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Prefeitura de Afogados é a primeira do Brasil a implantar autoteste para covid-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira é o primeiro órgão público do Brasil a utilizar o autoteste para Covid-19. O Projeto-piloto teve início nesta terça (18), com uma solenidade no Cineteatro São José, com as presenças das instituições parceiras, a consultoria Antackly Martinez e a Find – Diagnosis for All, articulação internacional para a saúde, com atuação em diversos países. A outra experiência no Brasil está sendo desenvolvida em Pelotas (RS), mas junto à iniciativa privada.

Nesse primeiro momento, em Afogados, o público-alvo será profissionais das áreas de saúde e de educação. O autoteste traz alguns importantes avanços, como a facilidade no manuseio, a agilidade do resultado e a ampliação do acesso ao diagnóstico para covid. Durante a reunião, as secretarias de saúde e de educação repassaram orientações para seu corpo técnico, sobre as formas de utilização do autoteste e as condições de uso. O autoteste é de antígeno e apresenta o resultado em 15 minutos.

“Esse protagonismo de Afogados da Ingazeira nos deixa orgulhosos, sempre à frente e buscando inovações que melhorem, aperfeiçoem as nossas ações. O autoteste é um passo importante para democratizarmos ainda mais a testagem para a covid em nosso município“, destacou o Vice-Prefeito de Afogados, Daniel Valadares.

Segundo o Secretário de Saúde, Artur Amorim, após avaliação dessa primeira fase, com o público-alvo dos profissionais de saúde e de educação, será feita uma avaliação para possível ampliação dos públicos que receberão o autoteste. Estiveram presentes ao lançamento, a Secretária de Educação de Afogados, Wivianne Fonseca, e os representantes das instituições parceiras na iniciativa. Vale ressaltar que o custo está sendo “zero” para a Prefeitura de Afogados da Ingazeira. Todos os autotestes serão gratuitos, inclusive para os cofres do município.

Anvisa proíbe comercialização de dois lotes de chocolates da marca Garoto

A Anvisa determinou nesta terça-feira (18) a proibição de comercialização, distribuição e uso de dois lotes de dois produtos da marca de chocolates Garoto que podem conter pequenos fragmentos de vidros.

Os produtos são barras de chocolates (tabletes) de 80g sabor chocolate ao leite com Castanhas de Caju e chocolate ao leite com Castanhas de Caju e Uvas Passas.

A agência sanitária também determinou o recolhimento voluntário dos lotes 225212941G e 225312941G.

A Anvisa alertou ainda que somente esses lotes apresentam riscos. Não há restrições de consumo para os demais produtos da Garoto.

Em resposta ao g1, a empresa disse que suspendeu imediatamente a distribuição e comercialização desses dois lotes após ser identificada uma “possibilidade remota” de contaminação.

De acordo com a documentação apresentada pela empresa à Anvisa, a maioria dos lotes não foi comercializada, mas, ainda segundo a agência, alguns produtos chegaram a ser distribuídos em Vila Velha, no Espírito Santo, e no estado de Santa Catarina.

A Anvisa informou que o procedimento de recolhimento foi iniciado pela própria empresa após um problema em um dos equipamentos de produção da fábrica onde esses chocolates são produzidos.

“Grande parte das unidades envolvidas já foi recolhida pela empresa, que está colaborando com as autoridades para que as demais unidades sejam recolhidas. A suspeita da presença de pequenos fragmentos de vidro provém da quebra de um sensor na linha de fabricação, que pode ter tido algum contato com os referidos lotes”, acrescentou a Garoto, em nota.

A empresa não informou quantos tabletes há em cada lote.

Orientações ao consumidor
A orientação ao consumidor é que, caso tenha adquirido os tabletes de 80g dos sabores “Castanhas de Caju” ou “Castanhas de Caju e Uvas Passas” da marca, verifique o lote do produto no verso do rótulo, próximo ao lacre.

Se o consumidor, então, identificar no verso das embalagens os números 225212941G ou 225312941G (códigos dos lotes), ele não deve consumir os produtos.

Os fragmentos de vidro podem causar lesões na boca ou mucosa, segundo a agência sanitária.

Após a identificação, a embalagem dos produtos também deve ser guardada.

