ser incorporada na estratégia de vacinação para combate à Covid-19”, disse a diretora da Anvisa e relatora do caso, Meiruze Freitas, que deu parecer favorável às vacinas bivalentes da Pfizer.

Os imunizantes aprovados foram:

bivalente BA.1: protege contra a cepa original e também contra a subvariante ômicron BA.1;

bivalente BA.4/BA.5: protege contra a cepa original e também contra as subvariantes ômicron BA.4/BA.5.

Outros três diretores (Daniel Pereira, Rômison Mota e Alex Campos) acompanharam a relatora. O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também votou a favor do uso dos novos imunizantes.

Em nota, a Pfizer declarou que é esperado que as vacinas BA.1 e BA.4/BA.5 cheguem ao Brasil nas próximas semanas. O contrato atualmente vigente de fornecimento de vacinas da Pfizer ao país inclui a entrega de potenciais vacinas adaptadas à novas variantes e/ou para diferentes faixas etárias.

“Ressaltamos que a vacina monovalente original segue disponível para uso imediato nos postos de saúde e continuam sendo importante instrumento no combate à COVID-19, seja como esquema primário, assim como dose de reforço”, afirmou a empresa.

A versão atualizada do imunizante contra a Covid-19 já foi aprovada na União Europeia e nos Estados Unidos.

A decisão foi tomada em um momento em que o Brasil registra uma prevalência da circulação de ao menos quatro subvariantes da ômicron, o que é apontada como uma das causas do aumento de casos de Covid-19.

De acordo com a Pfizer, as vacinas bivalentes mostraram um aumento substancial nos níveis de anticorpos neutralizantes contra as subvariantes em adultos após uma semana da aplicação.

Equipe de Lula vê ‘nova onda’ de Covid e diz que pedirá a Queiroga informações sobre vacinação

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou nesta terça-feira (22) que pedirá ao atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informações sobre as providências adotadas pelo o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) diante de uma “nova onda” de Covid-19.

Ex-ministro da Saúde, Costa integra o grupo técnico da área na equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o senador, os integrantes do grupo terão uma reunião com Queiroga nesta quarta-feira (23).

“O que a gente quer, principalmente, saber é o que o Ministério da Saúde está fazendo e está planejando fazer, especialmente, neste momento que está ficando evidente que nós estamos tendo um início de uma nova onda da Covid-19”, disse o senador.

O grupo quer informações do governo Jair Bolsonaro sobre o andamento e planejamento da vacinação de crianças, doses de reforço das vacinas e compra de novos imunizantes capazes de proteger contra variantes do coronavírus.

“Estamos ainda sem ter clareza se o governo encomendou, vai encomendar, o que ele vai fazer em relação a essa vacina que está prestes a ser registrada pela Anvisa e que no mundo inteiro está sendo usada para enfrentar essa onda com essa nova variante. Vamos procurar saber dele o que está fazendo em relação a isso”, disse Costa.

De acordo com a colunista do g1 Ana Flor, a Anvisa deve aprovar nesta terça-feira duas novas vacinas bivalentes para uso emergencial no Brasil contra a Covid. As bivalentes são vacinas que possuem, além da cepa original, subvariantes da ômicron, que vêm causando aumento de casos de Covid.

O Brasil registra altas de casos e de óbitos por Covid-19 em um momento no qual foi identificada a BQ.1, subvariante da ômicron. O país teve 61 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas no domingo (20), voltando à tendência de alta após 20 dias.

O país ainda registrou 1.879 novos diagnósticos em 24 horas, com a média móvel de nos últimos sete dias subindo 240% em relação a duas semanas antes.

Também integrante do grupo de transição, o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro destacou a importância de receber as informações do atual governo. Para ele, não é preciso esperar a posse de Lula para intensificar a vacinação.

