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Israel aprova plano de Netanyahu para assumir controle da cidade de Gaza

Israel aprova plano de Netanyahu para assumir controle da cidade de Gaza |  CNN Brasil

Após quase 10 horas de votação, o gabinete de segurança de Israel aprovou, na sexta-feira (8) no horário local, o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza.

O Gabinete de Segurança aprovou a proposta do primeiro ministro para derrotar o Hamas”, confirmou o gabinete em um comunicado. “As IDF (Forças de Defesa de Israel) se prepararão para a tomada da Cidade de Gaza, garantindo ao mesmo tempo o fornecimento de ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate.”

Mais cedo, o premiê afirmou em entrevista à FoxNews que pretendia assumir o controle militar de Gaza e, eventualmente, entregá-la a forças árabes, que a “governariam adequadamente“. Ele negou que Israel quer manter controle sobre Gaza e governá-la.

Não queremos mantê-la. Queremos ter um perímetro de segurança. Não queremos governá-la. Não queremos estar lá como um órgão governamental“, pontuou.

A declaração aconteceu pouco tempo antes da votação do gabinete de segurança israelense sobre a reocupação total de Gaza.

A medida surge após o fracasso nas negociações de cessar-fogo com o Hamas. No último final de semana, o grupo palestino divulgou vídeos de reféns fracos e desnutridos, gerando protestos e reações das famílias israelenses.

O grupo palestino se pronunciou nesta quinta-feira (7) sobre o plano de Netanyahu chamando a iniciativa de “golpe” em meio às negociações de cessar-fogo.

Em um comunicado, o grupo palestino disse que os planos de Israel para expandir a ofensiva no enclave palestino mostram que o objetivo do premiê é sacrificar os próprios reféns para “servir seus interesses pessoais“.

Israel fará pausa das 10h às 20h todos os dias para facilitar ajuda humanitária em Gaza

Mulheres e crianças choram durante o funeral de palestinos mortos em ataques israelenses no sul da Faixa de Gaza no dia anterior, em frente ao Hospital Nasser em Khan Yunis, em 4 de julho de 2025. A agência de defesa civil de Gaza relatou que mais de 70 pessoas foram mortas em ataques israelenses na Faixa de Gaza em 3 de julho, enquanto Israel expandia suas operações militares no território palestino sitiado, onde quase dois anos de guerra criaram condições humanitárias terríveis para a população de mais de dois milhões de pessoas. (Foto da AFP)

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram uma pausa tática em suas ações na Faixa de Gaza para ampliar a entrada de ajuda humanitária no território. A suspensão começa neste domingo, 17, das 10h às 20h e deve ocorrer diariamente, até nova orientação. A medida segue diretrizes do escalão político, segundo nota da IDF.

A interrupção começará nas áreas onde a IDF não está operando: Al-Mawasi, Deir al-Balah e Cidade de Gaza.

No sábado, 26, o Exército israelense já havia informado que lançamentos aéreos de ajuda humanitária começariam. Rotas seguras também estarão em vigor para a passagem de comboios da ONU das 6h às 23h.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, vem sendo criticado por outros líderes e por organizações devido aos relatos de fome na Faixa de Gaza e à dificuldade que os interessados em enviar ajuda humanitária ao território têm enfrentado.

A IDF, em comunicado, afirma que apoiará os esforços humanitários juntamente com as operações contra organizações terroristas. “A IDF esta preparada para expandir a escala desta atividade conforme necessário“, concluiu o exército.

Israel anuncia abertura de corredores humanitários em Gaza

Crianças palestinas fazem fila para receber uma refeição quente em um ponto de distribuição de alimentos em Nuseirat, em 30 de junho de 2025. Após mais de 20 meses de conflito devastador entre Israel e o movimento militante islâmico Hamas, grupos de direitos humanos afirmam que a população de Gaza, de mais de dois milhões de pessoas, enfrenta condições semelhantes à fome. (Foto de Eyad BABA / AFP)/ AFP

O governo de Israel anunciou, neste sábado (26/7), a abertura de corredores humanitários para permitir a entrega de alimentos e medicamentos para a população que está na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito em meio à pressão internacional para que Israel permita a entrada de mais ajuda, em uma tentativa de evitar a crescente crise de fome.

Neste sábado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter permitido a retomada dos lançamentos áereos de ajuda humanitária, foram arremessados paletes de farinha, açúcar e alimentos enlatados.

Israel prometeu iniciar uma série de ações destinadas a melhorar a resposta humanitária na Faixa de Gaza, bem como declarou ter retomado o fornecimento de energia para uma usina de dessalinização em Gaza, que “iria abastecer cerca de 900.000 moradores”.

Israel ordena evacuação no centro de Gaza e amplia ações; 73 palestinos são mortos

Exército de Israel tomando posição do seu lado da fronteira em Gaza/ AFP

O Exército de Israel publicou novos avisos de evacuação para áreas do centro de Gaza neste domingo, 20, em uma das poucas áreas onde raramente operou com tropas terrestres. O abandono do local – onde muitas organizações internacionais que tentam distribuir ajuda estão localizadas – corta o acesso entre a cidade de Deir al-Balah e as cidades do sul de Rafah e Khan Younis.

O porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, alertou que o Exército atacará “com intensidade” contra terroristas e pediu que os residentes se dirijam à zona de Muwasi, um acampamento na costa sul de Gaza que Israel designou como uma zona humanitária.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, 73 pessoas foram mortas enquanto esperavam por ajuda humanitária em vários locais de Gaza neste domingo. O maior número de vítimas foi no norte de Gaza, onde pelo menos 67 palestinos foram mortos enquanto tentavam acessar ajuda que entrava no norte de Gaza através da passagem de Zikim para Israel, segundo o Ministério da Saúde e hospitais locais.

