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Vulcão de Fogo entra em erupção na Guatemala

O Vulcão de Fogo, que em 2018 causou uma avalanche que provocou 215 mortes na Guatemala, iniciou, nesse sábado (10), uma nova fase de erupção com explosões, expulsão de cinzas e fluxo de lava, anunciaram as autoridades.

“O Vulcão de Fogo apresentou um aumento de sua atividade e nos últimos minutos entrou em fase de erupção (…). A erupção é principalmente efusiva acompanhada de pulsos incandescentes da fonte de lava”, informou o Instituto de Vulcanologia (Insivumeh) em um boletim informativo.

Segundo a instituição, a erupção do vulcão, de 3.763 metros de altura e localizado 35 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala, gera “constantes explosões fracas, moderadas e fortes”.

Vinte e duas pessoas são presas por tráfico de migrantes na Guatemala• Chega a 310 total de mortos em terremoto na Indonésia• Vulcão provoca sismo no norte do Chile

Também provoca uma “fonte incandescente” de lava que ultrapassa 500 metros acima da cratera e uma coluna de cinzas que se eleva a mais de um quilômetro do topo do vulcão, localizado entre os departamentos (províncias) de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, acrescentou o Insivumeh.

Até agora, não foram ordenadas evacuações preventivas nas comunidades próximas do colosso, segundo Rodolfo García, porta-voz da Coordenação Nacional de Redução de Desastres (Conred), entidade responsável pela defesa civil.

O responsável explicou que está em comunicação com as autoridades das áreas povoadas próximas ao vulcão diante da possível chuva de cinzas a noroeste do cone vulcânico, além do risco de uma fluxo de lava de cerca de 800 metros descendo uma colina.

Uma erupção do Vulcão de Fogo em 3 de junho de 2018 provocou uma avalanche de material incandescente que devastou a comunidade San Miguel Los Lotes em Escuintla e parte de uma estrada em Sacatepéquez, deixando 215 mortos e um número similar de desaparecidos.

Junto com o Vulcão de Fogo, os vulcões Santiaguito (oeste) e Pacaya (sul) também estão ativos na Guatemala.

Atirador mata três mulheres e fere pelo menos outras quatro pessoas em Roma

Três mulheres foram mortas neste domingo (11) quando um homem sacou uma arma e abriu fogo em uma reunião de moradores de um prédio de apartamentos em Roma, informou a mídia italiana.

Os relatórios disseram que um homem de 57 anos foi detido após o tiroteio, que aconteceu em um bar no distrito de Fidene, onde a reunião estava sendo realizada.

“Ele entrou na sala, fechou a porta e gritou ‘Vou matar todos vocês’ e então começou a atirar”, disse uma testemunha à agência de notícias italiana Ansa.

Outras quatro pessoas ficaram feridas no tiroteio, com pelo menos uma delas sofrendo ferimentos graves.

O suspeito é um morador local que estava em uma série de disputas com a associação de moradores, disse outra testemunha ao Rai News.

Vulcão de Fogo entra em erupção na Guatemala

O Vulcão de Fogo, que em 2018 provocou 215 mortes na Guatemala, iniciou neste sábado (10) uma nova fase de erupção com explosões, expulsão de cinzas e fluxo de lava.

“O Vulcão de Fogo apresentou um aumento de sua atividade e nos últimos minutos entrou em fase de erupção. A erupção é principalmente efusiva acompanhada de pulsos incandescentes da fonte de lava”, informou o Instituto de Vulcanologia (Insivumeh) em um boletim informativo.

Segundo a instituição, a erupção do vulcão, de 3.763 metros de altura e localizado 35 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala, gera “constantes explosões fracas, moderadas e fortes”.

Também provoca uma “fonte incandescente” de lava que ultrapassa 500 metros acima da cratera e uma coluna de cinzas que se eleva a mais de um quilômetro do topo do vulcão, localizado entre os departamentos (províncias) de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, acrescentou o Insivumeh.