“Não precisa um novo governo, o governo do presidente Lula iniciar seu mandato a partir de 1º de janeiro, para fazer uma intensificação vacinal, para poder voltar a tomar medidas muito substantivas do ponto de vista de esclarecimento da população de que estamos vivendo um acréscimo muito substantivo de casos”, disse Chioro.

Infecções bacterianas são a segunda principal causa de mortes no mundo

As infecções de origem bacteriana são a segunda causa de mortes no mundo depois dos problemas cardiovasculares, segundo um vasto estudo publicado nesta terça-feira (22), que aponta o staphylococcus aureus e o pneumococo como as bactérias mais letais.

Este estudo publicado na revista Lancet selecionou trinta bactérias comumente envolvidas em infecções e avaliou quantas mortes estão associadas a elas.

Esses trabalhos fazem parte do Global Burden of Disease, um enorme programa de pesquisa financiado pela Fundação Bill Gates e com uma abrangência inigualável por ter milhares de cientistas na maioria dos países.

“As mortes associadas a essas bactérias são a segunda principal causa de falecimento no mundo” depois das doenças coronárias, que incluem ataques cardíacos, concluem os autores.

As infecções causaram 7,7 milhões de mortes, o que significa que uma em cada oito mortes pode estar ligada a elas, segundo os dados de 2019, nos quais se baseia o estudo.

Das trinta bactérias estudadas, cinco concentram mais da metade dos casos: staphylococcus aureus, E. coli, pneumococo, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa.

Staphylococcus aureus, espécie mais frequente de estafilococos, é “a principal causa bacteriana de morte em 135 países”, diz o estudo.

No entanto, entre crianças menores de cinco anos, as infecções pneumocócicas são as mais letais.

Os pesquisadores enfatizam que as infecções bacterianas são uma “prioridade urgente” na saúde pública e pedem trabalho na prevenção de infecções, melhor uso de antibióticos e uso mais eficaz da vacinação.

Orçamento do Farmácia Popular para 2023 está defasado em quase R$ 1,8 bilhão, diz instituto

O orçamento do programa Farmácia Popular para 2023 está defasado em quase R$ 1,8 bilhão, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Saúde e Assistência Farmacêutica (Ibsfarma), também chamado de “Cuida Brasil”.

Esse é o valor que o instituto defende que seja recomposto ao orçamento do programa para recuperar o nível de gastos anteriormente praticado.

Para 2023, a proposta orçamentária previu R$ 1,018 bilhão para o Farmácia Popular, considerando os recursos destinados para o sistema de gratuidade e também para a modalidade de copagamento, em que o governo subsidia parte do preço do remédio e o paciente paga outra parte.

É o menor valor previsto para o programa na série histórica do Ibsfarma, que começa em 2013. Os dados são em valores correntes (sem atualização pela inflação).

Saúde de Carnaíba volta a recomendar uso de máscaras contra a Covid

A Secretaria de Saúde de Carnaíba, através da Vigilância em Saúde, voltou a recomendar o uso de máscaras de proteção facial em locais fechados e estabelecimentos de saúde como forma de proteção e prevenção contra a Covid-19.

A recomendação foi divulgada nas redes socais da Prefeitura nesta quinta-feira (17) e tem como base a Nota Técnica Nº 16/2022 do Ministério da Saúde.

A Secretaria destaca que o uso da máscara deve ser observado principalmente por indivíduos com fatores de risco para complicações da covid-19 (em especial imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com múltiplas comorbidades.

Também por pessoas que tiveram contato com casos confirmados de covid-19 e ainda pessoas em situações de maior risco de contaminação pela covid-19 como locais fechados e mal ventilados, locais com aglomeração e serviços de saúde.

Além do uso da máscara, a Secretaria de Saúde Carnaíba também recomenda o isolamento de casos suspeitos e confirmados para covid19 e à higienização frequente das mãos com álcool 70% ou água e sabão.

