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Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul celebram chegada de 2023

Ano Novo na Autrália 2023

Austrália e Nova Zelândia foram os primeiros a celebrar a virada do ano. Com um fuso horário muito a frente do brasileiro, Sydney foi uma das primeiras grandes cidades a receber 2023, recuperando sua coroa de “capital mundial do Ano Novo”.

Alguns países da Ásia como Japão e Coreia do Sul também adentraram no novo ano. Ao todo, no mundo, sete países já deixaram 2022 para trás:

Rússia Oriental
Japão
Coreia
Nova Zelândia
Austrália
Papa Nova Guiné
Timor-Leste

Bolsonaro é tietado em condomínio de luxo na Flórida no último dia como presidente do Brasil

Após deixar o Brasil e se recusar a passar a faixa presidencial para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro passará o último como chefe do Executivo em Orlando, na Flórida. Hospedado em um condomínio fechado na cidade americana, ele tem sido assediado por vizinhos desde que chegou. Nas redes sociais, brasileiros têm postado fotos e vídeo com o presidente.

Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a filha do casal, Laura, de 12 anos, estão hospedados na casa do ex-lutador de MMA, o brasileiro José Aldo. A residência está localizada em um condomínio em que moram outros brasileiros.

Na maioria das imagens postadas, o presidente aparece vestindo bermuda e camisa do Athletico Paranaense. Num dos vídeos, gravado em frente à casa de José Aldo, ele está usando de camisa azul. Em outro momento, apoiadores fizeram selfies com o político.

O avião com Bolsonaro decolou de Brasília no início da tarde de sexta-feira e, por volta das 17h, pousou no Aeroporto Internacional de Boa Vista (RR) para abastecer. Pouco depois das 19h, o jato deixou o espaço aéreo do Brasil com destino a Orlando, onde aterrissou por volta das 23h. Ele viajou em um avião da Força Aérea Brasileira, acompanhado de Michelle Bolsonaro, Laura e auxiliares e seguranças.

Última live pouco antes de deixar o Brasil, Bolsonaro fez um pronunciamento de quase uma hora nas redes sociais. Ao longo da transmissão, ele se defendeu de críticas, chorou, falou pela primeira vez do governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e condenou atos terroristas em Brasília. Apoiadores de Bolsonaro foram alvos de uma operação da Polícia Federal após incendiarem veículos e tentarem explodir uma bomba nos arredores do aeroporto de Brasília.

“Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de um ato terrorista, aqui na região do aeroporto de Brasília. Nada justifica. Um elemento, que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com qualquer cidadão” disse Bolsonaro.

Sobe para 62 o número de mortos na chamada ‘nevasca do século’ nos EUA

Subiu para 62 o número de mortes na maior nevasca do século, nos Estados Unidos. Só na cidade de Buffalo, no estado de Nova York, já são 28 mortes.

Buffalo é uma cidade interditada. Quem vê de cima, parece uma maquete coberta de neve. Carros continuam presos no gelo. Alguns moradores tentam ajudar, mas o acúmulo de 1,2 metro de neve dificulta até o trabalho das autoridades. Um trator usado para remover a neve ficou atolado.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, fez mais um apelo à população: ”Por favor, fiquem em casa.” A mensagem foi reforçada pelo prefeito de Buffalo: “Estamos pedindo que fiquem longe das estradas.”

Muita gente em Buffalo nunca viu uma tempestade tão severa. Foi a pior em 45 anos. Nesta terça-feira (27) voltou a nevar e as temperaturas continuam negativas. Cerca de 10 mil pessoas estão sem energia elétrica na região e os meteorologistas dizem que o tempo só deve começar a melhorar a partir de quinta-feira (29).

Outras áreas dos Estados Unidos ainda sofrem os efeitos do ciclone bomba. Cento e vinte e dois mil americanos estão sem luz, a maioria nos estados do Oregon e da Califórnia.

Nos aeroportos, mais de 17 mil voos foram cancelados em seis dias no país. As bagagens que não chegaram ao destino final estão acumuladas. Muita gente não conseguiu passar a ceia de Natal ao lado dos parentes. Agora, os americanos tentam chegar a tempo do Réveillon.

“Estou presa aqui há 18 horas”, diz uma passageira.

“Está um caos”, afirma um passageiro.

China eliminará quarentena da Covid para quem chegar a partir de 8 de janeiro

A China vai parar de exigir quarentena para viajantes que chegarem ao país a partir de 8 de janeiro, disse a Comissão Nacional de Saúde nesta segunda-feira, em um passo para diminuir restrições em suas fronteiras, praticamente fechadas desde 2020.

A gestão da Covid-19 na China também será rebaixada da categoria A para B, menos rigorosa, informou a autoridade de saúde, já que a doença se tornou menos virulenta e evoluirá gradualmente para uma infecção respiratória comum.

Três anos de medidas de tolerância zero, fronteiras fechadas a bloqueios frequentes, atingiram a economia, alimentando no mês passado a maior demonstração de descontentamento público desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder em 2012.

Mas a China fez uma reviravolta abrupta na política sanitária neste mês, retirando quase todas as restrições contra a Covid-19, medida que deixou hospitais em todo o país lutando para lidar com uma onda nacional de infecções.

Exigências rígidas para viajantes na chegada atualmente incluem cinco dias de quarentena obrigatória em uma instalação supervisionada pelo governo e mais três de isolamento em casa.

Essa restrição e outra sobre o número de passageiros em voos internacionais serão removidas a partir de 8 de janeiro. Os viajantes que entram na China ainda terão que passar por testes de PCR cerca 48 horas antes da partida.

Os arranjos para a ida de estrangeiros à China, como para trabalho e negócios, serão aprimorados e os vistos necessários também serão facilitados, disse a autoridade.

