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Michelle deixa de seguir enteados e publica versículos em meio à crise na família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto — Foto: Montagem / g1

Apesar do pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à madrasta e da tentativa do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, de estancar a crise provocada pelo vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o conflito na família do ex-presidente Jair Bolsonaro segue movimentando as redes sociais.

Michelle já não segue mais os enteados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Eduardo, por sua vez, ainda acompanha a madrasta no Instagram, mas passou a republicar, em seu perfil no X, conteúdos com críticas a ela.

O deputado cassado compartilhou a defesa da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, que descreveu o marido como “leve, respeitoso e carinhoso”.

Eduardo também repostou um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, no qual ele acusa Michelle de fazer “birra” por não ter sido escolhida como sucessora de Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto.

O ex-deputado e a madrasta mantinham uma relação próxima. Em janeiro de 2025, os dois chegaram a viajar juntos aos Estados Unidos para a posse do presidente norte-americano Donald Trump.

No vídeo que publicou na quarta, Michelle faz uma menção a quem atua contra ela do exterior, uma clara referência a Eduardo Bolsonaro.

Michelle chegou a atribuir a esse núcleo publicações que a citam sem o sobrenome Bolsonaro, apenas com o de solteira: Michelle Firmo.

Com Carlos, o desgaste é mais antigo. Em março deste ano, durante uma entrevista, Michelle disse ter perdoado o vereador pelos conflitos antigos, mas descartou qualquer reaproximação:

“Já perdoei, mas não quero conviver“, disse, na época.

A mãe dos três irmãos, Rogéria Bolsonaro, publicou uma mensagem compartilhada por Eduardo, Carlos e Flávio — que continua sendo seguido por Michelle e está no centro das tensões:

“Eu sei os homens que criei, dignos e honrados. Venceremos!“, escreveu.

Trechos bíblicos

Na última quinta (25), no fim do dia, Michelle compartilhou um trecho bíblico sobre o “falso testemunho” não ficar impune.

Na sexta (26), foi a vez de Fernanda Bolsonaro publicar um versículo de Provérbios sobre a “testemunha falsa que profere mentiras” e “o que semeia contendas entre irmãos”:

“Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” (Provérbios 6:16–19).

Miguel Coelho confirma pré-candidatura ao Senado: “O resto é papo furado”

Miguel Coelho (UB)/Foto: Divulgação

Após Eduardo da Fonte (PP) oficializar a pré-candidatura ao Senado pela federação União-PP, com respaldo do senador Ciro Nogueira, Miguel Coelho (União) usou as redes sociais para reafirmar o seu nome na disputa também ao Senado. Por meio de um vídeo, o ex-prefeito de Petrolina disse que a pré-candidatura está mantida porque se trata de um “projeto que foi construído a muitas mãos”.

“Faço parte da federação União Progressista, que é composta por dois grandes partidos: PP e União Brasil. Duas legendas independentes, mas que caminham juntas. Sem nenhum tipo de imposição”, ressaltou.

Em outro trecho do material, Miguel Coelho salienta que, no estatuto da federação, as decisões devem ser unânimes nos estados, o que não ocorreu em Pernambuco. Nesse contexto, caberá à executiva nacional decidir sobre as candidaturas majoritárias.

“O resto é papo furado. O momento de definição será nas convenções e sob a liderança da governadora Raquel Lyra. Estamos firmes em nossa caminhada ao Senado, com a força do povo pernambucano ao nosso lado para ganharmos as eleições e reeleger a governadora Raquel”, finalizou.

Após terremotos, FAB resgata 13 brasileiros que estavam na Venezuela

Ajuda humanitária sendo enviada pelo governo brasileiro à Venezuela — Foto: Força Aérea Brasileira (FAB)

O governo federal informou que resgatou 13 brasileiros que estavam na Venezuela durante o terremoto que atingiu o país na quarta-feira (24). Os cidadãos foram levados de avião de Caracas, capital venezuelana, para o Rio de Janeiro pela Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o governo, os brasileiros procuraram a embaixada na capital venezuelana, tendo em vista o fechamento do aeroporto comercial de Caracas. Eles retornaram ao país na mesma aeronave que levou ajuda humanitária à Venezuela e retornaria vazio ao Brasil. O avião chegou ao Brasil na manhã deste domingo.

Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

O número de mortos pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira subiu para 1.450, informou neste domingo (28) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

“O número de mortos chegou a 1.450“, disse Rodríguez em um pronunciamento televisionado, apresentando os dados mais recentes sobre o duplo terremoto que deixou um rastro de devastação e morte em todo o país, particularmente em La Guaira, cidade próxima a Caracas.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, país que tem fronteira com a Venezuela, informou que dois cidadãos do país — um homem e uma mulher — morreram na tragédia.

O governo anunciou que presta assistência consular aos familiares.

Segundo familiares, uma das vítimas é Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, moradora do Distrito Federal. Ela vivia havia cerca de dois meses na Venezuela e estava em La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores.

A outra vítima brasileira é o pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. De acordo com a família, ele foi atingido pelo desabamento de uma parede enquanto tentava se proteger com a esposa. Os dois chegaram a ser resgatados, mas Romildo não resistiu.

As Nações Unidas estimam que cerca de 50.000 pessoas estejam desaparecidas.

Também segundo Rodríguez, 774 prédios foram danificados, incluindo 189 que desabaram. O número oficial de feridos na tragédia subiu para 3.150.

Caso Dark Horse: empresa ligada a filme tem sócio envolvido com o PCC

Alex Leandro está preso, acusado do assassinato de Maria Katiane Gomes (E) /Reprodução/Isstagram/@katiane.gomes14

O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como “Escorpião do PCC” — apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como integrante da facção criminosa —, é sócio da empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para um projeto de instalação de Wi-Fi na periferia de São Paulo. O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil paulista sobre o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto apontam para um esquema de superfaturamento que chega a 230%. O acordo principal, orçado originalmente em R$ 108 milhões — com apurações indicando que as cifras totais podem atingir R$ 157 milhões —, previa a instalação de 5 mil pontos de internet sem fio (Wi-Fi) na capital paulista.

No entanto, a auditoria identificou uma discrepância severa nos valores: enquanto a estatal Prodam cobrava R$ 306 mensais por ponto de conexão, o ICB recebia uma taxa fixa de R$ 1.800 pelo mesmo serviço. Além das distorções de preço, a execução do contrato apresentou graves falhas e indícios de fraude. Das 5 mil antenas contratadas, a entidade instalou apenas 3,2 mil. Em um dos episódios mais críticos detalhados pelos investigadores, o município desembolsou R$ 2,7 milhões pela manutenção de 128 pontos de conexão, pagando por 12 meses de prestação de serviço que, na realidade, durou apenas dois meses. Segundo a polícia, o custo efetivo dessa operação deveria ter sido de somente R$ 273 mil.

O rastreamento do dinheiro revelou ainda que R$ 12 milhões do montante total do contrato foram repassados à empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., de propriedade de Alex Leandro. Até dezembro de 2025, a empresa já havia recebido mais de R$ 3,8 milhões desse total. A principal hipótese com a qual a polícia trabalha é que parte dos recursos desviados dos cofres públicos paulistanos tenha sido direcionada para o financiamento e custeio da produção de Dark Horse.

Histórico criminal

Investigado no esquema de desvios, Alex Leandro possui um extenso histórico criminal que soma mais de 60 processos judiciais. Entre seus antecedentes constam três condenações por roubo e uma por extorsão mediante sequestro, crime que envolveu um sobrinho do político Eduardo Suplicy.

Devido a essas sentenças, ele cumpriu 13 anos de pena em regime fechado, período em que passou por penitenciárias de segurança máxima que abrigam a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), como a unidade de Presidente Venceslau. A possível ligação com a organização criminosa também é reforçada por relatos de vizinhos, que gravaram um vídeo no qual Alex afirmava possuir o “escorpião do PCC”, expressão apontada pelas apurações como um provável código ou símbolo do grupo.

Atualmente, Alex Leandro cumpre prisão preventiva e é réu pelo crime de feminicídio. Ele é acusado do assassinato de sua companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. O crime ocorreu em novembro de 2025, quando a jovem morreu após cair do 10º andar de um edifício residencial no bairro Vila Andrade, na Zona Sul de São Paulo.

De acordo com as investigações, imagens capturadas pelo sistema de segurança do prédio mostram Alex Leandro agredindo e arrastando a vítima pelo pescoço momentos antes da queda que resultou na morte.