Até agora, não foram ordenadas evacuações preventivas nas comunidades próximas do vulcão, segundo Rodolfo García, porta-voz da Coordenação Nacional de Redução de Desastres (Conred), entidade responsável pela defesa civil.

O porta-voz explicou que está em contato com as autoridades das áreas povoadas próximas ao vulcão, por causa da possível chuva de cinzas a noroeste do cone vulcânico, além do risco de um fluxo de lava de cerca de 800 metros descendo uma colina.

Uma erupção do Vulcão de Fogo em 3 de junho de 2018 provocou uma avalanche de material incandescente que devastou a comunidade San Miguel Los Lotes em Escuintla e parte de uma estrada em Sacatepéquez, deixando 215 mortos e um número similar de desaparecidos.

Junto com o Vulcão de Fogo, os vulcões Santiaguito (oeste) e Pacaya (sul) também estão ativos na Guatemala.

Irã faz primeira execução de manifestante condenado à morte por protestos

O Irã executou nesta quinta-feira (8) um homem acusado de ferir um integrante da força paramilitar Basich durante os protestos que abalam o país há quase três meses, informou a agência de notícias do Poder Judiciário, Mizan Online.

“Mohsen Shekari, um desordeiro que bloqueou a avenida Sattar Khan em Teerã em 25 de setembro e feriu um ‘basich’ com um facão, foi executado na manhã de quinta-feira”, afirma o site da agência.

Esta é a primeira execução conhecida vinculada aos protestos. Outros 11 condenados correm o risco de sofrer o mesmo destino por participação nas manifestações.

De acordo a Mizan Online, o veredicto preliminar do caso foi anunciado em 1º de novembro pelo Tribunal Revolucionário de Teerã e a Suprema Corte rejeitou um recurso de apelação em 20 de novembro, o que levou à execução da sentença.

A justiça iraniana afirma que Shekari se declarou culpado de ter lutado e sacado “a arma com a intenção de matar, provocar terror e perturbar a ordem e a segurança da sociedade”.

“Ele feriu de maneira intencional um basich com arma branca, enquanto este cumpria o seu dever e bloqueou a avenida Sattar Khan em Teerã”, afirma a agência.

O Irã é cenário de uma onda de protestos desde a morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos que faleceu depois de ser detida pela polícia da moralidade por supostamente desrespeitar o código de vestimenta do país, que obriga as mulheres a usar o véu.

As autoridades, que denunciam as manifestações como “distúrbios”, acusam com frequência os Estados Unidos e seus aliados ocidentais, assim como grupos curdos no exterior, de estimular o movimento de protestos sem precedentes.

Alemanha prende 25 suspeitos de integrar grupo terrorista de extrema direita

Vinte e cinco supostos integrantes um grupo terrorista de extrema direita suspeito de tentar derrubar o Estado alemão foram detidos na manhã desta quarta-feira (7) durante uma operação em toda a Alemanha, informou a promotoria federal.

Um soldado ativo e vários reservistas estão entre os investigados, disse um porta-voz do serviço de inteligência militar à Reuters. O militar é membro do Comando das Forças Especiais, acrescentou o porta-voz.

Os suspeitos são acusados de se preparar, desde o final de novembro de 2021, para realizar ações com base em sua ideologia, segundo o escritório. Essas ações incluem aquisição de equipamentos, recrutamento de novos membros e aulas de tiro.

O foco do recrutamento foram principalmente membros das forças armadas e policiais, disse o escritório.

As buscas foram conduzidas por mais de 3.000 policiais e forças de segurança em 11 estados alemães, informaram promotores em comunicado.

Os suspeitos foram presos nos estados alemães de Baden-Wuerttemberg, Baviera, Berlim, Hesse, Baixa Saxônia, Saxônia, Turíngia, bem como na Áustria e na Itália, disse o escritório.

Dois trens colidem em Barcelona e deixam 155 feridos

Dois trens colidiram na manhã desta quarta-feira (7) nos arredores de Barcelona, na Espanha. Segundo o serviço de emergência local, 155 pessoas ficaram feridas, a maioria de forma leve.