Em mensagem via Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informam que as tropas também estão expandindo atividades terrestres na região de Jabalia e operando contra organizações terroristas. “Até agora, centenas de locais de infraestrutura terrorista foram desmantelados, inúmeras armas foram localizadas e dezenas de terroristas foram eliminados”, cita.

No texto, as ofensivas são justificadas para proteger civis israelenses, e particularmente, os residentes das comunidades próximas à Faixa de Gaza.

O aumento da violência em Gaza por Israel acontece em um momento de expectativas para as negociações de cessar-fogo com o Hamas no Catar. Os mediadores, entretanto, dizem que não houve avanços nas conversas, que estão paralisadas há meses.

Ajuda humanitária

Além das 73 mortes divulgadas pelo Ministério da Saúde palestino mais de 150 pessoas ficaram feridas, algumas gravemente, segundo os hospitais. Não está claro se elas foram mortas pelo Exército israelense, por gangues armadas ou por ambos.

No entanto, algumas testemunhas disseram que o Exército israelense disparou contra a multidão. O Exército israelense não comentou.

O diretor do Hospital Shifa, Mohamed Abu Selmiyah, disse à Associated Press que, até a manhã de domingo, o hospital havia recebido 48 mortos e 150 feridos que buscavam ajuda de caminhões que deveriam entrar em Gaza pela passagem de Zikim, na fronteira norte entre Gaza e Israel. Ele confirmou que pelo menos 40 dos mortos foram vítimas de tiros.

No sul de Gaza, o hospital Nasser informou que 17 palestinos foram mortos e 69 ficaram feridos nos arredores dos locais de distribuição de ajuda na cidade de Rafah, no sul do país.

Acesso cortado

A área de Gaza sob a ordem de evacuação também é onde muitas organizações internacionais que tentam distribuir ajuda estão localizadas. As Nações Unidas têm entrado em contato com as autoridades israelenses para esclarecer se as instalações da ONU no sudoeste de Deir al-Balah estão incluídas na ordem de evacuação deste domingo, de acordo com um funcionário da ONU que falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a falar com a mídia.

O funcionário disse que, em ocasiões anteriores, as instalações da ONU foram excluídas das ordens de evacuação. O anúncio de evacuação se estende de uma área anteriormente evacuada até a costa e prejudicará seriamente o movimento de grupos de ajuda e civis em Gaza. O porta-voz militar Avichay Adraee alertou que o Exército atacará “com intensidade” os terroristas.

Ele pediu aos residentes, incluindo aqueles que estão abrigados em tendas, que se dirijam à área de Muwasi, um acampamento na costa sul de Gaza que o Exército israelense designou como zona humanitária. A população de Gaza, com mais de dois milhões de palestinos, está passando por uma crise humanitária catastrófica.

O Hamas desencadeou a guerra de 21 meses quando terroristas invadiram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 outras reféns. Cinquenta continuam detidas, mas acredita-se que menos da metade esteja viva. A ofensiva militar de Israel que se seguiu matou mais de 58 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que não informa quantos terroristas estão entre os mortos, mas diz que mais da metade dos mortos eram mulheres e crianças.

O ministério faz parte do governo do Hamas, mas é considerado pela ONU e por outras organizações internacionais como a fonte mais confiável de dados sobre vítimas. O Fórum das Famílias dos Reféns, uma organização de base que representa muitas das famílias dos reféns, condenou a ordem de evacuação e exigiu que Netanyahu e o Exército israelense explicassem o que esperam alcançar na área central de Gaza, acusando Israel de operar sem um plano de guerra claro.

Gaza soma mais 43 mortes, sem trégua à vista

Uma mulher palestina lamenta a morte de um parente em um ataque israelense noturno à escola Halima Saadiya, durante um funeral em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em 11 de julho de 2025. (Foto de BASHAR TALEB / AFP)/ AFP

Pelo menos 43 palestinos morreram neste domingo (13) na Faixa de Gaza em novos ataques israelenses, informou a Defesa Civil do enclave costeiro, enquanto as negociações indiretas entre Israel e o Hamas chegam a uma semana sem um acordo de trégua.

Os dois lados do conflito se acusam mutuamente de obstruir as negociações iniciadas em 6 de julho em Doha, mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos.

O objetivo é chegar a uma trégua que marque uma solução para mais de 21 meses de conflito e destruição.

Neste mesmo domingo, a Defesa Civil relatou outros 43 mortos em uma série de ataques israelenses em diferentes partes da Faixa de Gaza.

O porta-voz do corpo de resgate, Mahmoud Basal, afirmou que 10 pessoas, incluindo mulheres e crianças, morreram em ataques a um mercado na Cidade de Gaza (norte), enquanto um bombardeio no campo de deslocados de Al Mawasi, no sul, deixou três mortos.

Outro ataque israelense, desta vez envolvendo um drone, teria atingido um ponto de distribuição de água potável em uma área para deslocados perto do campo de refugiados de Nuseirat, matando 20 pessoas, incluindo dez crianças.

Fomos acordados pelo estrondo de duas grandes explosões. Vimos nosso vizinho, Abu Yihad al-Arbid, e seus filhos sob os escombros de sua casa bombardeada“, disse Khaled Rayan, morador de Nuseirat, à AFP.