Blindagem

As apurações também revelaram indícios de manobras administrativas para omitir a participação de Alex Leandro no negócio e blindar a empresa após o crime. Nos primeiros contratos firmados com o ICB, o suspeito assinou os documentos utilizando apenas o primeiro nome, “Alex”, omitindo seu sobrenome, número de CPF ou RG.

Posteriormente, em dezembro de 2025, logo após a repercussão da denúncia do feminicídio, a empresa Favela Conectada passou por uma reformulação: mudou sua razão social para Urban Connect e teve seu controle transferido para o nome de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, que, segundo as investigações, reside no mesmo endereço de Alex. As partes envolvidas não haviam se manifestado até o fechamento desta reportagem.

Flávio diz que crise com Michelle é “página virada”

O pré-candidato à Presidência pelo PL e senador, Flávio Bolsonaro (RJ), disse nesta sexta-feira (26) que a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é uma “página virada”. Em conversa com jornalistas antes de uma romaria no estado de Goiás, o congressista afirmou que estava usando uma camisa branca “da paz”.

Perguntado se havia falado com Michelle, ele não respondeu e disse que havia visitado seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Visitei meu pai hoje, estava bem. O estado de saúde dele é difícil, mas está indo. [Caso com a Michelle] já é página virada, hoje vim com uma camiseta branca da paz aqui, vamos caminhar!“, afirmou o senador.

Em vídeo publicado nas redes na quarta (24), Michelle Bolsonaro disse ter levado uma “punhalada” e decidiu expor publicamente o atrito que vive há meses com Flávio.

Em aproximadamente 26 minutos de fala em duas postagens nas redes, Michelle discorreu sobre uma série de situações e, especialmente, sobre as articulações estaduais do PL no Ceará.

Ela também criticou Flávio Bolsonaro por apoiar, juntamente com o deputado André Fernandes (PL-CE), uma aliança com Ciro Gomes (PSDB), enquanto defende que o PL apoie Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual no primeiro turno.

Flávio passou a manhã em Brasília e chegou a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em casa — por conta da prisão domiciliar. Inicialmente, a chegada de Flávio ao ponto de concentração da romaria estava prevista para às 17h. No entanto, ele foi chegar somente por volta das 18h10.

Flávio cumprimentou apoiadores em um posto de gasolina que serviu de ponto de encontro, falou brevemente com jornalistas e, em seguida, começou a caminhada mais de 4 horas ao lado do grupo ao longo da rodovia GO-060, que conta com um corredor específico para os romeiros.

Durante a romaria, ele postou vídeo nas redes sociais mostrando a caminhada e citou versículos do livro de Provérbios, da Bíblia.

Em Trindade, Flávio deverá visitar o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno.

Ministros votam para liberar penduricalhos adquiridos antes de restrição

Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal)

Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apresentaram voto conjunto nesta sexta-feira (26) para permitir o pagamento de verbas indenizatórias adquiridas antes da decisão da Corte que limitou os chamados “penduricalhos” no Judiciário.

Pelo entendimento dos ministros, podem ser pagos os valores referentes a férias, licenças-prêmio e plantões judiciais acumulados antes do julgamento. Os pagamentos, no entanto, devem respeitar o limite de 35% do subsídio do magistrado ou membro do Ministério Público para o conjunto das verbas indenizatórias.

O voto determina ainda que o corregedor nacional de Justiça apresente, em até 30 dias, uma relação das verbas e gratificações pagas antes da decisão do STF cuja legalidade já tenha sido verificada. Após análise e referendo do plenário da Corte, esses pagamentos poderão ser retomados.

O STF começou a analisar, em plenário virtual, mais de 20 recursos apresentados contra a decisão que estabeleceu limites para o pagamento desses benefícios. Por se tratar de um voto conjunto, o placar já começou em 4×0 a favor do entendimento dos ministros. Para formar maioria, são necessários ao menos seis votos. O julgamento segue aberto até a próxima terça-feira (30).

Os recursos questionam a tese aprovada pelo STF em março. Na ocasião, a Corte decidiu que as verbas indenizatórias pagas a magistrados e membros do Ministério Público não podem ultrapassar 35% do subsídio dos ministros do Supremo, hoje em R$ 46.366,19. O limite corresponde a cerca de R$ 16,2 mil em adicionais.

