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Hamas diz que trocou listas de reféns e prisioneiros com Israel

O alto funcionário do grupo palestino Hamas, Taher Al-Nounou, afirmou nesta quarta-feira (8) que negociadores de seu grupo e de Israel trocaram listas de prisioneiros e reféns que seriam libertados caso um acordo fosse alcançado durante as negociações de cessar-fogo em Gaza, no Egito.

Al-Nounou também afirmou que o Hamas expressou otimismo quanto à possibilidade de chegar a um acordo, afirmando que o grupo demonstrou a positividade necessária.

O grupo disse que também estava otimista sobre as negociações no Egito a respeito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra.

As negociações, que contarão com a presença de autoridades políticas e de inteligência estrangeiras, estão focadas nos mecanismos para interromper o conflito, na retirada das forças israelenses de Gaza e no acordo de troca, acrescentou o grupo palestino.

Um dos maiores pontos de atrito será a pressão sobre o Hamas para se desarmar, uma questão que até agora o grupo não se mostrou disposto a discutir nas conversações, segundo uma fonte palestina próxima às negociações.

Trump expressou otimismo sobre o progresso em direção a um acordo na terça-feira (7), data que marca dois anos do ataque do Hamas a Israel que desencadeou o ataque israelense a Gaza.

Uma equipe dos Estados Unidos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump que atuou como enviado para o Oriente Médio durante o primeiro mandato de Trump, participará das negociações sobre um plano que chegou mais perto de silenciar as armas.

Mas as autoridades de todos os lados pediram cautela sobre as perspectivas de um acordo rápido.

O ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, confidente íntimo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, deve participar das negociações na tarde desta quarta-feira (8), segundo uma autoridade israelense.

O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, um mediador de longa data, também participará, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto.

Outro participante será o chefe de espionagem turco Ibrahim Kalin, o que aponta para um papel cada vez maior da Turquia, um poderoso membro da Otan que tem contatos próximos com o Hamas, mas que Israel não via anteriormente como um mediador.

Uma fonte de segurança turca disse que Kalin consultou autoridades dos EUA, do Egito e do Hamas.

Delegações iniciaram reuniões na segunda-feira (6) para discutir o plano proposto por Trump, para pôr fim ao conflito de dois anos na Faixa de Gaza.

Entenda o plano dos EUA para Gaza

A Casa Branca divulgou os principais pontos do plano apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

A proposta americana prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.

O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

O plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos.

Em troca, o governo israelense libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que o território palestino não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no futuro governo da região.

Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados.

A proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses da região e a desmilitarização de Gaza.

Israel afirmou concordar com o plano e o Hamas declarou que aceita libertar todos os reféns no início do cessar-fogo e também renunciaria ao controle do território palestino.

O grupo porém, não deu mais informações sobre outros pontos-chave da proposta de Trump.

Delegações de Israel, EUA e Hamas se reúnem no Egito para negociar condições do plano que pode por fim aos dois anos de guerra na Faixa de Gaza.

Israel e Hamas se encontram no Egito para negociar fim da guerra em Gaza

Israel e Hamas se encontram no Egito para negociar fim da guerra em Gaza |  Jovem Pan

As delegações de Israel e Hamas se reúnem nesta segunda-feira (6) na cidade do Cairo, no Egito, para negociar um acordo de paz em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.

O encontro acontece após a resposta do grupo palestino ao plano de 20 pontos apresentado pela Casa Branca para obter a negociação de reféns israelenses e colocar um fim a guerra de quase dois anos na Faixa de Gaza.

A expectativa é de que os negociadores detalhem questões que não ficaram claras na resposta do Hamas, incluindo desarmamento e futuro governo de Gaza, questões sensíveis para ambos os lados.

O líder dos EUA demonstrou esperança com o sucesso das negociações no Oriente Médio. Em uma publicação na Truth Social, Trump disse que as negociações com o Hamas estão sendo “bem sucedidas e estão avançando rapidamente”.

As equipes técnicas se reunirão novamente na segunda-feira, no Egito, para trabalhar e esclarecer os detalhes finais. Disseram-me que a primeira fase deve ser concluída esta semana, e estou pedindo a todos que se movam rápido” disse ele.

Continuarei monitorando este ‘conflito’ centenário. O TEMPO É ESSENCIAL, OU UM GRANDE DERRAMAMENTO DE SANGUE SEGUIRÁ — ALGO QUE NINGUÉM QUER VER!“, acrescentou Trump.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou no sábado a esperança de que todos os reféns israelenses mantidos em Gaza possam ser libertados em poucos dias.

Estamos à beira de uma conquista significativa”, afirmou Netanyahu em uma declaração em vídeo ao vivo televisionada no sábado (4).

Ainda não é definitivo, mas espero que, durante o próximo feriado de Sucot, consigamos garantir a libertação de todos os reféns, vivos e mortos, mantendo nossa presença militar no interior da Faixa de Gaza.”

O Hamas confirmou a presença da delegação no Egito para negociações. Anteriormente, o grupo concordou com a libertação de todos os reféns, demonstrando prontidão para negociar detalhes do acordo.

Em uma declaração enviada a mediadores do Catar, o grupo enfatizou o desejo de acabar com o conflito que caracterizou como “genocídio contra o povo palestino”.