O que digo a todos os negociadores é que o que está acontecendo conosco nunca aconteceu na história da humanidade (…). Já chega”, acrescentou Mahmoud al-Shami, outro morador da região.

Familiares das vítimas lamentaram suas mortes no hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah (centro), ao lado de corpos envoltos em lonas plásticas, segundo imagens da AFP.

A mesma cena pôde ser vista no hospital Al-Awda, em Nusseirat, onde corpos jaziam no chão, alguns cobertos de sangue.

Contatado pela AFP, o Exército israelense afirmou estar investigando as informações.

No entanto, disse em um comunicado que, nas últimas 24 horas, sua força aérea “atacou mais de 150 alvos terroristas em Gaza, incluindo terroristas, estruturas com armadilhas explosivas, depósitos de armas e bases de mísseis“.

A situação humanitária é catastrófica e a grande maioria da população do enclave, que tem mais de dois milhões de habitantes, foi forçada a se mudar mais de uma vez.

No sábado, sete agências da ONU alertaram em um comunicado conjunto que a escassez de combustível em Gaza atingiu “níveis críticos” e pode representar “um novo fardo insuportável para uma população à beira da inanição“.

Nesse contexto, um novo navio de ajuda humanitária partiu da Sicília para Gaza neste domingo, com ativistas pró-palestinos a bordo, em busca de “quebrar o bloqueio israelense” e ajudar a população sitiada.

O conflito começou com um ataque surpresa do movimento islamista palestino Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.219 mortos do lado israelense, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em fontes oficiais.

Os islamistas também sequestraram 251 pessoas naquele dia. Quarenta e nove permanecem reféns em Gaza, das quais 27 foram declaradas mortas pelo exército.

Ao menos 58.026 palestinos, a maioria civis, morreram nas operações de retaliação do Exército israelense em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

NEGOCIAÇÕES DIFÍCEIS

No sábado, uma fonte palestina próxima às negociações indicou que o Hamas rejeita “completamente” o plano israelense que, segundo ele, prevê a “manutenção de suas forças em mais de 40% da Faixa de Gaza“.

As negociações em Doha enfrentam “obstáculos e dificuldades”, disse a fonte à AFP, enfatizando a “insistência de Israel” nesse plano.

Segundo a fonte, o objetivo de Israel é “aglomerar centenas de milhares de deslocados” no sul da Faixa de Gaza, “em preparação para um deslocamento forçado da população para o Egito ou outros países”.

Uma segunda fonte palestina, no entanto, falou em “avanços” em relação à entrada de ajuda humanitária em Gaza e à troca de reféns por prisioneiros palestinos em Israel.

Israel demonstrou sua disposição de ser flexível nas negociações“, disse a autoridade israelense na tarde de sábado.

A mídia local noticiou que outro plano para a retirada das tropas israelenses poderia ser apresentado em Doha neste domingo.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou que, com esta guerra, seu país busca libertar os reféns mantidos em Gaza, destruir as capacidades militares e governamentais do Hamas e expulsar o movimento islamista palestino do enclave.

Em Tel Aviv, milhares de manifestantes se reuniram, como fazem todos os sábados à noite, para exigir a devolução dos reféns.

A janela de oportunidade para devolver todos os reféns para casa está aberta no momento, mas não será assim por muito tempo“, alertou o ex-cativo Eli Sharabi.

Ataque de Israel em cafeteria deixa mais de 40 mortos na costa de Gaza

Ataque de Israel em cafeteria deixa mais de 40 mortos na costa de Gaza |  CNN Brasil

Mais de 40 pessoas morreram em um ataque aéreo israelense que atingiu um café perto do porto da Cidade de Gaza, segundo o chefe do maior hospital do território.

O Dr. Mohammad Abu Silmiya, diretor do hospital Al-Shifa, informou em uma atualização na noite de segunda-feira (30) que pelo menos 41 pessoas morreram e 75 ficaram feridas no ataque.

Vídeos geolocalizados pela CNN mostram fumaça espessa subindo do local, bem como danos generalizados ao café e à área ao redor. Eles também mostram corpos sendo removidos em macas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram à CNN que o ataque está “sob análise”.

Em resposta a perguntas sobre o ataque, as IDF disseram: “Hoje mais cedo (segunda-feira), as Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram vários terroristas do Hamas no norte da Faixa de Gaza. Antes do ataque, medidas foram tomadas para mitigar o risco de danos a civis por meio de vigilância aérea.”

O café Al-Baqa era um local conhecido por estudantes, jornalistas e trabalhadores remotos, pois oferecia internet e um local de trabalho na costa do Mediterrâneo.

Ele também informou que o hospital estava com falta de leitos de UTI e anestésicos para tratar as vítimas. O número de mortos aumentou ainda na noite de segunda-feira, depois que algumas pessoas morreram em decorrência dos ferimentos.

Estamos tratando os feridos no andar do hospital, pois não há quartos e leitos disponíveis”, acrescentou o diretor.

Entre os mortos estava o jornalista freelancer Ismail Abu Hatab, segundo outros jornalistas presentes no local.

O Escritório de Imprensa do Governo, controlado pelo Hamas, afirmou que sua morte elevou para 228 o número de jornalistas mortos por ações militares israelenses em Gaza desde outubro de 2023.

Líderes israelenses se separaram antes do encontro com Trump

A notícia do ataque surge no momento em que líderes israelenses debatem como prosseguir com a guerra em Gaza, antes de uma reunião prevista entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Donald Trump, em 7 de julho.