Na mesma decisão, o STF autorizou a criação da chamada Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), um adicional concedido com base no tempo de exercício na carreira jurídica. Na prática, a combinação dos benefícios pode elevar os rendimentos em até cerca de 70% acima do teto constitucional.

No voto apresentado nesta sexta, os ministros reavaliaram alguns pontos da tese. Além de liberar parte dos penduricalhos, eles defenderam a implantação imediata da parcela por tempo de antiguidade, sem necessidade de pedido dos interessados. Segundo o voto, os tribunais e os Ministérios Públicos deverão definir os critérios para a contagem do tempo de atividade jurídica até que uma norma conjunta do CNJ e do CNMP regulamente o tema.

Os ministros também argumentaram a favor o recebimento simultâneo da nova parcela por antiguidade com vantagens pessoais adquiridas antes de 2006, desde que o mesmo período de atividade jurídica não seja utilizado para calcular os dois benefícios.

No entanto, quanto ao pagamento de auxílio-alimentação, auxílio-creche, assistência pré-escolar e benefícios semelhantes como verbas indenizatórias, os ministros mantiveram a proibição.

Eduardo Bolsonaro posta críticas a Michelle e elogios a Flávio após crise familiar

Eduardo Bolsonaro /(SAUL LOEB / AFP)

Eduardo Bolsonaro não fez nenhuma declaração direta sobre os vídeos em que Michelle Bolsonaro acusa o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de humilhação. Nas redes sociais, porém o ex-deputado dedicou a quinta-feira (25), a republicar conteúdos que questionam as motivações da madrasta e reforçam a imagem do irmão como candidato presidencial.

Em uma das publicações, Eduardo compartilhou link para um vídeo com o título: “Dossiê: Michelle – As Notícias Desmentem”. O ex-deputado autoexilado disse na postagem: “Sempre fazendo uma viagem ao passado para compreender o presente“. Na gravação, um youtuber acusa a ex-primeira-dama de não apoiar a pré-candidatura de Flávio à presidência, de dificultar o acesso de filhos e aliados ao ex-presidente durante a prisão domiciliar e de agir por interesses pessoais em vez de priorizar a derrota do PT.

Eduardo republicou ainda um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, que vive nos Estados Unidos enquanto enfrenta processo de extradição solicitado pelo Brasil. Ramagem afirmou que Michelle “trouxe um assunto de sete meses atrás para prejudicar Flávio” e que a ex-primeira-dama “faz birra” por não ter aceitado a decisão do marido sobre a candidatura.

Os aliados e o próprio Flávio tentam retratar os vídeos de Michelle como resultado de uma decisão impulsiva, motivada pelo emocional. O próprio Flávio reforçou essa leitura. “Toda nossa família está passando por um momento muito difícil. Entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça”, disse o senador. “Eu também sofro, mas sigo firme“, afirmou.

Nos vídeos que geraram a crise, Michelle afirmou sofrer ataques diários coordenados por um grupo dos Estados Unidos, onde Eduardo, Ramagem e outros bolsonaristas estão exilados.

Eduardo também dedicou o feed a postagens em defesa do irmão. Republicou Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, que descreveu o marido como “leve, respeitoso, carinhoso e pai dedicado”.

A republicação de uma fala do jornalista Claudio Dantas seguiu na mesma direção. Afirmou que Michelle esperava de Flávio “uma reação agressiva, juvenil” e que o senador respondeu com ‘empatia e humildade, dignas de uma liderança madura”. Já a apoiadora Claudia Aker classificou o vídeo de Flávio como “impecável, inteligente e agregador” e disse que o senador “merece ser o próximo presidente do Brasil”.

Antes da crise, ainda na terça-feira, 23, Eduardo Bolsonaro alfinetou Michelle. Em resposta a aliados que debatiam a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, escreveu: “Obrigado @jairbolsonaro e @andrefernm [André Fernandes, líder do PL cearense] por fazerem um trabalho sério e com inteligência. Não se faz política com o fígado”.

A frase foi uma provocação à madrasta, que se opõe publicamente à composição com Ciro Gomes.

Fora da crise familiar, Eduardo também comentou a vitória de Keiko Fujimori na eleição presidencial do Peru, celebrando o resultado como uma vitória da direita. E compartilhou sobre sua ida ao jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo. O ex-deputado transformou sua ida ao jogo em uma provocação ao filho de Lula.