A Anvisa ainda orienta que o consumidor entre em contato com o Serviço ao Consumidor da marca de chocolates Garoto para troca ou reembolso gratuito dos produtos. O telefone de contato para isso é o 0800 055 95 50. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00, exceto feriados.

O contato também pode ser feito pelo e-mail sacgaroto@garoto.com.br.

Íntegra da nota da Garoto:

A GAROTO informa que está promovendo o recolhimento voluntário de um lote do tablete Chocolate Garoto 80g Caju (L 225212941G, validade 09/09/2023) e um lote do tablete Chocolate Garoto 80g Caju e Passas (L 225312941G, validade 10/09/2023), após ter identificado a possibilidade remota de que algumas unidades desses lotes tenham sido produzidas com pequenos fragmentos de vidro. A empresa suspendeu imediatamente a distribuição e comercialização desses dois lotes de produtos e esclarece que a ação de recolhimento é restrita aos Estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde os lotes foram distribuídos. Grande parte das unidades envolvidas já foi recolhida pela empresa, que está colaborando com as autoridades para que as demais unidades sejam recolhidas.

A suspeita da presença de pequenos fragmentos de vidro provém da quebra de um sensor na linha de fabricação, que pode ter tido algum contato com os referidos lotes. A empresa reforça que a qualidade e segurança de seus produtos são prioridades inegociáveis, e que adota rígidos padrões e controles em todas as etapas do processo produtivo e de distribuição. A GAROTO reforça seu compromisso com a segurança dos seus consumidores e disponibiliza os canais 0800 055 95 50 e sacgaroto@garoto.com.br para contato.

Terapia contra câncer de pele que usa técnica da vacina para Covid deve ficar pronta neste ano, dizem empresas

A Moderna, fabricante de uma das vacinas para a Covid-19, junto com a empresa Merck MSD anunciou que ainda neste ano serão concluídos os testes clínicos para o desenvolvimento de uma imunoterapia contra o melanoma, um tipo de câncer de pele com alta letalidade. O resultado finalizará a fase 2 da pesquisa e, caso for positivo, o estudo seguirá para a terceira e última etapa.

O tratamento tem a mesma tecnologia que o imunizante da Covid-19, usando o RNA mensageiro (RNAm), que atua estimulando as células do corpo a produzirem determinada proteína capaz de combater a doença.

O imunizante é voltado para pacientes com melanomas de alto risco, e apesar de ser chamado de vacina, o conceito é diferente, uma vez que as vacinas são feitas para a prevenção de doenças. Neste caso pode ser considerado uma terapia, pois o objetivo é prevenir o avanço ou reincidência de um típico específico de câncer já diagnosticado anteriormente, não necessariamente imunizando o paciente contra a doença. O foco é potencializar o sistema imunológico.

“As vacinas personalizadas contra o câncer são projetadas para preparar o sistema imunológico para que um paciente possa gerar uma resposta antitumoral personalizada à sua assinatura de mutação tumoral para tratar seu câncer. O mRNA-4157/V940 é projetado para estimular uma resposta imune gerando respostas de células T com base na assinatura mutacional do tumor de um paciente”, diz o comunicado oficial emitido pela Merck.

A personalização da terapia envolve a coleta laboratorial de antígenos específicos do câncer de cada paciente, resultando em um tratamento individual que induz a produção de células T (células com funções imunológicas) para combater o tumor.

Chamado de Keynote-942, o estudo de Fase 2 envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco. Após a retirada cirúrgica do local acometido pelo câncer, os pacientes foram divididos em dois grupos. Um deles foi submetido a imunoterapia com o mRNA-4157/V940 (9 doses a cada três semanas), e o outro ao tratamento com Keytruda (200 mg a cada três semanas), remédio padrão de tratamento para os pacientes oncológicos dessa categoria.

Vacinação contra meningite no país está muito abaixo da meta da Saúde

A vacinação contra alguns tipos de meningite está muito abaixo da meta estipulada pelo ministério da saúde. Um risco, principalmente, para as crianças.

Em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, um bebê de três meses morreu de meningite bacteriana, a forma mais grave da doença, depois de ficar seis dias internado no hospital.