Uma fonte familiarizada com as discussões disse à CNN que Israel ainda não havia chegado a uma decisão política após dois dias consecutivos de reuniões entre Netanyahu e seus principais conselheiros e ministros.

No entanto, a fonte afirmou que Netanyahu está interessado em um acordo de cessar-fogo.

Trump tem pressionado abertamente pelo fim da guerra em Gaza, afirmando na sexta-feira (27) que um cessar-fogo será firmado “dentro de uma semana”.

O pequeno grupo de altos funcionários do governo israelense inclui ministros de extrema-direita, como Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, que defenderam veementemente a intensificação do bombardeio de Gaza, e outras autoridades como Aryeh Deri, que defendem um acordo abrangente sobre a questão dos reféns, o que poria fim à guerra.

Ben Gvir, líder do partido Poder Judaico, insistiu que uma “ação decisiva” deve ser tomada em Gaza e expressou frustração com o fato de Israel estar desperdiçando tempo e oportunidades a cada dia, disse a fonte.

O premiê está tentando chegar a uma decisão antes de sua viagem a Washington, D.C., para se encontrar com Trump, disse a fonte, acrescentando que eles podem ter que tomar uma decisão esta semana.

No domingo (29), Netanyahu disse que “muitas oportunidades se abriram” após as operações militares de Israel no Irã, incluindo a possibilidade de trazer de volta para casa os reféns restantes mantidos em Gaza.

Israel ordena retirada no norte de Gaza em meio à pressão por cessar-fogo

Israel ordena retirada no norte de Gaza em meio à pressão por cessar-fogo |  CNN Brasil

O Exército israelense ordenou que os palestinos deixem as áreas no norte de Gaza, neste domingo (29), antes da intensificação dos combates contra o Hamas.

A determinação ocorre enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, pede o fim da guerra em meio a novos esforços para intermediar um cessar-fogo.

“Façam o acordo em Gaza e recuperem os reféns”, postou Trump em sua plataforma Truth Social no início deste domingo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve se reunir ainda hoje sobre o progresso da ofensiva israelense.

Um alto funcionário da segurança disse que os militares vão informar ao premiê que a campanha está próxima de atingir seus objetivos e alertarão que a expansão dos combates para novas áreas em Gaza pode colocar em risco os reféns israelenses restantes.

Mas em um comunicado publicado no X e em mensagens de texto enviadas a muitos moradores, os militares instaram as pessoas na região norte do território a seguirem para o sul, em direção à área de Al-Mawasi, em Khan Younis, que Israel designou como área humanitária.

Autoridades palestinas e da ONU afirmam que nenhum lugar em Gaza é seguro.

As Forças de Defesa (de Israel) estão operando com extrema força nessas áreas, e essas operações militares vão aumentar, se intensificar e se estender para o oeste, até o centro da cidade, para destruir as capacidades das organizações terroristas“, disseram os militares.

A ordem de retirada abrangeu a área de Jabalia e a maioria dos distritos da Cidade de Gaza.

Médicos e moradores disseram que os bombardeios do Exército de Israel se intensificaram nas primeiras horas da manhã em Jabalia, destruindo várias casas e matando pelo menos seis pessoas.

Em Khan Younis, no sul, cinco pessoas foram mortas em um ataque aéreo a um acampamento perto de Mawasi, disseram médicos.

Pelo menos outras 12 pessoas foram mortas em ataques militares israelenses e tiroteios separados no território, elevando o número de mortos no domingo para pelo menos 23, disseram médicos.

No Hospital Nasser em Khan Younis, parentes chegaram para prestar suas homenagens aos corpos envoltos em branco antes de serem enterrados.

Há um mês, eles (Israel) nos disseram para ir para Al-Mawasi (em Khan Younis) e ficamos lá por um mês. Era uma zona segura“, disse Zeyad Abu Marouf. Ele disse que três de seus filhos foram mortos e um quarto ficou ferido no ataque aéreo israelense.

Pedimos a Deus e aos árabes que ajam e acabem com esta ocupação e a injustiça que está acontecendo contra nós“, disse Abu Marouf à Reuters.

Novos esforços por cessar-fogo

A escalada militar ocorre no momento em que os mediadores árabes Egito e Catar, apoiados pelos Estados Unidos, iniciam um novo esforço de cessar-fogo para interromper o conflito de 20 meses e garantir a libertação de Israel e dos reféns estrangeiros que ainda estão presos pelo Hamas.

O interesse em resolver o conflito em Gaza aumentou após os bombardeios dos EUA e de Israel às instalações nucleares do Irã.

Também há uma preocupação crescente com a forma como a ajuda está sendo distribuída aos moradores de Gaza no território em ruínas.

Centenas de palestinos foram mortos no último mês nas proximidades de áreas onde alimentos estavam sendo distribuídos, segundo hospitais e autoridades locais.

Uma autoridade do Hamas disse à Reuters que o grupo informou aos mediadores que estava pronto para retomar as negociações de cessar-fogo, mas reafirmou as exigências pendentes do grupo de que qualquer acordo deve encerrar a guerra e garantir a retirada de Israel do território costeiro.

O Hamas afirmou estar disposto a libertar os reféns restantes em Gaza, dos quais se acredita que 20 ainda estejam vivos, apenas em um acordo que ponha fim à guerra.

Israel afirma que só poderá pôr fim à guerra se o Hamas for desarmado e desmantelado. O Hamas se recusa a depor as armas.