Um dos trens já estava parado e o outro reduzia a velocidade, mas não conseguiu parar a tempo de evitar a batida, segundo relataram passageiros à rede de TV espanhola TVE. Segundo o serviço de proteção civil da Catalunha, a batida ocorreu pouco antes das 08h.

A colisão ocorreu na estação de Montcada i Reixac, que fica a 17 quilômetros de Barcelona, na região da Catalunha, no nordeste da Espanha.

“Entre os passageiros, várias pessoas ficaram levemente feridas e aguardam avaliação”, disseram os serviços de emergência no Twitter.

Ainda não se sabe o que causou a batida. A Renfe, administradora da linha

Vice-presidente da Argentina é julgada por denúncia de corrupção

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enfrenta uma série de acusações na Justiça, e o processo mais recente terá seu veredito nesta terça-feira (6), mas isso não significa que ela será imediatamente presa.

O Ministério Público acusa a peronista de ter liderado uma organização de pessoas que contratou 51 obras viárias (com dinheiro público) do empresário de construção Lázaro Báez, que teria pagado aos dirigentes políticos para conseguir esses contratos.

Cristina é acusada de ter chefiado essa associação criminosa que teria fraudado o Estado argentino em US$ 1 bilhão.

Todas as obras supostamente superfaturadas foram feitas no estado de Santa Cruz, o reduto político de Cristina e Néstor Kirchner (marido de Cristina, que faleceu em 2010).

Cristina se diz inocente, e afirma que é vítima de perseguição política.

De qualquer forma, ela tem foro privilegiado por ser a vice-presidente (na Argentina, quem ocupa esse cargo também tem o posto de presidente do Senado). Apesar de ela poder ser condenada a prisão na decisão desta terça, para efetivamente cumprir a pena, ela terá que passar por um processo no Congresso que retire seus privilégios políticos.

Esse é o primeiro processo judicial que Cristina enfrenta que chega à fase final. Ela, no entanto, tem outros processos na Justiça que ainda estão abertos.

Los Sauces

Esse caso é vinculado ao processo de envolvimento com o empresário Lázaro Baez.

Cristina e seus filhos Máximo e Florência Kirchner tinham uma empresa chamada Los Sauces S/A. De acordo com os promotores, essa empresa fingia que alugava propriedades para justificar para a Receita a origem de dinheiro ilícito.

A origem real do dinheiro da empresa seria, na verdade, propina de empresários como Lázaro Báez e também Cristóbal López.

Ou seja, a Los Sauces seria uma forma de lavar dinheiro.

Esse caso é parecido com o Los Sauces: a família Kirchner é dona de hotéis no sul da Argentina. Báez e López teriam pagado diárias sem que os quartos tenham sido ocupados —ou seja, seria uma outra forma de lavar dinheiro.

Cadernos da propina
Um motorista teria escrito um caderno com as anotações de onde ele entregava dinheiro durante os governos de Cristina Kirchner. Esse caderno foi encontrado e levado à Justiça.

Homem é preso por atirar ovo contra rei Charles III, diz agência inglesa

Um homem foi preso nesta terça-feira (6) por tentar jogar um ovo contra o rei Charles III, afirmou a agência de notícias britânica PA Media.

Citando a polícia local, a agência afirma que o homem tentou arremessar o ovo enquanto o monarca participava de uma caminhada em Luton, cidade no noroeste de Londres.

Ainda não há informações sobre se o rei foi atingido.

Base aérea onde há aviões para carregar bombas nucleares é atingida por explosão na Rússia

Houve uma explosão em uma base área onde ficam aviões bombardeiros das forças nucleares da Rússia nesta segunda-feira (5), de acordo com um governador do país.

A explosão aconteceu na base de Engels, na cidade de Saratov, a 185 quilômetros de Moscou e longe da fronteira com a Ucrânia.

De acordo com o “New York Times”, o ataque foi feito por um drone ucraniano.

Roman Busargin, governador da região de Saratov, disse que houve um estrondo alto e um flash de luz na base aérea.