“O alerta se dá pelo aumento do número de casos de covid-19 e circulação de novas linhagens da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron, com ênfase nas sublinhagens BQ.1”, justifica.

Covid-19: Afogados inicia nesta sexta-feira vacinação de crianças de seis meses a três anos

A Prefeitura de Afogados inicia nesta sexta (18), a vacinação contra a COVID de crianças de seis meses a três anos de idade, que tenham alguma comorbidade. A vacina aplicada será a Pfizer-baby. Tendo em vista a quantidade insuficiente de vacinas que chegou ao município – a Secretaria Municipal de Saúde identificou 1.519 crianças nessa faixa-etária – a vacina será aplicada inicialmente, de forma prioritária, em crianças dessa faixa etária que possuam alguma comorbidade.

Para esse público específico não há necessidade de agendamento via aplicativo e nem de deslocamento dos pais ou responsáveis para as unidades de saúde, a vacina será aplicada domiciliarmente, uma vez que, através do trabalho dos agentes comunitários de saúde, a secretaria tem o endereço dessas crianças.

A partir de segunda (21), a vacinação será liberada para crianças sem comorbidades, na faixa etária de seis meses a menores de um ano de idade, no centro de vacinação, situado na Rua Professor Vera Cruz, próximo à Casa Siqueira.

“Vale ressaltar que a quantidade de doses que recebemos ainda é insuficiente para imunizar todas as nossas crianças. Por isso precisamos seguir vacinando paulatinamente, de acordo com a idade e com a quantidade de vacinas que formos recebendo,” destacou o Secretário Municipal de Saúde de Afogados, Artur Amorim.

Covid-19: sobe taxa de ocupação de UTIs em Pernambuco; casos leves da infecção disparam

Depois de semanas de quedas nas internações, Pernambuco voltou a registrar alta na ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) com casos graves de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.

Segundo o balanço mais recente da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgado nessa quarta-feira (16), há 75% dos 581 leitos da rede pública ocupados – esse patamar não era observado desde agosto deste ano. Na rede privada, há 59% das 136 vagas ocupadas.

Dados de painel da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) consultados no início da tarde desta quinta-feira (17) mostram que há 46 pessoas na fila por um leito de UTI pública no Estado. Dessas solicitações, 32 são para adultos e 14, para crianças.

Por meio de nota, a SES-PE reiterou que “continua monitorando de forma permanente e criteriosa a evolução do cenário epidemiológico da Covid-19”. Na semana passada, a pasta confirmou a circulação das subvariantes BQ.1 e XBB da ômicron em território pernambucano e “o consequente aumento de casos”.

A secretaria pede o reforço nos cuidados, especialmente na parcela da população mais vulnerável ao vírus, e o avanço na vacinação. “Os leitos citados não são exclusivos para a Covid-19, pois atendem pacientes com os mais diversos quadros respiratórios, virais, ou não. Além disso, a Central de Regulação tem constatado, entre os usuários admitidos nos serviços de saúde, pacientes colonizados com a doença, mas internados por outros quadros clínicos que não a Covid-19”, esclarece a SES-PE.

Fiocruz identifica nova variante da ômicron no Amazonas, a BE.9

A Rede Genômica Fiocruz identificou o surgimento de uma nova variante do coronavírus no estado do Amazonas. Chamada de BE.9, trata-se de uma versão da ômicron.

Segundo o pesquisador Tiago Gräf, da Rede Genômica, a variante “fez ressurgir a Covid-19 no Amazonas” e não se sabe se ela poderá fazer o mesmo no resto do Brasil.

Os estudos da fundação se iniciaram depois que o estado do Amazonas passou por um repique de casos desde metade de outubro. Dados da Fiocruz mostram que a média móvel semanal do estado passou de 230 casos para cerca de 1 mil.

Segundo a Fiocruz, a BE.9 é uma evolução da sublinhagem BA.5.3.1, uma ômicron da linhagem BA.5. A subvariante compartilha algumas das mutações encontradas na última variante notável, a BQ.1.