A guerra começou depois que o Hamas atacou Israel em 7 de outubro de 2023, matando 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns, de acordo com estatísticas de Israel.

O ataque militar subsequente de Israel matou mais de 56 mil palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, deslocou quase toda a população de 2,3 milhões e mergulhou o território palestino em uma crise humanitária.

Israel recupera os corpos de mais dois reféns

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu/SEBASTIAN SCHEINER / AFP

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que as forças israelenses resgataram os corpos de mais dois reféns detidos na Faixa de Gaza. “Não descansaremos nem ficaremos em silêncio enquanto não trouxermos para casa todos os nossos prisioneiros, vivos e mortos“, afirmou Netanyahu.

Numa operação do exército e do serviço de informações internas do país, o Shin Bet, na Faixa de Gaza, os corpos de dois dos nossos raptados foram devolvidos a Israel: o falecido Yair Yaakov e outro raptado cujo nome ainda não foi revelado“, diz o comunicado.

O resgate ocorreu na cidade de Khan Yunis, no sul de Gaza, segundo as forças israelenses. Yaakov foi morto no mesmo dia 7 de outubro de 2023 durante o ataque do Hamas. Os seus dois filhos, Or e Yagil, e a sua esposa, Merav Tal, também foram capturados no Kibutz Nir Oz, no entanto foram libertados vivos durante a trégua em novembro passado.

O Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos, que reúne os familiares da maioria dos reféns e daqueles que deixaram Gaza com vida, informou que o nome do segundo refém recuperado não foi divulgado a pedido da família. “O regresso de Yair e de outro refém, cujo nome não foi divulgado a pedido da família, para receber um enterro adequado em Israel marca um encerramento doloroso, mas significativo e cumpre a obrigação moral mais básica do Estado para com os seus cidadãos“, declarou o Fórum.

O Fórum também apelou ao governo que chegue a um acordo abrangente para trazer de volta os estimados 53 prisioneiros que estão em Gaza, argumentando que isso é o que a maioria da população do país quer, em vez de manter a ofensiva para libertá-los.

Dos 251 reféns capturados, 53 permanecem em no enclave palestino. Destes, o governo de Tel Aviv estima que 20 ainda estejam vivos. Os seus dois filhos, Or e Yagil, e a sua esposa, Merav Tal, também foram capturados no Kibutz Nir Oz, no entanto foram libertados vivos durante a trégua em novembro passado.

O gabinete de Netanyahu já havia informado no último sábado ter recuperado ainda o corpo de um refém tailandês. Os tailandeses eram o maior grupo de estrangeiros mantidos em cativeiro pelo Hamas.

Hamas afirma que aceita acordo de cessar-fogo

Bombardeio na Faixa de Gaza

Nesta quarta-feira (28), o Hamas anunciou que chegou a um acordo da proposta pelo enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, sobre uma estrutura geral que garantirá um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza. A proposta foi apresentada pelo mediador palestino-americano, Bishara Bahbah, e contou com a colaboração e aprovação de Witkoff.

O Hamas agora aguarda resposta do governo de Tel Aviv.

O acordo inclui a libertação de 10 prisioneiros israelenses e de vários corpos, em troca da libertação de um número acordado de prisioneiros palestinos, garantida pelos mediadores. O movimento aguarda uma resposta a esse acordo“, diz o comunicado do grupo.

A proposta apresentada inclui também a retirada completa das forças de Israel de Gaza, o fluxo de ajuda e um comitê profissional que assumirá o controle dos assuntos do enclave imediatamente após o acordo ser firmado.

No entanto, há dois dias arás, uma autoridade de Israel disse que os negociadores israelenses recusaram uma proposta norte-americana para uma trégua com esses termos de dez reféns vivos e negociar o fim da ofensiva, mas adiantaram que estavam elaborando uma restrição à estrutura sugerida por Witkoff.

Na terça-feira (27), uma delegação israelense chegou ao Cairo para se juntar aos esforços dos mediadores egípcios e impulsionar as negociações de cessar-fogo, segundo publicou à agência de notícias EFE.

Ataque israelense mata 23 pessoas em Gaza, incluindo jornalista e funcionário dos serviços de resgate, diz Hamas

Homem chora em funeral de vítimas palestinas de ataque israelense ao hospital Nasser, em Khan Yunis, na Faixa de Gaza — Foto: Hatem Khaled/Reuters

Ataques israelenses mataram 23 palestinos em ataques realizados neste domingo (25) na Faixa de Gaza, incluindo um jornalista e um alto funcionário dos serviços de resgate, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista Hamas.

De acordo com médicos, as mortes mais recentes na ofensiva israelense ocorreram em ataques separados em Khan Yunis, no sul, em Jabalia, no norte, e em Nuseirat, na região central da Faixa de Gaza.

Em Jabalia, o jornalista local Hassan Majdi Abu Warda e vários membros de sua família morreram após um bombardeio aéreo atingir sua casa no início do dia.

Outro ataque aéreo em Nuseirat matou Ashraf Abu Nar, um alto funcionário do serviço de emergência civil do território, e sua esposa em sua residência, acrescentaram os médicos.

As Forças de Defesa de Israel não comentaram imediatamente os incidentes.

Israel tem intensificado sua ofensiva no território palestino, mesmo sob temores da comunidade internacional de uma tragédia humanitária. Na sexta-feira, em Khan Yunis, um ataque matou nove dos dez filhos de um casal de médicos de um hospital local, com idades entre 7 e 12 anos.