A base de Engels fica a cerca de 730 quilômetros de Moscou. É uma das duas bases que abrigam mísseis cruzeiro e bombas nucelares da Rússia (a outra fica no extremo oriente do país).

A Rússia tem de 60 a 70 aviões bombardeiros estratégicos de dois tipos: o Tu-95MS Bear e o Tu-160 Blackjack. Ambos são capazes de transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro equipados com armas nucleares.

“Quero garantir que nenhuma emergência ocorreu nas áreas residenciais da cidade. Não há motivos para preocupação. Nenhuma infraestrutura civil foi danificada”, escreveu Busargin no Telegram.

“As informações sobre incidentes em instalações militares estão sendo verificadas pelas agências de aplicação da lei”, disse ele

Deslizamento de terra soterra ônibus na Colômbia e deixa pelo menos 33 mortos, diz governo

Pelo menos 33 pessoas morreram quando um deslizamento de terra soterrou um ônibus no noroeste da Colômbia no domingo, e nove outras foram resgatadas com vida, disse o ministro do Interior do país.

O deslizamento de terra, causado por fortes chuvas, atingiu o veículo entre Pueblo Rico e Santa Cecilia, na província de Risaralda, cerca de 230 quilômetros a noroeste da capital Bogotá.

“Já encontramos 33 pessoas mortas, incluindo três menores, e resgatamos nove pessoas vivas, quatro delas em estado crítico”, disse o ministro do Interior, Alfonso Prada, a repórteres na segunda-feira.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, descreveu o incidente como uma tragédia em uma mensagem no Twitter.

“Solidariedade às famílias das vítimas”, disse Petro, prometendo apoio do governo nacional.

O prefeito de Pueblo Rico, Leonardo Fabio Siagama, disse a jornalistas que os corpos estavam sendo levados para um ginásio coberto da cidade, normalmente usado para esportes.

O ônibus viajava de Cáli, terceira maior cidade da Colômbia, para o município de Condoto, na província de Choco.

A Colômbia tem sido atingida por uma estação chuvosa excepcionalmente forte, atribuída ao fenômeno climático La Niña.

Eventos ligados a fortes chuvas mataram mais de 216 pessoas e deixaram 538.000 desabrigados até agora em 2022, segundo estatísticas do governo. Outras 48 pessoas ainda estão desaparecidas em todo o país.

Após protestos, China flexibiliza política de ‘Covid zero’

Os estabelecimentos comerciais reabriram e as exigências de testes de coronavírus foram reduzidas nesta segunda-feira (5) em Pequim e outras cidades da China, que começou a flexibilizar aos poucos a rígida política de ‘Covid zero’.

A política, que por meses confinou milhares de pessoas em bairros e condomínios inteiros, gerou na semana passada uma forte onda de protestos em cidades ao redor do país. A medida já foi criticada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que acha a rigidez ineficaz.

Autoridades locais em todo o território chinês iniciaram um leve movimento de recuo nas restrições que estão em vigor há quase três anos, estimuladas pelas ordens do governo nacional para a adoção de novas formas de combater a pandemia.

A capital Pequim, onde muitas empresas estão em pleno funcionamento, não exige mais um teste de Covid negativo feito nas últimas 48 horas para que cidadãos tenham acesso ao transporte público.

Em Xangai, centro financeiro do país que este ano enfrentou um confinamento de dois meses, os moradores voltaram a frequentar espaços abertos, como parques e áreas turísticas, sem a necessidade de apresentar um resultado de teste recente.

A cidade de Hangzhou foi além e acabou com a campanha de testes em larga escala para seus 10 milhões de habitantes, exceto para os que estão de visita à localidade ou para aqueles que frequenta casas de repouso, escolas e creches.

Na cidade de Urumqi (noroeste do país), onde um incêndio que provocou 10 mortes catalisou a onda de protestos contra os confinamentos, os supermercados, hotéis, restaurantes e centros de esqui reabriram as portas nesta segunda-feira.

A cidade de mais de quatro milhões de habitantes na região de Xinjiang, enfrentou um dos confinamentos mais prolongados da China, com algumas áreas fechadas de agosto a novembro.