“Começou com um quadro respiratório e a mãe levou para consultar. Foi atendido, mas ele evoluiu muito mal. A criança tinha o cartão vacinal em dia. Só que ela tinha tomado a primeira dose, que é com dois meses, e depois seria com 4 meses, então não tinha nada atrasado. Só que uma dose não imuniza”, explica a médica Fátima Guedes.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. É causada, principalmente, por vírus e bactérias. Entre os sintomas estão dor de cabeça, rigidez do pescoço, febre alta e mal-estar.

O SUS disponibiliza cinco vacinas contra a meningite. Duas delas são específicas contra os agentes causadores da doença.

A vacina meningocócica C deve ser aplicada em bebês aos três meses, cinco meses e com reforço aos 12 meses. E a meningocócica ACWY, de dose única, para adolescentes entre 11 e 14 anos.

O problema é que a cobertura vacinal contra a meningite está muito baixa, segundo o Ministério da Saúde. Todas bem longe da meta de 95% do público-alvo recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações. Cenário que preocupa os especialistas.

“A meningite é uma doença muito grave, altamente contagiosa. A transmissão se dá por via respiratória, pelas gotículas. Então, as medidas de higiene básica são importantes. Mas, com certeza, vacinação é a melhor forma de prevenção”, diz a pesquisadora e professora do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública Fernanda Penido.

O motorista Daniel Felipe levou o filho Theo para tomar a primeira dose da vacina contra a meningite C. O pai fica mais tranquilo ao ver a carteirinha de vacinação do filho preenchida.

“Tanto eu quanto a mãe dele procura, desde o nascimento dar todas as vacinas, procurar manter em dia para proteção dele e da gente também”, afirma ele.

Quatro emergências de saúde ameaçam as Américas, alerta OPAS

A região das Américas está ameaçada por quatro emergências de saúde – cólera, poliomielite, covid-19 e varíola do macaco -, embora as duas últimas apresentem tendências de queda, alertou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) nesta quarta-feira (12).

“Há quatro emergências de saúde que ameaçam nossa região”, disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne, em uma coletiva de imprensa virtual.

“O ressurgimento da cólera no Haiti é um lembrete da rapidez com que as doenças podem se espalhar”, alertou, lembrando que há poucos meses aquele país caribenho estava prestes a ser declarado livre dessa doença.

Covid em fase de controle

Em relação à pandemia de covid-19, as tendências de queda em todo o mundo e nas Américas “são um sinal encorajador de que podemos estar passando da fase aguda da pandemia para uma fase de controle sustentado”, declarou a diretora da OPAS.

Ainda assim, “a pandemia segue conosco”, insistiu. Prova disso, na semana passada foram registrados mais de 178 mil novos casos na região, onde mais de 70% das pessoas foram totalmente vacinadas contra a covid-19.

A OPAS enfatizou a importância de melhorar as taxas de vacinação, especialmente entre os mais vulneráveis, e fortalecer a vigilância epidemiológica.

Câmara aprova remanejamento de fundos de saúde que pode ajudar a custear piso da enfermagem

Por 383 votos a 3, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) um projeto de lei que autoriza estados e municípios a utilizarem, até o fim de 2023, os saldos remanescentes de repasses federais a fundos locais de saúde e de assistência social. A matéria segue, agora, para votação no Senado.

Embora o texto não trate do tema explicitamente, deputados afirmam que os recursos podem viabilizar o pagamento do piso da enfermagem, permitindo uma folga orçamentária para os entes federados.

“Neste momento, é muito importante que a gente aprove esse projeto de lei, que vai trazer tranquilidade aos estados, municípios e a própria União, fazer o remanejamento de recursos e garantir o dinheiro necessário para o pagamento do piso nacional da enfermagem”, disse a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

O piso para a categoria, no valor de R$ 4.750, foi aprovado pelo Congresso no meio do ano e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto.

O Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, julgou uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde) e suspendeu a medida antes de ela começar a vigorar por entender que era preciso apontar uma fonte de financiamento para o impacto fiscal da medida.

Na última semana, o Senado aprovou um projeto similar para destravar fundos e liberar o orçamento de estados e municípios para custear o piso da enfermagem.

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) entrou como amicus curiae (interessado na causa) na ação. Segundo o texto aprovado pelos deputados, ficam reservados até R$ 2 bilhões para entidades filantrópicas que prestem serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta aprovada pela Câmara altera duas leis de 2020, que na ocasião permitiram o remanejamento dos saldos de fundos locais de saúde e de assistência social para aplicar em ações de combate ao coronavírus.