A decisão, segundo o Hamas, foi tomada após consultas aprofundadas com líderes, facções palestinas e mediadores.

Plano dos EUA para Gaza

A Casa Branca divulgou os principais pontos do plano apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

A proposta americana prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.

O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

O plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos.

Em troca, o governo israelense libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que o território palestino não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no futuro governo da região.

Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados.

A proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses da região e a desmilitarização de Gaza.

Israel afirmou concordar com o plano e o Hamas declarou que aceita libertar todos os reféns no início do cessar-fogo e também renunciaria ao controle do território palestino.

O grupo porém, não deu mais informações sobre outros pontos-chave da proposta de Trump.

Delegações de Israel, EUA e Hamas se reúnem no Egito para negociar condições do plano que pode por fim aos dois anos de guerra na Faixa de Gaza.

Trump adverte Hamas que ‘não vai tolerar nenhum atraso’ na aplicação de seu plano

 US President Donald Trump departs after addressing senior military officers gathered at Marine Corps Base Quantico in Quantico, Virginia, on September 30, 2025. Defense Secretary Pete Hegseth said Tuesday the US military must fix

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Hamas, neste sábado (4), que “não vai tolerar nenhum atraso” na aplicação do seu plano para a libertação dos reféns que o grupo islamista palestino mantém cativos na Faixa de Gaza.

O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, viajam ao Egito para finalizar os diálogos sobre as condições de libertação dos reféns, anunciou a Casa Branca neste sábado.

Hamas e Israel terão conversas indiretas no Cairo no domingo e na segunda-feira para assegurar a libertação dos reféns e prisioneiros retidos, noticiou neste sábado o Al-Qahera News, veículo vinculado à inteligência egípcia.

Na sexta-feira, Trump instou Israel e “cessar de imediato o bombardeio de Gaza” para permitir a libertação dos reféns depois que o Hamas deu um sinal positivo para aceitar seu plano de paz.

Apesar disso, o exército israelense anunciou, também neste sábado, que continuava com suas operações na Faixa de Gaza.

A Defesa Civil do território palestino, sob autoridade do Hamas, reportou pelo menos 57 mortos em bombardeios no sábado.

Em uma mensagem publicada em sua plataforma, Truth Social, Trump havia declarado satisfação que “Israel tenha interrompido temporariamente os bombardeios para dar uma oportunidade para que a libertação dos reféns e um acordo de paz se concretizem”.

“O Hamas deve agir rapidamente. Caso contrário, todas as opções serão consideradas. Não vou tolerar nenhum atraso”, acrescentou Trump, que também descartou “qualquer resultado no qual Gaza siga representando uma ameaça” para Israel.

“Vamos fazê-lo rápido”, insistiu, referindo-se à implementação de seu plano, que inclui um cessar-fogo, a libertação dos reféns em 72 horas, a retirada gradual do exército israelense de Gaza, o desarmamento do Hamas e o exílio de seus combatentes.

“Estamos perto” de um acordo para o cessar das hostilidades em Gaza, declarou o presidente americano em uma entrevista com o veículo Axios neste sábado, acrescentando que trabalharia para concretizá-lo nos próximos dias.

“Eu disse a ele: ‘Bibi, esta é a sua oportunidade de vencer’, e lhe pareceu bem”, disse Trump, referindo-se ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pelo apelido.

Trump também elogiou o papel do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmando que ele tinha sido “de grande ajuda” para convencer o Hamas a libertar os reféns.

Pressionado internamente, Netanyahu diz que não concordou com Estado palestino em reunião com Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante anúncio na Casa Branca, em 29 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não aceitou a criação de um Estado palestino em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (29). O líder israelense está sendo alvo de críticas e pressões internas por causa do acordo.

“De jeito nenhum, e não está escrito no acordo. Uma coisa ficou clara: nos oporemos com veemência a um Estado palestino”, afirmou em um vídeo publicado desta terça-feira (30) no Telegram.

O texto divulgado pela Casa Branca é vago sobre a criação do Estado da Palestina, mas indica um caminho que pode levar a esse reconhecimento no futuro.

A proposta condiciona a existência do Estado palestino ao avanço da reconstrução de Gaza e a reformas na Autoridade Palestina. Só então haveria condições para seguir “em direção à autodeterminação e ao Estado palestino, reconhecido como a aspiração do povo palestino”.

O plano dos Estados Unidos também prevê a retirada gradual das Forças de Defesa de Israel da Faixa de Gaza após o acordo ser fechado. No entanto, mesmo tendo afirmado apoiar a proposta ao lado de Trump, Netanyahu declarou que o Exército permanecerá na maior parte do território.

“Nós vamos recuperar todos os nossos reféns, vivos e bem, enquanto o Exército permanecerá na maior parte da Faixa de Gaza”, disse.

A proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos foi mal-recebida por parte do governo de Israel. O ministro das Finanças do país, Bezalel Smotrich, classificou o plano de Trump para acabar com a guerra como “um fracasso diplomático estrondoso”.

Em uma rede social, Smotrich afirmou que o documento de 20 pontos é uma “mistura intragável” e “desatualizada”. Disse ainda que representa “um retorno à concepção de Oslo”.