As autoridades de Wuhan, primeira cidade a detectar o coronavírus em 2019, e de Shandong eliminaram no domingo a exigência de testes para o uso do transporte público.

E Zhengzhou, sede da maior fábrica de iPhones no mundo, também acabou a necessidade de um teste de covid de menos de 48 horas para permitir acesso a locais públicos, ao transporte público e aos edifícios residenciais.

Mudança de tom -A imprensa estatal chinesa, que sempre destacou os perigos da covid, agora apresenta uma mudança de tom, diante da flexibilização das medidas.

O jornal econômico Yicai cita o argumento de um especialista em saúde, não identificado, de que as rígidas regras sanitárias devem ser atenuadas.

“A maioria dos infectados está assintomática (…) e a taxa de mortalidade é muito pequena”, afirmou o especialista.

A Comissão Nacional da Saúde (CNS) chinesa estabelece categorias de doenças de acordo com as taxas de mortalidade e contágio.

Desde janeiro de 2020 o país mantém a covid sob protocolos de categoria A, o que dá aos governos locais o poder de impor confinamentos e exigir que as pessoas infectadas permaneçam em quarentena.

O analista citado pelo Ycai afirma que esta abordagem “claramente não está de acordo com a ciência”, após as mudanças nas circunstâncias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou a mudança da política chinesa de tolerância zero contra a Covid, depois que centenas de pessoas protestaram nas ruas de várias cidades para exigir mais liberdades políticas e o fim do confinamento.

Porém, enquanto algumas regras foram atenuadas, as forças de segurança rapidamente impediram outros protestos, com mais censura na internet e uma vigilância mais intensa da população.

Embora alguns centros de testes tenham sido desativados, longas filas se formaram diante das áreas de teste ainda em operação, o que obriga os moradores a aguardar no frio do inverno pelos exames de covid que continuam obrigatórios em grande parte da China.

“Os estudantes não podem assistir as aulas sem um teste negativo de 24 horas”, destaco uma pessoa na rede social Weibo.

“Para que fechar os centros de testes antes de eliminar por completo a exigência de mostrar resultados de exames?”, questiona outro.

A China registrou nesta segunda-feira 29.724 novos casos locais de Covid-19.

Após protestos, Irã decide abolir a polícia da moralidade

O Irã decidiu abolir a polícia da moralidade após mais de dois meses de protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos detida por supostamente violar o rígido código de vestimenta do país, anunciou a imprensa local neste domingo (4).

“A polícia da moralidade não tem nada a ver com o Poder Judiciário” e foi suprimida, anunciou o procurador-geral do Irã, Mohammad Jafar Montazeri, no sábado (3) à noite, segundo informou neste domingo (4) a agência de notícias ISNA.

O procurador-geral respondeu assim a uma pessoa que participava de uma cerimônia religiosa na cidade de Qom, a sudoeste de Teerã, que perguntou “por que a polícia da moralidade foi suprimida?”.

A polícia da moralidade, conhecida como Gasht-e Ershad [patrulhas de orientação], foi criada sob o regime do presidente ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad [no poder de 2005 a 2013] para “espalhar a cultura da decência e do hijab”, o véu muçulmano feminino.

Suas unidades são formadas por homens em uniforme verde e mulheres em xador preto, uma vestimenta que cobre todo o corpo, exceto o rosto. As primeiras patrulhas começaram seu trabalho em 2006.

O anúncio da abolição desta unidade, visto como um gesto em direção aos manifestantes, ocorre depois que as autoridades anunciaram que estavam analisando se a lei de 1983 sobre o véu obrigatório precisava de mudanças.

No sábado, em uma conferência em Teerã, o presidente iraniano, o ultraconservador Ebrahim Raisi, declarou que a Constituição do país “tem valores e princípios sólidos e imutáveis”, mas que há métodos de aplicação que podem “ser mudados”.

A República Islâmica está mergulhada em uma onda de protestos desde a morte de Mahsa Amini, uma jovem curdo-iraniana em 16 de setembro após ser detida pela polícia da moralidade.