Originalmente, o remanejamento valeria apenas durante o estado de calamidade pública, que perdeu a eficácia no fim de 2020.

O Congresso, contudo, já havia alterado as duas legislações anteriormente para permitir que os saldos fossem utilizados até o fim de 2021. Se a proposta votada nesta terça-feira for sancionada, os saldos poderão ser utilizados até o fim de 2023.

No início deste mês, o Senado já havia aprovado uma proposta semelhante, mas o texto ainda não foi analisado pela Câmara.

Novas regras para rótulos de alimentos valem a partir deste domingo (9)

As novas regras para rótulos de alimentos no Brasil entram em vigor a partir deste domingo (9). De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de mudanças na tabela de informação nutricional, a novidade é a adoção de alertas, na parte frontal da embalagem, sobre alguns nutrientes.

Informação nutricional
Uma das mudanças é que a tabela de informação nutricional passa a ter apenas letras pretas e fundo branco. O objetivo, segundo a Anvisa, é afastar a possibilidade de uso de contrastes que atrapalhem na legibilidade.

Outra alteração será nas informações disponibilizadas na tabela. Passa a ser obrigatória a declaração de açúcares totais e adicionados, do valor energético e de nutrientes por 100 gramas ou 100 mililitros, para ajudar na comparação de produtos.

O número de porções por embalagem também passa a ser obrigatório.

A tabela deve estar localizada próximo à lista de ingredientes e em superfície contínua, sem divisão. Ela não pode ser apresentada em áreas encobertas, locais deformados ou regiões de difícil visualização, exceto em produtos de embalagem pequena (área de rotulagem inferior a 100 centímetros quadrados).

Rotulagem nutricional
Considerada a maior inovação das novas regras, a rotulagem nutricional frontal passa a ser considerada um símbolo informativo que deve constar no painel da frente da embalagem. A ideia, de acordo com a agência, é esclarecer, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes com relevância para a saúde.

“Para tal, foi desenvolvido um design de lupa para identificar o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo deverá ser aplicado na face frontal da embalagem, na parte superior, por ser uma área facilmente capturada pelo nosso olhar”, destacou a Anvisa.

Alegações nutricionais
As alegações nutricionais continuam sendo voluntárias. Em relação aos critérios para o uso dessas alegações, foram propostas, segundo a agência, alterações com o objetivo de evitar contradições com a rotulagem nutricional frontal.

Vacinação contra poliomielite tem baixa procura e estados prorrogam campanha

Onze estados e o Distrito Federal prorrogaram a campanha de vacinação contra a poliomielite. Goiás também realizou neste sábado (8) o segundo “Dia D” para aumentar a cobertura vacinal.

A imagem com os postos de vacinação cheios deveria se repetir sempre, mas eles estão quase sempre vazios. Neste sábado, a procura por doses de vacinas foi grande em Goiânia.

“Minha nora falou: vou trabalhar e a senhora pode lá vacinar as crianças. E eu vim para trazer as crianças para vacinar”, disse a técnica de enfermagem Sonilda Fernandes.

Goiás é um dos estados em que a campanha de vacinação contra poliomielite foi prorrogada para menores de 5 anos.

“É o necessário. A gente tem que proteger, né? Então chora, mas passa.”, disse a empresária Sany Cordeiro.

A cobertura vacinal contra a poliomelite no Brasil atualmente é de 63% das crianças entre 1 a 5 anos, segundo o Ministério da Saúde. Bem abaixo da meta, que é de 95%.

A grande preocupação das autoridades em saúde é com a volta de doenças já erradicadas no país. Isso porque os índices de imunização estão baixos. Em alguns estados, estratégias como essa feita em Goiás, “o Dia D de vacinação”, pretendem aumentar a cobertura vacinal.

No interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, o sábado (8) também foi destinado para vacinação.

“As vacinas se mostraram as medidas, ou a medida, mais eficaz, segura e barata para controle de doenças.”, explica o infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri.

Há quase cinco décadas, Ana Rosa perdeu os movimentos por conta da paralisia. Foram 13 cirurgias para tentar andar. Um aparelho ortopédico a acompanhou por toda a vida. E agora, a cadeira de rodas.