Jaques Wagner diz a jornal que reclamou a Lula de ‘patacoada’ da PF

O senador Jaques Wagner./Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a Polícia Federal (PF) fez uma “patacoada” na operação de busca e apreensão contra ele e disse ter conversado a respeito da “narrativa” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorreram ao jornal Folha de S.Paulo, em entrevista publicada nesta sexta-feira, 26.

Em 18 de junho, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal no âmbito do caso do Banco Master. A PF suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Ao jornal, Wagner afirmou que disse a Lula que houve “espetacularização” e “patacoada” na operação.

“Falei. ‘Estão tentando fazer uma narrativa para botar no meu colo algo que não existe’. O senador disse também: “Não quero proteção, quero correção. Seguramente abriram o envelope do Senado onde estavam minhas diárias, botaram lá na caminha e fotografaram. Eu disse para ele (Lula) que era muito ruim que a Polícia Federal transformasse uma investigação em espetacularização”.

Em outro trecho da entrevista, Wagner declarou: “Questiono a exposição absolutamente inconveniente e não determinada pelo magistrado que preside a ação. Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato. Se a Polícia vai continuar nesse tipo de espetacularização, eu acho que o chefe da Polícia Federal tem que tomar conta”.

O petista acrescentou: “Eu não estou pedindo que não me investiguem, só estou dizendo para não fazer a patacoada que fazem. Aquela foto foi para tudo que é capa de jornal. Eu acho que isso é condenação a priori“. Em relação à operação em si, o parlamentar disse que “construíram uma tese” e que “não vão provar’.

“Acham que a empresa foi construída para me servir e vão correr atrás de provar essa tese“, disse. “Porque o outro lado diz o tempo todo: ‘Tudo começou na Bahia’. Eu vou repetir: nada começou na Bahia. Quem viabilizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e seu Banco Central. Se foi errado, se foi certo, só estou dizendo o seguinte: só foi concretizado o Banco Master no governo Bolsonaro”.

Wagner frisou que não é Lula quem está sendo atacado, mas, sim, ele mesmo. O senador admitiu ter conhecido Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, na época da negociação do Credcesta, cartão de benefício consignado criado na Bahia em 2018. O cartão foi operado pelo Banco Master.

“Quando privatizamos a Cesta do Povo, em 2018, o cartão foi junto. Não existia (Daniel) Vorcaro, não existia Master. O banco virou sócio do Augusto Lima em 2019, se não me engano“, disse Wagner.

Em relação à decisão de se afastar da liderança do governo no Senado, anunciada na quarta-feira, 24, o parlamentar declarou: “Era importante ter uma conversa pessoal com o presidente. Quando ele me ligou, no dia do episódio, foi primeiro para se solidarizar, e, depois, perguntar se era bom continuar ou não. Eu disse que minha cabeça era não entregar (o cargo), mas ontem (quarta-feira, 24) fui lá conversar”.

Wagner acrescentou: “Ele (Lula) disse que me conhecia há 48 anos mas que construíram uma história que eu teria que desmontar e questionou se eu teria cabeça para fazer as duas coisas (a defesa e a liderança). Então, decidi me afastar“. O petista foi substituído pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) na liderança do governo no Senado.

Tarifaço: Marco Rubio responde Flávio Bolsonaro com carta oficial

Carta oficial de Rubio a Flávio Bolsonaro (Reprodução/Redes Sociais)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma correspondência oficial sobre a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Um dia após o anúncio da medida, Flávio disse ter mandado uma carta pedindo ao secretário que os EUA desistissem das taxas.

O “novo tarifaço” foi proposto com a conclusão de uma investigação americana sobre práticas comerciais do Brasil, conduzida pelo Escritório Comercial americano (USTR). Antes da adoção da ação, o USTR abriu consulta pública e audiência pública sobre o tema, em que Flávio se inscreveu para participar.

A carta de Rubio foi endereçada ao gabinete do senador e data da última terça-feira (23). “Como o senhor observou, o Embaixador Jamieson Greer, Representante Comercial dos Estados Unidos, anunciou em 1º de junho de 2026 sua conclusão de que certos atos políticas e práticas do Brasil são irrazoáveis ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA“, afirmou o secretário, reforçando que a investigação foi uma “determinação específica” do presidente Donald Trump.