Desde então, as mulheres lideram os protestos, nos quais gritam palavras de ordem contra o governo, tiram e queimam seus véus.

De acordo com o último balanço divulgado pelo general iraniano Amirali Hajizadeh, da Guarda Revolucionária, mais de 300 pessoas morreram nas manifestações desde 16 de setembro.

Segundo ONGs, porém, esse número seria mais do que o dobro.

O uso do véu se tornou obrigatório no Irã em 1983, quatro anos depois da Revolução Islâmica de 1979.

A lei estabelece que tanto as mulheres iranianas quanto as estrangeiras, independentemente de sua religião, devem usar véu cobrindo o cabelo e usar roupas largas em público.

As autoridades afirmam que a morte de Amini se deveu a problemas de saúde, mas segundo a família, ela morreu após ser espancada.

Em setembro, o principal partido reformista do Irã pediu a anulação da lei.

O Partido da União do Povo Islâmico do Irã, formado por pessoas próximas ao ex-presidente reformista Mohamed Khatami, exigiu que as autoridades preparassem “os elementos legais que abram caminho para a anulação da lei do véu obrigatório”.

O papel da polícia da moralidade mudou ao longo dos anos, mas sempre gerou divisões.

Sob o presidente moderado Hassan Rohani, no poder de 2013 a 2021, era comum ver mulheres de jeans justos e véus coloridos.

Mas seu sucessor Raisi pediu em julho a “todas as instituições estatais” que fortalecessem a aplicação da lei do véu.

“Os inimigos do Irã e do Islã querem minar os valores culturais e religiosos da sociedade espalhando a corrupção”, declarou na época.

Indonésia ordena retirada de 2.000 pessoas por erupção do vulcão Semeru

As autoridades da Indonésia ordenaram neste domingo (4) a retirada de quase 2.000 pessoas e decretaram alerta máximo depois que o vulcão Semeru, na ilha de Java, entrou em erupção.

“O Monte Semeru passou do nível três para o nível quatro”, informou o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Desastres Geológicos (PVMBG) da Indonésia.

“Isso significa que a população está em perigo e a atividade do vulcão se intensificou”, declarou o porta-voz do PVMBG, Hendra Gunawan.
Segundo os serviços de resgate, 1.979 pessoas de seis localidades foram transferidas para 11 abrigos. Os habitantes das cidades vizinhas ao vulcão fugiram antes que a enorme nuvem de cinzas chegasse.

Os serviços de resgate relataram “avalanches de fogo” causadas por blocos de lava que se desprendiam do cume durante a erupção e fluíam em direção à base do vulcão.

Após o início da erupção, a Internet foi cortada e a rede telefônica apresentou falhas.

As autoridades locais disseram que não há vítimas, mas aconselharam os moradores a ficarem a pelo menos 8 km de distância da cratera do vulcão. Também pediram às pessoas que evitassem uma área de 13 quilômetros adjacente a um rio no lado sudeste do Semeru, para onde se dirigia uma nuvem de cinzas vulcânicas.

Uma ponte que liga dois distritos da região, que estava em reconstrução desde o ano passado, foi fortemente danificada neste domingo, segundo o PVMBG.

Equador declara emergência sanitária devido a surto de gripe aviária

O Equador declarou uma emergência de saúde animal por um período de 90 dias depois de detectar um surto de gripe aviária em fazendas no país, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária.

“Durante os próximos 90 dias não será possível mobilizar aves, produtos e subprodutos de origem aviária como ovos, galinhas, galinhas, entre outros, das explorações afetadas pelo surto”, anunciou o ministério em comunicado.

O primeiro caso altamente patogênico do vírus H5N1 foi detectado há três dias na província de Cotopaxi. “No foco detectado, há apenas 0,15% da população avícola do país”, porém o total inclui cerca de 263 milhões de frangos e cerca de 16 milhões de galinhas poedeiras, aquelas destinadas à produção de ovos.