“A vacina da pólio não dói, não tem nenhum tipo de reação, então não dá para a gente entender, nós que somos sequelados da poliomielite, entender os pais não terem essa motivação de levarem os seus filhos para vacinar.”, desabafa Ana Rosa.

“As doenças só foram eliminadas porque as crianças foram vacinadas no seu tempo correto. É vacinar para não voltar.”, afirma Renato Kfouri.

Brasil recebe o primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos

Já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a Monkeypox, doença que é mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa de 9,8 mil doses desembarcou nesta terça-feira (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Cerca de 50 mil doses já foram compradas via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

De acordo com o ministério, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão dos gestores”, informou a pasta.

A coordenação da pesquisa ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o apoio da OMS e financiamento do ministério. O estudo foi discutido pela pasta, em conjunto com a Opas, pesquisadores e especialistas da área.

“O objetivo é avaliar a efetividade da vacina Jynneos/MVA-BN contra a varíola dos macacos na população brasileira, ou seja, se a vacina reduz a incidência da doença e a progressão à doença grave. A população-alvo do estudo será formada por pessoas mais afetadas e com maior risco para a doença”, detalhou o ministério ao informar que inicialmente os grupos a serem vacinados serão de pessoas que tiveram contato prolongado com doentes diagnosticados ou em tratamento com antirretroviral para HIV.

Ainda segundo o ministério, em breve serão divulgados quais centros de pesquisa serão incluídos “considerando as cidades com elevados números de casos confirmados da doença e a infraestrutura disponível para a condução do estudo”.

Jovem de 22 anos morre por meningite na capital paulista; cidade contabiliza 10 mortes e 58 casos

A capital paulista registrou mais uma morte por meningite na cidade, informou a Secretaria Municipal de Saúde. A vítima é um jovem de 22 anos que morava na Zona Norte.

Ainda conforme o órgão, mais um caso positivo também foi registrado entre segunda-feira (3) e terça-feira (4). Agora, a cidade contabiliza 10 mortes e 58 casos desde o começo do ano.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a morte e o caso registrado não têm relação com os três surtos registrados em diferentes distritos da capital: Jardim São Luis, Pari e Vila Formosa/Aricanduva.

Surto
A Vila Formosa registrou cinco casos de meningite no período de 16 de julho a 15 de setembro. Uma mulher de 42 anos morreu.

A pasta afirmou que se considera surto da doença meningocócica quando há ocorrência de três ou mais casos do mesmo sorogrupo em um período de 90 dias.

Diante das notificações, foram feitas ações de prevenção e controle da doença, como quimioprofilaxia dos comunicantes próximos (comprimidos dados a pessoas que tiveram contato com um paciente da doença para evitar o desenvolvimento da meningite) e intensificação vacinal na região.

O número de casos e óbitos confirmados neste ano ainda é menor do que o registrado em todo o ano de 2019, quando foram 158 casos registrados de meningite meningocócica e 28 óbitos.

Em 2021, foram 7 óbitos e 37 casos. Já em 2020, 12 óbitos e 72 casos da doença. A prefeitura diz que o baixo registro em 2020 e 2021 tem relação com as medidas restritivas adotadas durante a pandemia de Covid-19.

Campanha de vacinação contra a poliomielite chega ao fim sem atingir a meta de imunizados

Termina nesta sexta-feira (30) a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, e os índices de cobertura vacinal ainda estão muito baixos. O Jornal Hoje mostrou que quase metade do público alvo não recebeu o imunizante.

Para tentar vacinar o maior número de crianças, prefeituras de 28 cidades do Noroeste do Paraná participam de uma competição. Elas criaram estratégias para chegar até o público-alvo da campanha – que são as crianças menores de 5 anos de idade.

No ranking, 16 municípios já passaram de 95% de vacinados. Outros 5 estão bem perto da meta, entre eles Paraíso do Norte, com 91%.

“A gente sabe que a vacina da pólio é comprovada, ela erradicou a pólio nos anos 90. Nós estamos em 2022. Então a gente teve que caminhar e correr no processo para que isso não acontece no nosso município”, diz Evelin Tanikawa, secretaria de Saúde de Paraíso do Norte.

A campanha de imunização contra a poliomielite começou, em todo o país, em agosto. Até agora, nenhuma capital atingiu a meta. A mais próxima dos 95% é Macapá, com pouco mais de 80%. Rio Branco é a que tem a menor cobertura vacinal, com 8%. Por isso, o desafio das secretarias municipais de Saúde é chegar até as crianças.