“O que ocorre no estado tende a se repetir em outras regiões e pode estar acontecendo novamente”, diz Gräf, em nota da Fiocruz.

O especialista foi responsável pela análise da variante, encontrada pela equipe do virologista Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia. A equipe de Naveca sequenciou mais de 200 genomas do Sars-CoV-2 de setembro e outubro, para encontrar a nova variante.

“A BE.9 e a BQ.1.1 têm suas diferenças em outras regiões do genoma, mas na [proteína] spike são muito similares. É por isso que é muito importante que monitoremos de perto a BE.9”, diz Gräf.

Os pesquisadores, contudo, reforçam o otimismo pelo fato de casos graves não acompanharem as curvas de contágio. Por enquanto, nenhuma das duas parece provocar o aumento relevante de hospitalizações e mortes.

Com Covid-19 em alta, secretaria do Ministério da Saúde recomenda uso de máscara

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde voltou a recomendar, neste domingo (13), a utilização de máscaras devido ao avanço da Covid-19, principalmente pela circulação da sublinhagem BQ.1.

Na semana epidemiológica entre 6 e 11 de novembro, foram notificados 57.825 casos e 314 mortes causadas pelo coronavírus. A média móvel dos últimos sete dias ficou em 8.448 diagnósticos diários, representando um aumento de 120% em relação à semana anterior, com 3.834.

Já a média móvel de óbitos foi de 46, um acréscimo de 28% se comparado com a última semana, com 36.

A recomendação acontece principalmente para pessoas com fatores de risco para complicações da Covid-19, em especial imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com múltiplas comorbidades.

Bem como quem teve contato com infectados e indivíduos que estejam em situações de maior risco de contaminação, como em locais fechados e mal ventilados, locais com aglomeração e serviços de saúde.

Os casos suspeitos ou confirmados devem permanecer em isolamento.

São aconselhados ainda o esquema vacinal completo, com atenção às doses de reforço, e a lavagem das mãos com álcool 70% e água e sabão.

Ministro da Saúde pede que pais vacinem filhos contra a poliomielite

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (6) pedindo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite. Segundo dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.

“Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis. Vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo.”

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

“Há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no mundo, assim como no nosso Brasil”, disse Queiroga no pronunciamento. Segundo ele, a baixa taxa de vacinação contra a doença foi agravada pela pandemia de covid-19.

“O Ministério da Saúde está empenhado para manter o Brasil livre da poliomielite”, destacou. O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.

Queiroga lembrou ainda que na última semana o governo lançou um plano de combate à poliomielite com o objetivo de organizar o trabalho da União, dos estados e dos municípios. Entre as ações prioritárias está o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da vacinação.

“As vacinas continuam disponíveis nos postos de vacinação. É possível sim atingir a meta. Para tanto, é necessário o engajamento dos gestores de saúde e da sociedade civil. Estados como a Paraíba e o Amapá, por exemplo, já vacinaram mais de 90% do público alvo”, afirmou o ministro.

Aumento de casos e de procura por exames de Covid-19 é registrado em Pernambuco

Na última semana de outubro, Pernambuco registrou aumento da positividade em testes para detecção da Covid-19. Além disso, também foi registrado um aumento da procura por testagem. A Secretaria Estadual de Saúde chama atenção aos dados baixos sobre a vacinação de crianças contra o coronavírus, o que pode estar ajudando a disseminar a doença com maior facilidade.

Para se ter ideia exata do aumento, na semana epidemiológica (SE) 43, que compreende os dias 23 a 29 de outubro, foi observado uma positividade de 11,8%. Neste período, dos 440 testes rápidos de antígeno realizados nos pontos do Testa PE, 52 deram positivo para o novo coronavírus. Na semana anterior (SE 42), a positividade girou em torno de 4,1% – das 362 amostras coletadas, 15 confirmaram para a doença.