O chefe da diplomacia norte-americana afirmou que há “diferenças substanciais” no entendimento das duas nações sobre setores considerados estratégicos. Ele menciona taxas sobre o comércio digital; práticas de pagamentos eletrônicos (referindo-se ao Pix); tratamento tarifário preferencial abusivo; medidas anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O secretário reforçou que “quaisquer partes interessadas” podem participar da consulta pública sobre as tarifas e afirmou que os EUA querem ver um Brasil “próspero, seguro e economicamente estável“.

Além dos tópicos econômicos, a carta registrou um agradecimento à recente agenda cumprida por Flávio Bolsonaro em Washington. Na ocasião, Flávio disse ter pedido para que os EUA classificassem facções criminosas brasileiras como terroristas.

“Aprecio profundamente seu apoio à decisão do nosso governo de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Globais Especialmente Designadas e Organizações Terroristas Estrangeiras nos termos da legislação dos Estados Unidos“, escreveu Rubio.

“Nós notamos seu entusiasmo a respeito das eleições de outubro e o sua oferta generosa de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso você seja eleito. Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro“, afirma o comunicado.

Na carta enviada a Rubio no início do mês, Flávio afirma que “a imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro.”

“Portanto, escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil“, disse o senador no documento.

Nesta terça-feira, ele informou que se inscreveu para “defender o Brasil” e participar da audiência pública sobre a proposta de tarifa, promovida em 6 de julho. A assessoria do pré-candidato à Presidência divulgou requerimento oficial de inscrição USTR para um depoimento oral em inglês e pessoalmente como testemunha, por cinco minutos.

Como mostrou o Estadão, o governo Lula não enviará representante por entender que o encontro será feito para ouvir entidades que seriam afetadas pelas novas tarifas, como organizações e empresas. A atuação do governo está sendo feita no grupo de trabalho que discute a situação tarifária entre os países, criada após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump na Casa Branca, em maio.

Fachin determina Mendonça como relator de investigação de Flávio no caso ‘Dark Horse’

Ministro André Mendonça, do STF, avaliará se mantém ou não o rigoroso sigilo imposto pelo ex-relator Dias Toffoli às investigações sobre o Master/Gustavo Moreno/SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu que cabe ao ministro André Mendonça relatar o pedido de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso “Dark Horse”. Mendonça ficará responsável por analisar a notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que pede a apuração de uma suposta ligação entre o financiamento do filme Dark Horse pelo Banco Master, a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro e a permanência do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro nos EUA com recursos do filme.

O pedido foi protocolado após reportagem do Intercept Brasil revelar que Flávio Bolsonaro pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.

Segundo a notícia-crime, cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a um fundo ligado a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A suspeita levantada pelo petista é de que os recursos tenham sido utilizados para financiar a atuação de Eduardo contra autoridades brasileiras.

Inicialmente, a notícia-crime foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes porque Lindbergh Farias pediu a ampliação do escopo do inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro, do qual Moraes é relator, para incluir também a conduta de Flávio.

Antes de decidir sobre o pedido, porém, a questão foi submetida ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, por envolver eventual redistribuição do caso.

Fachin solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, em parecer apresentado na segunda-feira, 22, defendeu a redistribuição da notícia-crime ao ministro André Mendonça.

Para a PGR, os fatos narrados guardam maior relação com a investigação sobre o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, da qual Mendonça já é relator.

Fachin acolheu esse entendimento e determinou a redistribuição do caso.

Na decisão, Edson Fachin afirmou que “as circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção, ao ministro André Mendonça”.

Segundo o presidente do STF, “os episódios que são referidos nesta comunicação de crime coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria do ministro“, o que justifica a concentração da apuração no mesmo gabinete.

Mendonça nega prisão domiciliar a Vorcaro e ordena transferência para Papudinha

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4/3) e transferido para a penitenciária federal na capital
/Reprodução/Redes Sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça indeferiu, nesta quinta-feira (25), o pedido de conversão da prisão preventiva em domiciliar feito pelo investigado Daniel Vorcaro — dono do Banco Master. A decisão determina que Vorcaro seja transferido no prazo de 24 horas da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19° Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

O magistrado fundamentou a manutenção da segregação cautelar na necessidade de mitigar riscos de interferência na colheita de provas e na continuidade de estratégias de ocultação e blindagem patrimonial.