O comentário é uma referência ao acordo de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com mediação da Noruega. O pacto buscava a paz com reconhecimento mútuo, mas não foi concretizado.

Segundo o ministro das Finanças, o plano de Trump ignora “as lições de 7 de outubro de 2023”, data do ataque do Hamas contra Israel que deu início à guerra.

Netanyahu se encontra em uma situação deliciada em Israel. Pesquisas indicam que a população está cansada da guerra, enquanto famílias de reféns exigem uma solução rápida. Ao mesmo tempo, ministros podem derrubar o governo se considerarem haver concessões excessivas para a paz.

De acordo com o jornal Times Of Israel, uma pesquisa feita na noite de segunda-feira pela Universidade Hebraica de Jerusalém indicou que 71% dos israelenses apoiam o plano dos Estados Unidos. Por outro lado, apenas 12% acreditam que ele será executado.

Novos ataques de Israel em Gaza matam ao menos 14 pessoas

Cidade de Gaza   (EYAD BABA / AFP)

Na madrugada deste sábado (20) os ataques israelenses mataram pelo menos 14 pessoas na cidade de Gaza, segundo autoridades de saúde, enquanto Israel intensifica sua ofensiva na região e pede que os palestinos deixem o local. Os ataques ocorrem em um momento em que os países ocidentais estão cada vez mais insatisfeitos com a intensificação da guerra em Gaza, com alguns se movendo para reconhecer a soberania palestina na reunião de líderes mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (19) o Ministério das Relações Exteriores de Portugal afirmou que reconhecerá o Estado palestino no domingo, 21. O país ibérico já havia anunciado seus planos de fazê-lo, mas agora definiu uma data oficial. Portugal está entre outras nações ocidentais, incluindo Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Malta, Bélgica e Luxemburgo, que devem reconhecer a soberania palestina nos próximos dias.

A última operação israelense, que começou esta semana, intensifica ainda mais um conflito que tem agitado o Oriente Médio e provavelmente afasta ainda mais qualquer possibilidade de cessar-fogo. As forças armadas israelenses, que afirmam querer “destruir a infraestrutura militar do Hamas”, não divulgaram um cronograma para a ofensiva, mas há indícios de que ela pode levar meses.

Os bombardeios israelenses nos últimos 23 meses mataram mais de 65 mil pessoas em Gaza, destruíram vastas áreas da faixa, deslocaram cerca de 90% da população e causaram uma crise humanitária catastrófica, com especialistas afirmando que a cidade de Gaza está passando por uma situação de fome. O Dr. Rami Mhanna, diretor-geral do Hospital Shifa, para onde alguns dos corpos foram levados, disse que entre os mortos estavam seis pessoas da mesma família, após um ataque ter atingido a sua casa na madrugada de sábado.

Eles eram parentes do diretor do hospital, Dr. Mohamed Abu Selmiya, disse ele. O Crescente Vermelho Palestino disse que outras cinco pessoas foram mortas em outro ataque perto da Praça Shawa. As forças armadas de Israel disseram que não podiam comentar sobre os ataques específicos sem mais informações, mas que estavam “operando para desmantelar as capacidades militares do Hamas” e “tomando precauções viáveis para mitigar os danos civis“.

Nos últimos dias, Israel tem forçado centenas de milhares de palestinos abrigados na cidade de Gaza a se deslocarem para o sul, para o que chama de zona humanitária, e abriu outro corredor ao sul da cidade de Gaza por dois dias nesta semana para permitir que mais pessoas fossem evacuadas.

Os palestinos têm saído da cidade de carro e a pé. Mas muitos na cidade atingida pela fome não estão dispostos a serem desalojados novamente, estão muito fracos para partir ou não têm condições financeiras para arcar com os custos da mudança. Grupos de ajuda humanitária alertaram que forçar milhares de pessoas a evacuar agravará a crise humanitária. Eles estão pedindo um cessar-fogo para que a ajuda possa chegar àqueles que precisam.

Na sexta-feira, 19, a Unicef informou que alimentos terapêuticos destinados a salvar a vida de milhares de crianças em Gaza foram roubados de quatro de seus caminhões. O comunicado informou que pessoas armadas se aproximaram dos veículos fora do complexo da organização na cidade de Gaza e mantiveram os motoristas sob a mira de armas enquanto os alimentos eram levados. “Eles se destinavam a tratar crianças desnutridas na cidade de Gaza, onde foi declarada uma situação de fome… era um carregamento que salvaria vidas em meio às severas restrições à entrega de ajuda humanitária à cidade de Gaza”, disse Ammar Ammar, porta-voz da Unicef.

Em comunicado divulgado também na sexta-feira, o Exército israelense culpou o Hamas pelo roubo dos alimentos. Israel acusa o Hamas de desviar a ajuda humanitária e usá-la para financiar suas atividades militares, sem apresentar provas. A ONU afirma que existem mecanismos que impedem qualquer desvio significativo da ajuda humanitária. O Ministério da Saúde de Gaza afirma que o número de mortos em Gaza ultrapassou 65.100 desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.

O ministério, parte do governo do Hamas, não informa quantos dos mortos eram civis ou terroristas. Seus números são considerados uma estimativa confiável pela ONU e por muitos especialistas independentes. Militantes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel no ataque de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrando outras 251. Quarenta e oito reféns permanecem em Gaza, e acredita-se que menos da metade ainda esteja viva.