O escritório de imprensa do governo de Gaza, administrado pelo Hamas, afirmou que a morte de Abu Warda elevou para 220 o número de jornalistas palestinos mortos em Gaza desde 7 de outubro de 2023.

Em outro comunicado, o escritório informou que as forças israelenses controlam 77% da Faixa de Gaza, seja por presença de tropas terrestres, ordens de evacuação ou bombardeios que impedem os moradores de retornar às suas casas.

Os braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica disseram, em comunicados separados neste domingo, que combatentes realizaram várias emboscadas e ataques com explosivos e foguetes antitanque contra forças israelenses em diferentes áreas de Gaza.

Na sexta-feira, as forças israelenses disseram ter realizado novos ataques durante a noite, atingindo 75 alvos, incluindo depósitos de armas e lançadores de foguetes.

Fome e destruição

Israel iniciou uma guerra aérea e terrestre em Gaza após o ataque transfronteiriço dos militantes do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas, segundo dados israelenses, e resultou no sequestro de 251 pessoas levadas para Gaza como reféns.

O conflito já causou a morte de mais de 53.900 palestinos, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza, e devastou o território. Grupos de ajuda humanitária alertam para sinais generalizados de desnutrição severa.

Netanyahu acusa França, Reino Unido e Canadá de “encorajar” Hamas

Netanyahu acusa França, Reino Unido e Canadá de “encorajar“ Hamas | CNN  Brasil

O primeiro-ministro de israelense, Benjamin Netanyahu, acusou os líderes da França, Reino Unido e Canadá de quererem ajudar o grupo palestino Hamas, depois que eles ameaçaram tomar “medidas concretas” se Israel não interromper sua mais recente ofensiva em Gaza.

A crítica, que ecoou comentários semelhantes do ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, na quinta-feira (22), foi parte de uma reação do governo israelense contra a pressão internacional cada vez mais forte sobre ele devido à guerra em Gaza.

Vocês estão do lado errado da humanidade e do lado errado da história”, declarou Netanyahu.

À medida que o fluxo de imagens de destruição e fome em Gaza continua, alimentando protestos em países de todo o mundo, o governo israelense tem se esforçado para mudar a opinião pública mundial, que está cada vez mais contra ele.

É difícil convencer pelo menos algumas pessoas, precisamente da extrema-esquerda nos EUA e em alguns países da Europa, de que o que Israel está fazendo é uma guerra de defesa”.

Ele continuou afirmando que, “é assim que as coisas são percebidas em Israel, e preencher essa lacuna às vezes é uma missão impossível”.

Pressão por criação de um Estado Palestino

As autoridades israelenses estão particularmente preocupadas com os crescentes apelos para que países europeus, incluindo a França, sigam outros, como Espanha e Irlanda, no reconhecimento de um Estado Palestino, como parte de uma solução de dois Estados para resolver décadas de conflito na região.

Netanyahu argumenta que um Estado Palestino ameaçaria Israel e enquadrou o assassinato de dois funcionários da embaixada israelense em Washington nesta semana por um homem que supostamente gritava “Palestina Livre” como um exemplo claro dessa ameaça.

Ele afirmou que “exatamente o mesmo cântico” foi ouvido durante o ataque a Israel pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

“Eles não querem um Estado Palestino. Eles querem destruir o Estado Judeu”, expressou o premiê em uma declaração na plataforma de rede social X.

Nunca consegui entender como essa simples verdade escapa aos líderes de França, Reino Unido, Canadá e outros”, continuou, acrescentando que qualquer iniciativa dos países ocidentais para reconhecer um Estado Palestino “recompensaria esses assassinos com o prêmio máximo”.

Em vez de promover a paz, os três líderes estão “encorajando o Hamas a continuar lutando para sempre”, ressaltou.

O líder israelense, cujo governo depende do apoio da extrema-direita, disse que o Hamas, que emitiu uma declaração saudando a medida, agradecia ao presidente francês Emmanuel Macron, ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer e ao canadense Mark Carney pelo que ele disse ser a exigência deles de um fim imediato para a guerra.

Ações contra Israel

A declaração dos líderes na segunda-feira (19) não exigiu o fim imediato da guerra, mas a interrupção da nova ofensiva militar de Israel em Gaza e o fim das restrições à ajuda humanitária.

Israel havia impedido a entrada de ajuda na Faixa de Gaza desde março, antes de relaxar o bloqueio nesta semana.

Ao emitir sua exigência — repleta de ameaças de sanções contra Israel, contra Israel, não contra o Hamas — esses três líderes efetivamente disseram que querem que o Hamas permaneça no poder”, afirmou o premiê.

Segundo Netanyahu, “eles lhes dão esperança de estabelecer um segundo Estado Palestino a partir do qual o Hamas tentará novamente destruir o Estado Judeu.”

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, declarou que a França, assim como Reino Unido e Canadá, classifica o Hamas como uma organização terrorista, está “inabalavelmente comprometida com a segurança de Israel”.

ONU enviou 90 caminhões com ajuda a Gaza

Faixa de Gaza/OMAR AL-QATTAA/AFP

A ONU recuperou nesta quarta-feira (21) o equivalente a 90 caminhões de ajuda humanitária no posto fronteiriço de Kerem Shalom, e começou a distribuí-la na Faixa de Gaza, aonde esse tipo de assistência não chegava há dois meses e meio, devido a um bloqueio de Israel.

Três dias após Israel anunciar uma retomada limitada da ajuda, “as Nações Unidas recolheram hoje cerca de 90 caminhões carregados no posto de Kerem Shalom e os enviaram à Faixa de Gaza“, informou o porta-voz do secretário-geral da ONU.