No Recife, a campanha foi prorrogada até 31 de outubro.

“Desde quando eles nasceram eu sempre procurei deixar todas as vacinas em dia, não deixar faltar, porque eu sei da importância de evitar doenças”, diz Cibele Amaral, dona de casa.

Mesmo com o fim da campanha, a vacina contra a pólio – que é a única forma de prevenção da doença – continua disponível e gratuita nos postos de saúde de todo o país.

Recife volta a registrar caso de influenza; infectado é criança de 4 anos e não teria sido vacinado

Após oito meses sem o Recife registrar novos casos, o vírus da influenza tipo B volta a circular na capital pernambucana. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), uma criança de 4 anos, residente no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da cidade, positivou para a doença durante a Semana Epidemiológica (SE) 38 – 18 a 24 de setembro. Não há registro de que o menino tenha recebido a vacina contra a gripe na cidade, informou a Sesau.

O garoto começou a sentir os sintomas no último dia 8 de setembro e, segundo a secretaria, foi atendido em um hospital da rede municipal. Como o quadro de saúde do infectado não era grave, ele recebeu alta.

Antes desse caso, o último confirmado de influenza na capital pernambucana havia sido notificado no início do ano, na chamada SE 3 – entre 16 a 22 de janeiro.

Vacinação
A Sesau informou não ter registro de que a criança tenha recebido a vacina contra a doença na capital. Apesar disso, diversas campanhas de vacinação contra a gripe, doença provocado pelo vírus da influenza, foram realizadas no Estado.

Inicialmente, o imunizante foi disponibilizado para grupos prioritários, como idosos; trabalhadores de saúde; crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; funcionários do Sistema Privado de liberdade e população privada de liberdade.

Já a partir de julho, a vacina contra a gripe, que inclui as cepas H1N1, H3N2, Darwin e tipo B, foi disponibilizada para toda a população a partir dos seis meses de idade. O imunizante continua disponível nos postos de saúde.

Aumento de casos de influenza A em SP preocupa especialistas, mas pode ser reflexo de inverno atípico

Nas últimas semanas, o número de casos positivos para a influenza A, um dos vírus da gripe, subiu de 4,3% para 23,3%. Os dados são de um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) que analisou testes moleculares realizados por alguns laboratórios privados (a grande maioria deles, 95%, nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste).

Segundo o levantamento, que considera testes de viroses respiratórias entre 20 de agosto e 17 de setembro, percentuais mais elevados de positividade para esse tipo de gripe foram observados principalmente em adolescentes de 10 a 19 anos (52,5%), depois em crianças de 5 a 9 anos (40,8%) e em bebês de 0 a 4 anos (10,6%).

Em seu último Boletim InfoGripe, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também destacou o aumento de casos do vírus na cidade de São Paulo. De acordo com a análise, a capital paulista tem registrado tendência de aumento principalmente em crianças e adolescentes.

A Secretaria de Saúde do município, porém, afirma que os casos de síndromes gripais de uma forma geral seguem em queda, embora não tenha especificado o número exato de quadros de influenza A.

Especialistas ouvidos ressaltam que os números preocupam, tendo em vista que a influenza pode evoluir para quadros graves, principalmente em grupos de risco, como gestantes, idosos, menores de 4 anos e imunossuprimidos, mas lembram também que existe uma vacina gratuita e eficaz contra a doença no sistema público de saúde que previne justamente esses casos.

O vírus que destrói câncer e pode revolucionar tratamento de tumores avançados, segundo cientistas

Um novo tipo de tratamento contra o câncer que usa um vírus comum para infectar e destruir células nocivas está se mostrando bastante promissor nos primeiros testes em humanos, dizem cientistas do Reino Unido.

O câncer de um paciente desapareceu, enquanto outros viram seus tumores encolherem.

A droga é uma forma enfraquecida do vírus da herpes — herpes simplex — que foi modificado para matar tumores.

Estudos maiores e mais prolongados são necessários, mas especialistas dizem que a injeção pode, por fim, oferecer uma tábua de salvação para mais pacientes com câncer avançado.