Hamas publica fotos de reféns e diz que ofensiva é perigosa para sequestrados

Fronteira de Israel com a Faixa de Gaza; fumaça subindo em meio ao bombardeio israelense do território palestino sitiado em 16 de setembro de 2025. Israel lançou uma nova e massiva campanha de bombardeios na Cidade de Gaza em 16 de setembro, após o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ter apoiado o objetivo do aliado de erradicar o movimento palestino Hamas e alertado que pode haver apenas alguns dias para uma solução diplomática. (Foto de Menahem KAHANA / AFP)/ AFP

O braço armado do grupo islamista palestino Hamas publicou neste sábado (20) uma série de fotos de “despedida” dos reféns que permanecem em cativeiro e advertiu que a ofensiva israelense contra a Cidade de Gaza poderia colocá-los em perigo.

Uma fotografia de despedida feita no início da operação em (na Cidade de) Gaza… devido à teimosia de (o primeiro-ministro Benjamin) Netanyahu e à submissão de (o comandante do Exército israelense Eyal) Zamir“, escreveram as Brigadas Ezedin al Qasam, braço armado do Hamas, ao publicar as fotos.

Das 251 pessoas sequestradas por integrantes do Hamas durante o ataque a Israel em outubro de 2023, 22 permanecem vivas em Gaza e o Exército israelense considera que 25 estão mortas.

As brigadas publicaram 46 fotografias dos reféns em seu canal de Telegram e identificaram cada imagem com o nome de Ron Arad, um piloto da Força Aérea israelense que teve sua aeronave derrubada no sul do Líbano em 1986 durante a guerra civil libanesa.

Analistas acreditam que Arad foi inicialmente detido por grupos xiitas no Líbano e presume-se que morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado.

Arad é uma causa célebre há décadas em Israel, onde conseguir o retorno dos soldados, mortos ou capturados, é considerado um dever nacional.

Israel iniciou uma operação terrestre contra a Cidade de Gaza na terça-feira passada, após semanas de intensos ataques aéreos contra o maior centro urbano da Faixa de Gaza.

Centenas de milhares de moradores fugiram da cidade, enquanto as famílias dos reféns exigem que o governo israelense interrompa a ofensiva, alegando que os ataques colocam as vidas de seus parentes sequestrados em perigo.

“Gaza está em chamas”, diz Israel em início de operação terrestre

Ataque israelense atinge prédio na Cidade de Gaza

Israel anunciou o início de sua operação terrestre na Cidade de Gaza nesta terça-feira (16), declarando que “Gaza está em chamas”.

Um oficial militar israelense disse que as IDF (Forças de Defesa de Israel) iniciaram a etapa principal de sua operação terrestre na Cidade de Gaza, o maior centro urbano do território, para onde Israel ordenou a fuga de centenas de milhares de moradores.

Os militares deram poucos detalhes iniciais, mas disseram que as tropas começaram a “desmantelar a infraestrutura terrorista do Hamas na Cidade de Gaza”. Os moradores devem ir embora.

Gaza está em chamas”, publicou o ministro da Defesa, Israel Katz, na rede social X. “As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacam com punho de ferro a infraestrutura terrorista e os soldados das IDF estão lutando bravamente para criar as condições para a libertação dos reféns e a derrota do Hamas.”

Moradores disseram que o bombardeio à cidade aumentou drasticamente nos últimos dois dias, com explosões mais intensas que destruíram dezenas de casas e barcos da Marinha se juntando a tanques e aviões no bombardeio da costa.

“Lançamos uma operação significativa em Gaza”, disse Netanyahu no início de seu depoimento em um julgamento de corrupção em andamento.

Estados Unidos demonstram apoio a Israel

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que visitou o país na segunda-feira (15), demonstrou aparente apoio à decisão do governo israelense de abandonar as negociações de cessar-fogo e usar a força para esmagar o Hamas.

Embora os Estados Unidos desejem um fim diplomático para a guerra, “temos que estar preparados para a possibilidade de que isso não aconteça”, disse Rubio.

Ele endossou a exigência israelense de que o Hamas entregue suas armas e liberte todos os reféns restantes imediatamente, como a única maneira de encerrar a guerra.

Autoridades de saúde de Gaza relataram pelo menos 24 mortos, a maioria na Cidade de Gaza, nas primeiras horas do ataque.

No mês passado, Netanyahu ordenou aos militares que capturassem a Cidade de Gaza, que ele descreve como o último reduto do grupo militante que lançou o ataque surpresa contra Israel em outubro de 2023, que precipitou a guerra.

Grande parte da Cidade de Gaza já havia sido devastada nas primeiras semanas da guerra em 2023, mas cerca de 1 milhão de palestinos retornaram para suas casas entre as ruínas.

Expulsá-los significa que quase toda a população de Gaza ficará confinada em acampamentos ao longo da costa, mais ao sul, no que Israel chama de área humanitária.

As forças israelenses operavam nos arredores do local há semanas, aproximando-se do centro da cidade.

Um oficial de segurança israelense, em entrevista coletiva na segunda-feira (15), disse que cerca de 320 mil pessoas teriam deixado a Cidade de Gaza até o momento, enquanto cerca de 650 mil teriam permanecido.