No Laboratório Central de Saúde Pública “Dr. Milton Bezerra Sobral” (Lacen-PE), que realiza testes de RT-PCR das amostras enviadas pelos hospitais de referência, unidades sentinela e também de exames aleatórios dos centros de testagem, a positividade geral para a doença, que esteve por seis semanas seguidas abaixo de 0,5%, está agora em 1,13%.

Apesar do número continuar abaixo dos piores momentos da pandemia, é preciso cuidado com o aumento de casos. A vacinação e cuidados de higiene (como usar máscara e/ou evitar sair de casa quando se apresenta sintomas gripais) continuam sendo a melhor forma de evitar a disseminação da doença.

“A sociedade precisa ficar atenta, pois o vírus continua circulando entre nós. Em uma semana, passamos de 4% de positividade para quase 12%. Não podemos baixar a guarda, principalmente entre as populações mais vulneráveis para a doença. Quem está com sintoma gripal, deve usar a máscara, fazer a testagem para a doença e cumprir o tempo de isolamento. Os imunossuprimidos e os idosos também precisam reforçar os cuidados, como o uso de máscaras. E os pais das crianças e jovens, devem levar seus filhos para se vacinarem contra a doença. Só assim controlaremos a circulação do vírus em nosso Estado”, reforçou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Em Pernambuco, a vacinação contra a covid-19 é orientada para crianças a partir de 3 anos. Contudo, o grupo está com apenas 34,56% da cobertura vacinal para a doença no Estado. Em comparação, os idosos, que representam outro grupo de risco, apresentam uma cobertura de 125,52%.

“Pessoas não imunizadas ou com o esquema atrasado podem gerar bolsões de suscetíveis ao vírus, inclusive às formas graves. Neste momento, é fundamental incentivar ainda mais a imunização entre os públicos mais vulneráveis, como é o caso das crianças. Os municípios devem continuar incentivando e fortalecendo suas estratégias de vacinação, desburocratizando o acesso à vacina”, ressaltou a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo.

Desnutrição provoca a maior hospitalização de bebês dos últimos 14 anos no Brasil, diz Fiocruz

Um estudo da Fiocruz concluiu que, em 2021, o número de internações de bebês com desnutrição no Brasil foi o maior dos últimos 14 anos.

Para quem vê Téo cheio de saúde, é difícil imaginar como ele estava há três meses.

A mãe diz que ele chegou a ficar com cerca de 5 kg e precisou internar.

O bebê de 11 meses ficou no hospital 28 dias porque estava desnutrido e desenvolveu uma infecção. Foi no período em que a mãe, desempregada, não tinha praticamente nada para dar ao filho.

“Isso dói no coração de qualquer mãe. Hoje consigo sustentar ele com as faxinas que eu faço”, diz a mãe.

Um estudo da Fiocruz mostra que, em 2021, o Brasil teve a pior taxa de internação de bebês por desnutrição dos últimos 14 anos. Foram oito crianças de até um ano de idade levadas ao hospital todos os dias por falta de comida.

O levantamento é do Observa Infância, que reúne pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Unifase. Os dados são do Ministério da Saúde.

Em números absolutos, 2.939 crianças de até 1 ano precisaram de internação no ano passado. Isso representa uma taxa de 113 internações por 100 mil nascimentos, quase 11% a mais do registrado em 2008, primeiro ano do período analisado pela pesquisa.

De janeiro a agosto de 2022, o número de internações aumentou 7%. Por dia, são quase nove crianças levadas ao hospital porque têm fome.

A situação mais complexa é registrada no Nordeste, onde o número de hospitalizações está 51% maior do que a taxa nacional. Mas o coordenador da pesquisa, Cristiano Boccolini, diz que o problema é grave em todo o país.