Para conter a propagação da doença, as autoridades ordenaram o abate de cerca de 180 mil aves das granjas afetadas. A gripe aviária é uma doença que não tem cura nem tratamento, causa alta mortalidade em aves silvestres e domésticas como patos, galinhas, galinhas, perus, entre outras.

Um dos receios é a transmissão do vírus de animais para humanos, eventos que já foram registrados de forma pontual. Porém, ainda sem indicarem risco de disseminação entre pessoas.

Apesar do surto, o ministro da Agricultura, Bernardo Manzano, destacou que “o consumo de ovos e carne de frango está garantido”. O setor avícola no Equador gera anualmente cerca de 1,8 milhões de dólares e cerca de 300 mil empregos.

Entre janeiro e novembro no país, as granjas avícolas produziram 495 mil toneladas de carne de frango e 3,812 milhões de ovos, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Doença acende alerta
Recentemente, o Peru registrou mais de 13 mil aves marinhas, a maioria pelicanos, mortas pelo vírus H5N1 em parte de sua costa e áreas naturais protegidas, segundo o Serviço Nacional de Florestas e Vida Selvagem (Serfor).

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) manifestou sua preocupação e emitiu um alerta de que, com a migração sazonal das aves, a doença pode atingir a América Central e do Sul.

Segundo a organização, as nações devem estar “em alerta máximo para mortalidade de aves silvestres e surtos ou mortalidade incomum em aves”, destacando a rápida disseminação do vírus na América do Norte.

“Dado o início da próxima migração de outono de muitas espécies de aves da América do Norte para a América Central e do Sul, o risco de introduções de HPAI (gripe aviária altamente patogênica, em inglês, sigla utilizada para o H5N1) aumenta em áreas atualmente não afetadas. É importante que os países e territórios das regiões da América Central e do Sul preparem e fortaleçam suas medidas de detecção precoce, diagnóstico adequado e resposta precoce, tanto em aves silvestres quanto em aves de capoeira (de criação)”.

O comunicado destaca ainda que, desde 2020, há uma onda intercontinental sem precedentes do H5N1, já atingindo mais de 70 países. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC), o surto atual é o maior da doença já registrado no continente.

Nesses dois anos, 18 dos países relataram a presença do vírus pela primeira vez. Além dos impactos econômicos no abate de animais, a propagação do microrganismo facilita a sua evolução e os riscos de uma possível mutação que permita uma mais fácil transmissão a humanos.

Primeiro-ministro da Espanha e prédios públicos de Madri recebem cinco cartas-bomba, um dia após explosão em Embaixada da Ucrânia

O gabinete do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a sede do Ministério da Defesa do país e a base área de Torrejón de Ardoz, em Madri, receberam cinco cartas-bomba nesta quinta-feira (1º).

Todas foram detectadas antes de serem abertas, e não há feridos, segundo informou o governo espanhol. Mas a polícia nacional espanhola ativou o protocolo antiterrorista no país inteiro, o que autoriza policiais e esquadrões antibombas a fazer operações especiais de bloqueio de estradas e aeroportos e busca e apreensões.

Os envios ocorrem um dia depois de uma correspondência também com explosivos ser enviada à Embaixada da Ucrânia na Espanha, também em Madri. Um funcionário local ficou ferido ao abrir a carta e está hospitalizado – segundo o embaixador da Ucrânia em Madri, Serhii Pohoreltsev, ele teve os dedos das mãos queimados pela explosão mas passa bem.

A Espanha, ao lado de países da União Europeia, apoia o governo da Ucrânia na guerra no país e envia armamentos ao Exército ucraniano.

Além da Embaixada ucraniana e dos edifícios do governo, uma fabricante de armas espanhola sediada na capital do país também recebeu uma carta-bomba. Já a carta de

O Ministério do Interior do país ordenou que policiais e o esquadrão antibombas reforcem a segurança em todos os prédios públicos e sedes diplomáticas de Madri nesta quinta-feira.

Segundo o governo da Espanha, todas as correspondências foram enviadas de dentro do país e estão sendo rastreadas. A polícia ainda não apontou suspeitos.