Não foi possível verificar os números de forma independente. Milhares de moradores estão fugindo em caravanas com seus pertences.

Líderes políticos israelenses afirmam que a ofensiva faz parte de um plano para desmantelar o Hamas como organização política e armada. Netanyahu insiste que o grupo deve depor as armas e não ter nenhum papel futuro no território palestino.

As IDF (Forças de Defesa de Israel) destruiu prédios nos subúrbios da Cidade de Gaza nas últimas semanas, incluindo torres altas.

As Nações Unidas e os países que criticam as táticas de Israel afirmam que elas equivalem a um deslocamento em massa forçado e que as condições nas áreas populosas do sul, para onde os moradores estão sendo enviados, são terríveis, com pouca comida.

Alguns comandantes militares israelenses também expressaram preocupação com a operação, alertando que ela poderia colocar em risco os reféns restantes capturados pelo Hamas durante os ataques de outubro de 2023 e pode ser uma “armadilha mortal” para as tropas.

Chefe do Exército de Israel cobra Netanyahu por um cessar-fogo

O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, em uma reunião que Netanyahu convocou na noite de domingo (14) com chefes de segurança sobre a ofensiva na Cidade de Gaza, instou Netanyahu a buscar um acordo de cessar-fogo, segundo três autoridades israelenses, duas das quais estavam presentes na reunião e uma que foi informada sobre os detalhes.

Famílias de reféns se reuniram em frente à casa de Netanyahu em Jerusalém na noite de segunda-feira, enquanto as notícias sobre a intensificação dos ataques em Gaza se espalhavam.

Nossos entes queridos em Gaza estão sendo bombardeados pelas Forças de Defesa de Israel sob as ordens do primeiro-ministro. Ele decidiu enviar soldados das IDF para as áreas onde nossos entes queridos estão localizados, que podem ser feridos e não retornar com vida”, declarou Anat Angrest, cujo filho Matan está entre os 20 reféns que se acredita ainda estarem vivos. “Ele está fazendo de tudo para garantir que não haja acordo e para não trazê-los de volta.”

O Hamas atacou Israel em outubro de 2023, matando 1.200 pessoas e fazendo cerca de 251 reféns, segundo dados israelenses. Autoridades israelenses afirmam que 20 dos 50 reféns restantes em Gaza estão vivos.

O ataque militar subsequente de Israel contra o Hamas matou mais de 64 mil palestinos, informou o Ministério da Saúde de Gaza, enquanto um grupo de monitoramento global da fome afirmou que parte do território palestino sofre com a fome. Israel já controla cerca de 75% de Gaza.

Drone lançado do Iêmen atinge aeroporto em Israel

A Autoridade Aeroportuária de Israel disse no domingo (7) que um drone lançado do Iêmen atingiu o saguão de desembarque do Aeroporto Ramon, perto da cidade de Eilat, no Mar Vermelho.

A empresa informou que as decolagens e pousos no aeroporto foram interrompidos após o disparo. As operações já foram retomadas.

O exército israelense disse que estava investigando a queda de um drone que foi lançado do Iêmen e caiu na área do aeroporto.

O exército israelense afirmou que o incidente estava sob análise, sem fornecer detalhes sobre o impacto. Não especificou se o drone caiu após ser interceptado ou se foi um impacto direto.

O aeroporto localizado perto da cidade turística de Eilat, na fronteira com a Jordânia e o Egito, opera principalmente voos domésticos.

Os Houthis apoiados pelo Irã têm lançado mísseis e drones milhares de quilômetros ao norte, em direção a Israel, no que o grupo diz serem atos de solidariedade aos palestinos.

Israel retaliou bombardeando áreas do Iêmen controladas pelos houthis, incluindo o importante porto de Hodeidah. O ataque mais recente matou altos funcionários houthis, incluindo o chefe de governo.

Os Houthis, que controlam as partes mais populosas do Iêmen, também têm atacado embarcações no Mar Vermelho desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.

Israel intensifica preparativos para nova ofensiva em Gaza

Esta imagem mostra tendas abrigando palestinos deslocados na Cidade de Gaza em 1º de setembro de 2025. Quase dois anos após o início da campanha israelense em Gaza após o ataque dos militantes do Hamas em 7 de outubro de 2023, grandes áreas do território palestino foram reduzidas a escombros e a vasta maioria de sua população foi deslocada pelo menos uma vez. (Foto de BASHAR TALEB / AFP)/ AFP

Israel intensificou nesta terça-feira (2) os preparativos militares ao reincorporar milhares de reservistas para uma nova ofensiva na Cidade de Gaza, após quase dois anos de guerra contra o movimento palestino Hamas.

O Exército israelense faz preparações logísticas “para operações de combate em larga escala e para a convocação em massa de reservistas“, destaca um comunicado militar.

Segundo a imprensa israelense, os reservistas de uma primeira série de 40 mil convocados estão se apresentando às suas unidades.

As tropas seguem uma série de treinamentos de combate, tanto em ambiente urbano como em terreno aberto, para aprimorar sua preparação para as próximas missões“, acrescentou o Exército, que prossegue com os bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza.

Nesta terça, um grupo de reservistas fez um apelo em Tel Aviv aos colegas para que não respondam às convocações, já que “qualquer ato que legitime a continuação das hostilidades em detrimento de um acordo para os reféns é uma traição para eles e para o povo israelense“, segundo Max Kresch, um desses reservistas.