Krzysztof Wojkowski, um construtor de 39 anos do oeste de Londres, é um dos pacientes que participaram da fase 1 do teste de segurança em andamento, administrado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer do Royal Marsden NHS Foundation Trust.

Ele foi diagnosticado em 2017 com câncer nas glândulas salivares, perto da boca. Apesar da cirurgia e de outros tratamentos na época, seu câncer continuou a crescer.

“Me disseram que não havia mais opções para mim, e que eu estava recebendo cuidados de fim de vida. Foi devastador, então foi incrível ter a chance de participar do estudo”.

Um curto curso da terapia baseada no vírus — que é uma versão especialmente modificada do vírus da herpes que normalmente causa herpes labial — parece ter eliminado o tumor.

“Tomei injeções a cada duas semanas durante cinco semanas que erradicaram completamente meu câncer. Estou livre do câncer há dois anos.”

As injeções, aplicadas diretamente no tumor, atacam o câncer de duas maneiras — invadindo as células cancerosas e fazendo-as romper, e ativando o sistema imunológico.

Cerca de 40 pacientes tentaram o tratamento como parte do estudo. Alguns tomaram apenas a injeção de vírus, chamada RP2. Outros tomaram ainda outro medicamento contra o câncer — chamado nivolumab.

Os resultados, apresentados em uma conferência médica em Paris, na França, mostram que:

Três em cada nove pacientes que tomaram apenas RP2, incluindo Krzysztof, viram seus tumores encolherem;

Sete em cada 30 que receberam tratamento combinado também pareceram se beneficiar;

Os efeitos colaterais, como cansaço, foram leves em geral.

O principal pesquisador do estudo, Kevin Harrington, disse à BBC que as respostas ao tratamento observadas foram “verdadeiramente impressionantes” em uma variedade de cânceres avançados, incluindo câncer de esôfago e um tipo raro de câncer de olho.

“É raro ver taxas de resposta tão boas no estágio inicial de ensaios clínicos, pois seu objetivo principal é testar a segurança do tratamento, e envolve pacientes com câncer muito avançado para os quais os tratamentos atuais pararam de funcionar”, afirmou.

“Estou ansioso para ver se vamos continuar a ver benefícios à medida que tratamos um número maior de pacientes”.

Não é a primeira vez que cientistas usam um vírus para combater o câncer. O NHS, sistema de saúde público do Reino Unido, aprovou um tratamento baseado no vírus do resfriado, chamado T-Vec, para câncer de pele avançado há alguns anos.

Harrington chama o RP2 de uma versão turbinada do T-Vec.

“Teve outras modificações no vírus para que, ao entrar nas células cancerígenas, efetivamente assine sua sentença de morte”.

Marianne Baker, da organização Cancer Research UK, disse que as descobertas encorajadoras podem mudar o curso do tratamento do câncer.

“Os cientistas descobriram que os vírus podem ajudar a tratar o câncer há 100 anos, mas tem sido um desafio aproveitá-los com segurança e eficácia.”

“Esta nova terapia viral se mostrou promissora em um teste inicial de pequena escala — agora precisamos de mais estudos para descobrir como funciona.”

“A pesquisa sugere que combinar vários tratamentos é uma estratégia poderosa, e terapias de vírus como esta podem se tornar parte do nosso kit de ferramentas para vencer o câncer”.

Brasil corre risco muito alto de reintrodução da poliomielite, diz Opas

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) disse nesta quarta-feira (21) que Brasil, República Dominicana, Haiti e Peru correm um risco muito alto de reintrodução da poliomielite, em meio à queda na cobertura regional de vacinação contra a doença para cerca de 79%, o menor desde 1994.

Atualmente, o Brasil está em campanha de vacinação contra a doença e, diante da baixa adesão, o Ministério da Saúde prorrogou a iniciativa até 30 de setembro. O prazo inicial da campanha que começou em 8 de agosto era até a sexta-feira (9).

A campanha nacional contra a pólio busca alcançar crianças menores de 5 anos que ainda não foram vacinadas com as primeiras doses do imunizante (que é aplicado as 2, 4 e 6 meses de idade, via injeção intramuscular) e incentivar a aplicação da dose de reforço, que acontece por meio da conhecida gotinha.

A doença, também chamada de paralisia infantil, tem certificado de erradicação no país desde 1994, mas a baixa cobertura vacinal nos últimos anos preocupa especialistas.