Já Vorcaro havia justificado seu pedido na alegação de que estaria reformulando sua proposta de colaboração premiada e que a custódia domiciliar (em São Paulo ou Brasília) seria necessária para garantir sua segurança e a de sua família.

As autoridades rebateram os argumentos apresentados. A Polícia Federal (PF) informou que as negociações para o acordo de colaboração premiada foram oficialmente encerradas no dia 10 de junho.

No âmbito investigativo, a corporação aponta que o pai de Daniel, Henrique Moura Vorcaro, continua gerindo os interesses patrimoniais do grupo econômico sob apuração, com elementos recentes indicando movimentações financeiras compatíveis com estratégias de blindagem ou deslocamento de patrimônio.

Alinhada a esse entendimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ressaltou que a prisão já havia sido referendada pela Segunda Turma do STF e que, até o momento, não surgiram fatos novos que justificassem a soltura.

Detalhes operacionais

A decisão buscou estabelecer um equilíbrio entre a segurança do preso e a eficiência da investigação. A PF havia alegado dificuldades operacionais para manter o custodiado em suas dependências por tempo prolongado, enquanto a alocação em uma cela comum foi descartada devido ao risco concreto à integridade física de Vorcaro, dada a natureza do caso e a forte exposição midiática.

Como existem outros investigados da Operação Compliance Zero detidos na mesma unidade prisional, o ministro determinou a absoluta incomunicabilidade entre eles para preservar a higidez das investigações. Diante disso, a direção da Papudinha deverá informar imediatamente ao juízo qualquer episódio de ameaça, coação ou tentativa de interferência entre os presos vinculados à referida operação.

AGU envia à Itália defesa de extradição de Carla Zambelli

Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL)/Igo Estrela/Metrópoles

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta quinta-feira (25) à Justiça da Itália uma manifestação na qual defende a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil.

No documento, que foi entregue à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano, o governo brasileiro assumiu os compromissos internacionais de praxe nos casos de cooperação jurídica internacional.

“A posição do Estado brasileiro observa os parâmetros estabelecidos pelo Tratado de Extradição celebrado entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana, bem como pelas normas internacionais aplicáveis à cooperação jurídica em matéria penal”, declarou o órgão.

Nas próximas semanas, o tribunal italiano deve julgar novo pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada.

Perseguição armada

O caso envolve a segunda condenação de Zambelli. Em agosto do ano passado, o plenário da Corte condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

Zambelli foi acusada de perseguir o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após ex-deputada e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Por ter dupla cidadania, a ex-parlamentar deixou o Brasil antes da execução da pena.

Primeira condenação

No mês passado, Zambelli foi libertada na Itália, após a Corte de Cassação negar outro pedido do governo brasileiro para extraditá-la.

O caso trata da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, pela qual a Primeira Turma condenou a ex-deputada a 10 anos de prisão.

Valdemar, após crise de Flávio e Michelle: “Admiro os que defendem aquilo que acreditam”

Valdemar Costa Neto, presidente da Executiva Nacional do Partido Liberal/Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se manifestou nesta quinta-feira (25) em relação à crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira (24), a ex-primeira-dama publicou um vídeo no qual diz que o senador a “desrespeitou” e “humilhou”. Na nota, Valdemar diz que vai conversar pessoalmente com os dois, mas que admira os que defendem o que acreditam.

“Michelle e Flávio conhecem muito bem nosso presidente Bolsonaro e sabem do grande respeito que ele tem às convicções e aos pensamentos individuais, e isso se tornou um dos princípios mais valiosos do nosso partido. É essa autenticidade que nos conecta com o povo brasileiro e fortalece nossa atuação política”, disse Valdemar.

Na nota, o presidente do PL ainda afirma que “a liberdade para expressar o que se pensa, o que se sente e no que se acredita é a verdadeira essência da democracia”.

“Divergências fazem parte de qualquer ambiente vivo, plural e comprometido com ideias. Elas não nos enfraquecem; ao contrário, nos tornam mais maduros e mais preparados para os desafios que enfrentamos“, destaca, completando:

“O mais importante é que, ao final de qualquer debate, permanecem intactos os valores e princípios que nos unem: a defesa da liberdade, o respeito às diferenças e a convicção de que cada pessoa deve ter o direito de ser exatamente quem é“.