Israel havia anunciado hoje a entrada de 100 caminhões de ajuda humanitária da ONU na Faixa de Gaza, que transportavam, principalmente, farinha, comida para bebês e suprimentos médicos, após os 93 caminhões da véspera e uma dezena na segunda-feira, dia em que a passagem pela fronteira foi retomada.

Os suprimentos devem ser descarregados imediatamente após o cruzamento da fronteira e embarcados em outros caminhões, na Faixa de Gaza. No entanto, nenhum suprimento deixou essa área até o momento.

Segundo o porta-voz, isso ocorre porque as autoridades de Israel somente haviam autorizado as equipes da ONU a passar por “uma área muito congestionada” que não consideram “segura, na qual era muito provável que houvesse saques, devido à privação prolongada” das últimas semanas. Ainda assim, ele espera que os primeiros caminhões cheguem aos armazéns da ONU nas próximas horas, antes de a ajuda ser distribuída à população.

O volume de ajuda ainda está longe do que entrava no território palestino antes do bloqueio, em março. Durante o cessar-fogo de 42 dias no começo do ano, 4.000 caminhões de ajuda entraram por semana na Faixa de Gaza, segundo a organização.

Netanyahu anuncia plano para entrega de ajuda humanitária em Gaza e afirma que Israel tomará o controle da região

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante pronunciamento em 21 de maio de 2025 — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Pool

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quarta-feira (21) um plano para a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Durante um pronunciamento, o premiê afirmou que as forças israelenses tomarão o controle do território palestino e disse ter rejeitado pressões internacionais para interromper a guerra.

A crise humanitária na Faixa de Gaza se acentuou nas últimas semanas e causou preocupação na comunidade internacional. Na terça-feira (20), a ONU afirmou à BBC que 14 mil bebês poderiam morrer em 48 horas se o território não recebesse ajuda imediatamente.

Desde o início de março, Israel vem promovendo bloqueios à entrada de ajuda humanitária. Após mais de dois meses, o primeiro comboio com caminhões transportando alimentos e remédios foi autorizado a entrar em Gaza na segunda-feira (19), mas com quantidade reduzida de suprimentos.

Durante o pronunciamento na televisão, Netanyahu afirmou que, desde o início da guerra, Israel defende que é necessário evitar uma crise humanitária em Gaza. Por outro lado, o premiê acusou o Hamas de saquear caminhões de ajuda e vender alimentos com preços inflacionados para financiar o terrorismo.

Como solução para o problema atual, Netanyahu disse que elaborou junto com os Estados Unidos um plano em três etapas para a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Veja a seguir:

  • Envio imediato de alimentos para a Faixa de Gaza.
  • Nos próximos dias, abertura de pontos de distribuição de alimentos por empresas dos EUA, que estarão sob proteção de soldados israelenses.
  • Criação de uma zona livre no sul de Gaza, para onde civis palestinos serão levados e receberão assistência completa.

Netanyahu explicou que Israel se prepara para tomar o controle total da Faixa de Gaza e que os civis palestinos serão deslocados de zonas de combate para o sul do território.

Ao fim do esforço, todas as áreas da Faixa de Gaza estarão sob controle de segurança de Israel — e o Hamas será totalmente derrotado“, disse.

O primeiro-ministro também estabeleceu condições para terminar a guerra. Segundo ele, o conflito só será suspenso se todos os reféns forem libertados e o Hamas deixar o controle da Faixa de Gaza.

Ainda segundo Netanyahu, as lideranças do Hamas que restarem na Faixa de Gaza serão exiladas do território, e a região será completamente desmilitarizada.

Executaremos o plano de [Donald] Trump, que é tão correto e revolucionário, e diz algo simples: os moradores de Gaza que quiserem sair — poderão sair“, disse.

Netanyahu também afirmou que vem resistindo a pressões de outros países e de dentro de Israel para interromper a guerra. Segundo ele, se os combates forem encerrados antes que “todos os objetivos sejam atingidos“, o Hamas se reconstruirá e continuará no poder.

Israel prepara possível ataque às instalações nucleares do Irã, diz fonte

Israel prepara possível ataque às instalações nucleares do Irã, diz fonte |  CNN Brasil

Os EUA obtiveram novas informações de inteligência sugerindo que Israel está se preparando para atacar instalações nucleares iranianas, mesmo com o governo Trump buscando um acordo diplomático com Teerã, disseram à CNN várias autoridades americanas familiarizadas com as informações mais recentes.

Tal ataque seria uma ruptura com o presidente Donald Trump, disseram autoridades americanas. Também poderia desencadear um conflito regional mais amplo no Oriente Médio — algo que os EUA têm procurado evitar desde que a guerra em Gaza aumentou as tensões a partir de 2023.

Autoridades alertam que não está claro se os líderes israelenses tomaram uma decisão final e que, de fato, há um profundo desacordo dentro do governo americano sobre a probabilidade de Israel agir.

Se e como Israel atacará provavelmente dependerá do que pensa das negociações dos EUA com Teerã sobre seu programa nuclear.

Mas “a chance de um ataque israelense a uma instalação nuclear iraniana aumentou significativamente nos últimos meses”, disse outra pessoa familiarizada com a inteligência americana sobre o assunto.

E a perspectiva de um acordo entre EUA e Irã negociado por Trump que não remova todo o urânio iraniano aumenta a chance de um ataque”, acrescentou.