De acordo com a Defesa Civil do território – organização de primeiros socorros que opera sob a autoridade do Hamas desde que o movimento islamista assumiu o poder em Gaza em 2007 -, 85 pessoas morreram nesta terça nos ataques aéreos israelenses.

Com as restrições impostas aos meios de comunicação em Gaza e devido às dificuldades de acesso ao território, a AFP não consegue verificar de forma independente os balanços nem as informações divulgadas pelas diferentes partes.

Mas imagens gravadas por uma jornalista da AFP em Tel el Hawa, bairro ao sul da Cidade de Gaza, mostram socorristas do Crescente Vermelho retirando o corpo de uma menina dos escombros.

“Acordamos com bombardeios e encontramos a maioria dos nossos vizinhos mortos ou feridos“, afirmou Sanaa al Dreimli, moradora do bairro.

“Levar Israel a uma vitória esmagadora”

Apesar da pressão cada vez mais intensa, tanto do exterior como da população israelense, pelo fim da guerra que provocou um desastre humanitário na Faixa de Gaza, o governo israelense ordenou que o Exército inicie uma nova ofensiva sobre a Cidade de Gaza, com o objetivo declarado de aniquilar o Hamas e recuperar os reféns que permanecem em cativeiro.

Ao aprovar no final de agosto os planos militares para a conquista de Gaza, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, autorizou a convocação de quase 60 mil reservistas.

Queridos soldados, tanto regulares quanto reservistas, ao longo desta guerra tomamos decisões muito difíceis (…), mas as realizamos porque vocês nos deram, a mim e ao país, a força para levar Israel a uma vitória esmagadora contra o Hamas“, declarou nesta terça o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um vídeo.

O porta-voz do Exército israelense em árabe alertou nesta terça no X aos habitantes de Gaza sobre “a ampliação das operações de combate em direção à Cidade de Gaza”.

O Exército afirmou em 27 de agosto que a evacuação da Cidade de Gaza era “inevitável” diante da ofensiva.

A ONU calcula que quase um milhão de pessoas vivem na cidade e suas imediações, onde foi declarado estado de fome.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel matou 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais. Das 251 pessoas sequestradas, 47 permanecem em cativeiro em Gaza, mas 25 foram declaradas mortas pelo Exército israelense.

Os familiares dos reféns imploraram nesta terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “chegasse a um acordo” para trazer de volta seus entes queridos, em uma coletiva de imprensa realizada em Tel Aviv.

A represália israelense matou pelo menos 63.633 pessoas na Faixa de Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob a autoridade do Hamas. O ministério, cujos números são considerados confiáveis pela ONU, não especifica o número de combatentes mortos.

Israel confirma a morte de porta-voz do braço armado do Hamas

Dois palestinos no telhado de um prédio enquanto a fumaça sobe após os ataques israelenses em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em 13 de julho de 2025. Delegações de Israel e do grupo militante palestino Hamas já passaram uma semana tentando chegar a um acordo sobre uma trégua temporária para interromper 21 meses de combates devastadores na Faixa de Gaza. (Foto de Bashar TALEB / AFP)/ AFP

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou neste domingo (31) que o porta-voz das Brigadas Ezedin al Qasam, o braço armado do movimento palestino Hamas, foi “eliminado” em Gaza em um ataque do Exército do país.

O porta-voz terrorista do Hamas, Abu Obeida, foi eliminado em Gaza e se uniu a outros (indivíduos) eliminados do eixo do mal do Irã, do Líbano e do Iêmen nas profundezas do inferno“, afirmou Katz em sua conta na rede social X.

Pouco antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu havia confirmado o lançamento de ataque contra Abu Obeida. “Espero que já não esteja entre nós, mas vejo que não há ninguém do lado do Hamas que possa esclarecer este assunto”, declarou, em uma reunião governamental.

O Hamas ainda não comentou a informação.

Morte do líder em Gaza

Neste domingo, no entanto, o Hamas confirmou a morte de Mohamed Sinwar, seu suposto líder em Gaza – mais de três meses após Israel anunciar que o matou em um bombardeio.

O dirigente palestino era o irmão mais novo de Yahya Sinwar, considerado o principal estrategista do ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Analistas afirmam que Mohamed Sinwar assumiu o comando do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al Qasam, após a morte de Mohamed Deif.

No início de junho, Israel afirmou ter identificado o cadáver de Mohamed Sinwar com exames de DNA, em um túnel localizado sob o Hospital Europeu de Khan Yunis, no centro do território.

A descoberta ocorreu semanas após o Exército israelense informar que havia “eliminado” Sinwar em um ataque aéreo em 13 de maio sobre a localidade.

Guerra

O ataque do Hamas contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023 matou 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais.

Das 251 pessoas sequestradas naquele dia pelo Hamas, 47 continuam em cativeiro em Gaza, das quais 27 teriam falecido, segundo o Exército israelense.

Em Gaza, as represálias israelenses mataram mais de 63.300 pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino – governado pelo Hamas -, considerados confiáveis pela ONU.