“A gente vê uma concentração também desses casos de hospitalização por desnutrição nas capitais, indicando que aqui mesmo no Rio de Janeiro, em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, grandes centros urbanos a gente tem bolsões de pobreza, bolsões de crianças que estão invisíveis ao sistema público, que sofrem desnutrição e estão sendo internadas por causa disso”, afirma Cristiano Boccolini, coordenador da Observa Infância.

O atendimento médico no SUS tem evitado o pior. Apesar do aumento das internações, a mortalidade infantil não cresceu. Mas a nutricionista da USP Ana Paula Bortoletto alerta sobre os prejuízos ao desenvolvimento de crianças com meses de vida que ficam sem ter o que comer.

“Essa criança tem consequências de desenvolvimento, e a desnutrição nessa faixa etária pode, inclusive, ser irreversível, trazendo impactos em relação a déficit de cognição, a déficit de desenvolvimento”, explica.

A mãe de Téo encontrou apoio em uma ONG, no bairro onde mora, na Zona Oeste do Rio, para não faltar mais nada na mesa.

A ajuda é fundamental, mas os pesquisadores lembram que são as políticas públicas que têm força para reverter esse quadro cruel.

“Precisamos conseguir direcionar, melhor o nosso alvo, ser mais eficientes em identificar e alcançar famílias com vulnerabilidade social”, acrescenta Cristiano Boccolini.

O Ministério da Saúde declarou que no ano passado destinou R$ 345 milhões aos municípios para incentivar ações e fortalecer a atenção a crianças com menos de sete anos e gestantes com má nutrição.

O ministério afirmou também que acompanha os dados sobre alimentação infantil e que tem programas de suplementação nutricional para famílias de baixa renda.

Confirmadas mais duas mortes por Covid-19 no Sertão

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta sexta-feira (21), 157 casos da Covid-19. Entre os confirmados, oito (5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 149 (95%) são leves.

Agora, Pernambuco totaliza 1.062.457 casos confirmados da doença, sendo 59.922 graves e 1.002.535 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Também estão sendo contabilizados oito óbitos antigos (2 femininos e 6 masculinos), que foram recuperados pelas unidades de saúde e/ou secretarias municipais, ocorridos em 16/03/2021 e 17/03/2022. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Brejão (1), Cedro (1), Garanhuns (1), Recife (4) e Salgueiro (1). Com isso, o Estado totaliza 22.380 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham entre 55 e 84 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (2), 60 a 69 (3) e 80 e mais (3). Todos os pacientes apresentavam doenças preexistentes: doença cardiovascular (3), diabetes (5), doença renal crônica (1), imunossupressão (1), neoplasias (1), hipertensão (2) e histórico de AVC (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Quatro casos seguem em investigação.

Recife registra primeiro caso de influenza A H1N1 após quase três anos

O Recife notificou um caso de influenza A H1N1 após quase três anos sem registrar a circulação do vírus. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde da capital pernambucana (Sesau).

O caso foi registrado na semana epidemiológica 41, entre 9 de 15 de outubro. A paciente é uma mulher de 31 anos, que apresentou sintomas leves. A Sesau não informou o bairro da mulher.

O último caso de H1N1 registrado no Recife havia sido em 22 de março de 2020, há, portanto, dois anos e sete meses.

Esse registro de H1N1 vem após a confirmação de uma paciente com influenza B. Segundo a Sesau, um menino de 4 anos foi infectado pelo vírus – ele também teve sintomas apenas leves.

Os dois registros vêm após o surto de influenza A H3N2, vivenciado no Estado entre o final do ano passado e o começo deste ano.

Segundo o último boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o influenza A vem apresentando aumento em alguns estados do país, como Bahia, Goiás e Minas Gerais, com destaque especial para São Paulo e Distrito Federal – registram o maior volume absoluto de positivos para esse vírus nas últimas semanas.

“Entre os casos de influenza subtipados, observa-se o predomínio do influenza A H3N2, assim como no surto epidêmico de novembro e dezembro de 2021”, disse a Fiocruz.