As preocupações crescentes decorrem não apenas de mensagens públicas e privadas de altos funcionários israelenses de que o país está considerando tal medida, mas também de comunicações israelenses interceptadas e observações de movimentos militares israelenses que podem sugerir um ataque iminente, disseram várias fontes familiarizadas com a inteligência.

Entre os preparativos militares observados pelos EUA estão o movimento de munições aéreas e a conclusão de um exercício aéreo, afirmaram duas das fontes.

Mas esses mesmos indicadores também podem ser simplesmente Israel tentando pressionar o Irã a abandonar princípios importantes de seu programa nuclear, sinalizando as consequências caso não o faça — ressaltando as complexidades em constante mudança com as quais a Casa Branca está lidando.

A CNN solicitou comentários ao Conselho de Segurança Nacional e ao gabinete do primeiro-ministro israelense. A Embaixada de Israel em Washington não se pronunciou.

Trump ameaçou publicamente com ações militares contra o Irã se os esforços de seu governo para negociar um novo acordo nuclear para limitar ou eliminar o programa nuclear de Teerã fracassarem. Mas Trump também estabeleceu um limite para o tempo que os EUA permaneceriam envolvidos em esforços diplomáticos.

Em uma carta ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em meados de março, Trump estabeleceu um prazo de 60 dias para que esses esforços fossem bem-sucedidos, de acordo com uma fonte familiarizada com a comunicação. Já se passaram mais de 60 dias desde a entrega da carta e 38 dias desde o início da primeira rodada de negociações.

Um diplomata ocidental sênior que se encontrou com o presidente dos EUA no início deste mês disse que Trump comunicou que os EUA dariam apenas algumas semanas para que essas negociações fossem bem-sucedidas antes de recorrer a ataques militares. Mas, por enquanto, a política da Casa Branca é a da diplomacia.

Isso colocou Israel “entre a cruz e a espada”, disse Jonathan Panikoff, ex-alto funcionário da inteligência especializado na região.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está sob pressão tanto para evitar um acordo EUA-Irã que Israel não considere satisfatório, quanto para não alienar Trump — que já rompeu com o primeiro-ministro israelense em questões importates de segurança na região.

“No fim das contas, a tomada de decisões israelenses será baseada nas determinações e ações políticas dos EUA e nos acordos que o presidente Trump fizer ou não com o Irã”, disse Panikoff, acrescentando não acreditar que Netanyahu estaria disposto a arriscar romper completamente o relacionamento com os EUA lançando um ataque sem, pelo menos, a aprovação tácita dos EUA.

Reino Unido, Canadá e França ameaçam Israel com sanções por ataques em Gaza

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer — Foto: Leon Neal/Pool via REUTERS

Os líderes do Reino Unido, Canadá e França ameaçaram tomar “ações concretas”, entre elas sanções direcionadas, contra Israel na segunda-feira (19) caso o país não interrompa uma nova ofensiva militar em Gaza e suspenda as restrições de ajuda humanitária, aumentando ainda mais a pressão sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O exército israelense anunciou o início de uma nova operação na sexta-feira (16) e, mais cedo na segunda-feira, Netanyahu afirmou que Israel assumiria o controle de toda a Faixa de Gaza.

Especialistas internacionais já alertaram para a fome iminente.

A negação pelo governo israelense de assistência humanitária essencial à população civil é inaceitável e corre o risco de violar o Direito Internacional Humanitário”, afirmou um comunicado conjunto divulgado pelo governo britânico.

Se Israel não cessar a nova ofensiva militar e suspender suas restrições à ajuda humanitária, tomaremos novas medidas concretas em resposta.”

Sobre a atividade de assentamentos, eles acrescentaram: “Nos opomos a qualquer tentativa de expandir os assentamentos na Cisjordânia… Não hesitaremos em tomar novas medidas, incluindo sanções direcionadas.”

Em resposta, Netanyahu disse que “os líderes em Londres, Ottawa e Paris estão oferecendo um prêmio enorme pelo ataque genocida a Israel em 7 de outubro, ao mesmo tempo em que convidam a mais atrocidades semelhantes”.

Ele afirmou que Israel se defenderá por meios justos até que a vitória total seja alcançada, reiterando as condições para o fim da guerra, que incluem a libertação dos reféns restantes e a desmilitarização da Faixa de Gaza.

O governo israelense bloqueia a entrada de suprimentos médicos, alimentares e de combustível em Gaza desde o início de março para tentar pressionar o Hamas a libertar os reféns que o grupo militante palestino tomou em 7 de outubro de 2023, quando atacou comunidades de Israel.

Sempre apoiamos o direito de Israel de defender os israelenses contra o terrorismo. Mas esta escalada é totalmente desproporcional”, declararam os três líderes ocidentais no comunicado conjunto. Eles afirmaram que não ficariam parados enquanto o governo de Netanyahu realizasse “essas ações flagrantes”.

Eles declararam seu apoio aos esforços liderados pelos Estados Unidos, Catar e Egito por um cessar-fogo imediato em Gaza e afirmaram estar comprometidos em reconhecer um Estado Palestino como parte de uma solução de dois Estados para o conflito.

O Hamas saudou a declaração conjunta, descrevendo a posição como “um passo importante” na direção certa para a restauração dos princípios do direito internacional.

A guerra terrestre e aérea de Israel devastou Gaza, deslocando quase todos os seus moradores e matando mais de 53 mil pessoas, muitas delas civis, segundo as autoridades de saúde do território.

A guerra começou com o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual os militantes mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e fizeram 251 reféns, segundo dados israelenses.