Valdemar Costa Neto ainda afirma que irá conversar pessoalmente com os dois envolvidos. “Assim que falar pessoalmente com os dois irei me manifestar publicamente, mas já adianto que admiro a coragem dos que defendem aquilo que acreditam. O PL segue focado em retirar esse governo que está aí e devolver o Brasil aos brasileiros, e nada será capaz de nos tirar desse foco“.

Após o vídeo de Michelle, Flávio Bolsonaro publicou uma carta aberta em resposta à ex-primeira-dama. O senador disse ainda que tentou convidar a ex-primeira-dama para participar de uma reunião com as lideranças femininas conservadoras, mas que ela nem atendeu a ligação nem respondeu a mensagem.

“Fiz mais um gesto não correspondido”, enfatizou.

Nesta quinta, Michelle fez uma nova publicação, dizendo que não há briga e que não tem raiva de ninguém.

Silvio Costa Filho é o novo líder da maioria na Câmara dos Deputados

Ex-ministro Silvio Costa Filho/Divulgação

O ex-ministro e deputado federal, Silvio Costa Filho (Republicanos), foi escolhido como o novo líder da maioria na Câmara dos Deputados. A indicação vem cerca de dois meses após o parlamentar deixar o Ministério de Portos e Aeroportos. A partir dessa deliberação, Silvio Costa Filho passa a comandar, já na próxima semana após a reunião de líderes, um bloco suprapartidário formado por quase 300 parlamentares.

Ao falar sobre a indicação, o ex-ministro destacou a confiança recebida dos deputados, como também do presidente da Câmara, Hugo Motta. “Recebo essa missão com muita gratidão e senso de responsabilidade. Quero agradecer ao presidente Hugo Motta e aos deputados e deputadas pela confiança na nossa indicação para liderar a Maioria na Câmara. Vamos trabalhar com diálogo, equilíbrio e compromisso com o Brasil”.

Segundo o parlamentar, ao se tornar o novo líder da maioria na Câmara, pretende atuar mediante o consenso. Ainda conforme Silvio Costa Filho, a finalidade é garantir o avanço de pautas às quais são consideradas como prioritárias para o desenvolvimento do país.

“Nosso compromisso será o de construir pontes entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, promover o entendimento entre as diferentes correntes políticas e trabalhar para avançar em pautas importantes para o Brasil. O diálogo será sempre o nosso principal instrumento para ajudar o país a crescer, gerar oportunidades e melhorar a vida da população”, salientou.

Brasil coloca equipes de saúde e insumos à disposição da Venezuela

Até o momento, dados oficiais registram 164 mortos e 970 feridos/REUTERS/MAXWELL BRICENO /PROIBIDA REPRODUÇÃO

O Ministério da Saúde do Brasil está em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde para o país vizinho, afetado por fortes terremotos de 7.2 e 7.5 na escala ritcher nessa quarta-feira (24).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que manteve contato com o Ministério da Saúde da Venezuela para definir o envio de ajuda ao país.

“Desde ontem pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a OPAS [Organização Pan-americana de Saúde] e Ministério da Saúde do nosso país vizinho colocando-nos a disposição para qualquer ação humanitária”, disse o ministro, em uma rede social.

A assessoria do ministério completou que ainda não houve pedido oficial de ajuda da Venezuela.

A OPAS, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), tem atuado na Venezuela na resposta ao terremoto. O chefe da instituição, Jarbas Barbosa, disse que está trabalhando com as autoridades do país caribenho.

“A OPAS na Venezuela está trabalhando com as autoridades de saúde, enquanto o Centro de Operações de Emergência em Washington apoia a resposta e coordena com a ONU e parceiros para atender às necessidades urgentes”, comentou Barbosa.

Até o momento, dados oficiais registram 164 mortos e 970 feridos. Porém, projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam para probabilidade de dezenas de milhares de vítimas, com perda econômica de 1 a 7% do Produto Interno Bruto (PIB).

O terremoto levou chefes de Estado de todo o mundo se solidarizar com a Venezuela, prometendo o envio de ajuda ao país sul-americano.