Israel deve suspender entrega de ajuda em Gaza pelo ar antes de ofensiva

Israel deve suspender os lançamentos aéreos sobre a Cidade de Gaza e reduzir a entrada de caminhões de ajuda humanitária antes de uma grande ofensiva, disse uma fonte à CNN, enquanto a Cruz Vermelha alerta que os planos israelenses de desocupação em massa eram “impossíveis”.

Israel está se preparando para tomar completamente a maior cidade de Gaza após quase dois anos de guerra, apesar dos alertas de que a campanha terá consequências desastrosas e insuportáveis ​​para os palestinos na região.

O Exército israelense realizou bombardeios pesados ​​e ataques terrestres contra a Cidade de Gaza nos últimos dias, segundo testemunhas e autoridades palestinas, interrompendo serviços vitais e deixando milhares de pessoas amontoadas em uma área cada vez menor.

Ataque no oeste e no norte de Gaza

Neste sábado (30), um ataque israelense na Rua Al-Nasr, no oeste da Cidade de Gaza, matou pelo menos 11 palestinos, incluindo seis crianças, disseram autoridades de saúde da região.

Outras 25 pessoas ficaram feridas, de acordo com Mohammed Abu Salmiya, diretor do Hospital Al-Shifa, no norte de Gaza. O número de mortos deve aumentar.

Imagens da CNN do pátio do hospital mostraram uma fileira de crianças mortas, envoltas em cobertores. Familiares lamentam as perdas.

Não sei o que aconteceu”, disse um homem à CNN. “Essas crianças são amadas por Deus. Qual foi o pecado delas?

A CNN entrou em contato com o exército israelense para obter comentários sobre o ataque.

Expansão da ofensiva israelense

Na sexta-feira (29), o Exército declarou a cidade como uma “zona de combate perigosa” antes do ataque planejado, que, segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, terá como alvo o que ele chama de “esconderijos restantes” do Hamas.

Esta semana, drones israelenses sobrevoaram diversas áreas dentro e ao redor da cidade para lançar panfletos, segundo moradores da Cidade de Gaza, orientando as pessoas a se deslocarem para o sul de Wadi Gaza – um vale fluvial que divide a Faixa de Gaza ao meio.

A todos na Cidade de Gaza e na área de Jabalya, como foram avisados ​​anteriormente, o exército israelense está expandindo suas operações para o oeste. Para sua segurança, se desloquem imediatamente para o sul de Wadi Gaza“, dizem os panfletos.

Mas o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) denunciou a medida.

É impossível que uma desocupação em massa da Cidade de Gaza seja realizada de forma segura e digna nas condições atuais“, disse a presidente do CICV, Mirjana Spoljaric, em um comunicado, alertando que palestinos famintos, incapacitados e feridos não conseguem se movimentar.

Tal desocupação desencadearia um movimento populacional massivo que nenhuma área da Faixa de Gaza pode absorver, dada a destruição generalizada da infraestrutura civil e a extrema escassez de alimentos, água, abrigo e assistência médica“, acrescentou Spoljaric.

Moradores da Cidade de Gaza estão sendo “aterrorizados 24 horas por dia”

Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas somente nas partes central e oeste da Cidade de Gaza, disse um porta-voz do município neste sábado (39), alertando que as condições já são “terríveis”.

Esperamos um aumento acentuado no número de vítimas se a ocupação expandir sua operação militar“, disse Asem Alnabih. “Estamos enfrentando um colapso total dos serviços, já que a ocupação continua a impedir a entrada de combustível e do maquinário de que precisamos.”

Um alto funcionário da ONU alertou que os moradores da Cidade de Gaza – que enfrentam exaustão física, fome, desnutrição e fadiga – também estão sob a sombra constante dos bombardeios, o que enfraquece a capacidade de tomar decisões de vida ou morte.

Essas pessoas estão enfrentando a morte. No entanto, agora enfrentam a ameaça de uma invasão”, disse Sam Rose, chefe da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos) em Gaza. “Eles estão sendo aterrorizados 24 horas por dia.

O exército israelense também anunciou planos para interromper as “pausas táticas” de 10 horas nas hostilidades, que começaram há um mês, após severas restrições de ajuda humanitária, cercos e bombardeios que causaram uma crise de forme mortal no território.

Nas últimas 24 horas, mais 10 pessoas morreram de fome e desnutrição em Gaza, elevando o total para pelo menos 332 palestinos desde 7 de outubro de 2023, informou o Ministério da Saúde neste sábado (30). Dos que morreram, 124 eram crianças, acrescentou o ministério.

Os ataques israelenses em Gaza após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 mataram 63.371 palestinos e feriram outras 159.835 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do território.

Ataque de Israel a hospital em Gaza mata jornalista da Reuters

Ataques de Israel contra um hospital no sul da Faixa de Gaza deixou pelo menos 20 palestinos mortos nesta segunda-feira (25), informou o Complexo Médico Nasser, incluindo jornalistas de diversos veículos de comunicação.

Autoridades de saúde informaram que Israel disparou dois ataques contra o local, entre as vítimas estão pelo menos quatro jornalistas, afirmando também que muitas pessoas ficaram feridas.

Os jornalistas mortos foram Mohammad Salama, cinegrafista da Al Jazeera, Hussam Al-Masri, que era contratado da Reuters, e Mariam Abu Dagga, que trabalhou para a Associated Press e outros veículos de comunicação durante a guerra.

Moath Abu Taha, jornalista freelancer, também foi morto no ataque, acrescentou o hospital.

A Defesa Civil de Gaza informou que um de seus tripulantes também morreu no ataque.

O primeiro ataque ao hospital atingiu o quarto andar do Complexo Médico Nasser na manhã desta segunda-feira, informou o Ministério da Saúde palestino, seguido por um segundo pouco tempo depois, que atingiu equipes de ambulância e socorristas.

O exército israelense informou que investiga o caso e afirmou lamentar qualquer dano causado a civis, acrescentando que não tem jornalistas como alvo.

Um vídeo do local mostra o dr. Mohammad Saqer, porta-voz do hospital e chefe de enfermagem, segurando um pano encharcado de sangue após o primeiro ataque, quando outra explosão sacode o prédio, enchendo o ar de fumaça e fazendo as pessoas correrem para se proteger.

Uma câmera ao vivo da Al Ghad TV mostra socorristas em uma escada danificada do hospital quando o segundo ataque atinge o prédio.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel.

Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 61 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza

O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel afirma que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino.

Segundo a ONU, passa de mil o número de pessoas que foram mortas tentando conseguir alimentos, desde o mês de maio, quando Israel mudou o sistema de distribuição de suprimentos na Faixa de Gaza.

Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado.

“Violação grave”, diz ONU sobre ataque de Israel contra jornalistas em Gaza

CNN Brasil on X: ""Violação grave", diz ONU sobre ataque de Israel contra  jornalistas em Gaza https://t.co/wIm50uDRHS" / X

O escritório de direitos humanos da ONU condenou nesta segunda-feira (11) o assassinato de seis jornalistas palestinos em Gaza, afirmando que as ações do exército israelense representaram uma “grave violação do direito internacional humanitário”.

Um proeminente jornalista da Al Jazeera, que havia sido ameaçado por Israel, foi morto juntamente com cinco colegas em um ataque aéreo israelense no domingo (10), em uma ofensiva condenado por jornalistas e grupos de direitos humanos.

Al Sharif, de 28 anos, estava entre um grupo de quatro jornalistas da Al Jazeera e um assistente que morreram em um ataque a uma tenda perto do Hospital Al Shifa, no leste da Cidade de Gaza, disseram autoridades de Gaza e a Al Jazeera.

Uma autoridade do hospital afirmou que outras duas pessoas também foram mortas no ataque.

O exército israelense afirmou ter atacado e matado Anas Al Sharif, alegando que ele liderava uma célula militante do Hamas.

A Al Jazeera, financiada pelo governo do Catar, rejeitou a afirmação e, antes de morrer, Al Sharif também havia rejeitado tais alegações de Israel.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel.

Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 61 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel afirma que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino.

Segundo a ONU, passa de mil o número de pessoas que foram mortas tentando conseguir alimentos, desde o mês de maio, quando Israel mudou o sistema de distribuição de suprimentos na Faixa de Gaza.

Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado.

Netanyahu promete “terminar o trabalho” contra o Hamas

Netanyahu faz nova ameaça ao Irã: “Mais está a caminho"

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (10) que Israel não tem escolha a não ser “terminar o trabalho” e derrotar o Hamas, dada a recusa do grupo palestino em deixar as armas.

Netanyahu também declarou em entrevista coletiva que seus novos planos de ofensiva em Gaza visam atacar dois redutos remanescentes do Hamas.

Na sexta-feira (8), o Gabinete de Segurança de Israel aprovou o plano de Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza.

A medida surge após o fracasso nas negociações de cessar-fogo com o Hamas. No último final de semana, o grupo palestino divulgou vídeos de reféns fracos e desnutridos, gerando protestos e reações das famílias israelenses.

O Hamas descreveu a decisão de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza como um “crime de guerra“, acrescentando que o governo israelense “não se importa com o destino de seus reféns”.

Entenda os cinco princípios do plano de Israel para o fim da guerra em Gaza

O gabinete de segurança de Israel adotou cinco princípios para encerrar a guerra em Gaza, incluindo o “controle de segurança israelense na Faixa de Gaza” e uma nova administração civil para governar o enclave, informou o Gabinete do Primeiro-Ministro na sexta-feira (8), horário local.

Estes são os cinco princípios:

-O desarmamento do Hamas
-O retorno de todos os reféns – os vivos e os mortos
-A desmilitarização de Gaza
-O controle de segurança israelense em Gaza
-O estabelecimento de uma administração civil que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina

“Uma maioria decisiva dos ministros do Gabinete de Segurança acreditava que o plano alternativo submetido ao Gabinete de Segurança não alcançaria a derrota do Hamas nem o retorno dos reféns“, afirmou o gabinete.

Não ficou claro a qual plano alternativo a declaração se referia ou quem o apresentou.

Antes da reunião do gabinete de segurança, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel não queria governar Gaza.

Queremos entregá-la às forças árabes que a governarão adequadamente, sem nos ameaçar e dando aos moradores de Gaza uma vida digna – isso não é possível com o Hamas”, disse Netanyahu.

O gabinete também aprovou um plano de Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza, apesar do crescente alarme internacional com a crise humanitária no enclave pulverizado e da significativa oposição pública ao plano em Israel.