Desde janeiro de 2020, a China classificou a Covid-19 como doença infecciosa de categoria B, mas a administrou sob protocolo de categoria A, que cobrem doenças como peste bubônica e cólera, dando às autoridades poder de colocar em quarentena pacientes e seus contatos próximos e bloquear regiões.

Suspeito de tiroteio de Paris admite ‘ódio patológico’ aos estrangeiros

Três pessoas morreram e três ficaram feridas no ataque (AFP PHOTO / HO)

O homem de 69 anos acusado de matar três curdos na sexta-feira em Paris seguiu em um primeiro momento para uma área do subúrbio ao norte da capital “para cometer assassinatos” contra estrangeiros, anunciou neste domingo a procuradora de Paris.

O suspeito “explicou que foi durante a manhã a Saint-Denis com sua arma e munições para cometer assassinatos contra estrangeiros”, afirmou a procuradora Laure Beccuau em um comunicado. Saint-Denis é uma localidade ao norte de Paris que tem uma grande população migrante.

Ele “desistiu (…) porque havia poucas pessoas e por causa da roupa que usava, que impossibilitava recarregar sua arma com facilidade”, acrescentou a procuradora. Durante a detenção, o homem admitiu que sente um “ódio pelos estrangeiros que se tornou completamente patológico”.

O suspeito, que foi transferido no sábado para a enfermaria psiquiátrica da polícia, se descreveu como uma pessoa “depressiva” e com tendências “suicidas”, acrescenta a nota. Ele também afirmou que, desde que foi vítima de um assalto a sua residência em 2016, “sempre” teve o desejo de “assassinar migrantes, estrangeiros”.

O homem, um condutor de trem aposentado, abriu fogo várias vezes diante de um centro cultural curdo no centro de Paris. Várias pessoas conseguiram imobilizá-lo antes da chegada da polícia.

O atirador foi detido com “uma maleta com dois ou três carregadores repletos e uma caixa de cartuchos calibre 45 com pelo menos 25 cartuchos dentro”, segundo uma fonte próxima ao caso. Três pessoas, dois homens e uma mulher, morreram e três ficaram feridas, uma delas em estado grave, no ataque.

Tempestade de inverno deixa ao menos 17 mortos nos EUA

Morador remove neve de uma tempestade inverno na porta de uma casa Iowa, nos EUA — Foto: Charlie Neibergall / AP Photo

Evento climático histórico varre os Estados Unidos, de oeste a leste e de norte a sul, deixando 200 milhões de pessoas em alerta. Temperaturas chegaram a -50°C.

A tempestade de inverno ‘Elliot’, que afeta os Estados Unidos com fortes nevascas, ventos congelantes e temperaturas de até -50°C, deixou mortos, feridos e frustrou os planos de Natal de milhões de americanos.

Os efeitos do evento climático histórico deixam em alerta 200 milhões de pessoas em 48 dos 50 estados americanos. Após varrer o Oeste, a tempestade deve atingir neste fim de semana a costa leste americana, causando o Natal mais frio dos últimos anos em muitos lugares.

Segundo a emissora NBC, 17 pessoas morreram em decorrência das condições climáticas, a maioria delas em acidentes de trânsito.

Um engavetamento envolvendo cerca de 50 veículos em Ohio matou pelo menos dois motoristas, feriu vários e interditou ambas as pistas da rodovia.

Os motoristas presos na Ohio Turnpike foram evacuados de ônibus para evitar que congelassem em seus carros em temperaturas abaixo de zero, de acordo com o Departamento de Bombeiros e Resgate de Toledo.

O serviço meteorológico americano considera “Elliot” um “evento histórico” não apenas por causa das temperaturas negativas surpreendentes, mas também pelo tamanho da frente fria vinda do Ártico, que se estende da fronteira com o Canadá, no Norte, até a fronteira com o México, no Sul.

Incêndio em Viña del Mar deixa dois mortos e atinge 400 casas

Incêndio florestal atinge as colinas de Vina del Mar, onde estão localizadas centenas de casas, na região de Valparaíso, Chile — Foto: Javier Torres / AFP

Um incêndio na quinta-feira (22) em Viña del Mar, 120 km ao oeste de Santiago, deixou pelo menos dois mortos e atingiu 400 casas, o que obrigou o governo do Chile a decretar estado de emergência.

As chamas, propagadas por fortes rajadas de vento, atingiram áreas residenciais do balneário da costa central chilena, próximo do porto turístico de Valparaíso.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Viña del Mar, Patricio Brito, informou o balanço de 400 casas atingidas pelo incêndio.

Brito confirmou duas mortes na tragédia.

“O incêndio começou em uma parte chamada ‘Nueva Esperanza 2000’, cruzou e atingiu outras áreas e está descendo para o norte, em direção ao Quinta Vergara por um barranco profundo”, explicou a prefeita de Viña del Mar, Macarena Ripamonti.

Alguns moradores deixaram a localidade pelo Quinta Vergara, o anfiteatro onde acontece a cada ano o Festival Internacional da Canção de Viña de Mar.

A Agência Nacional de Emergências (Onemi) citou um “incêndio com rápida propagação, elevada intensidade e dispersão”, que segundo os dados preliminares atingiu 110 hectares.

A Onemi decretou “alerta vermelho” para Viña del Mar e ordenou a saída de moradores dos setores Tranque Sur, Puerto Montt, Puerto Aysén, Cabritera, Forestal Alto, Siete Hermanas e do assentamento informal “Felipe Camiroaga”.

O governo do presidente Gabriel Boric decretou estado de emergência.

“O presidente da República determinou a declaração de estado de exceção constitucional de catástrofe por calamidade pública na região de Valparaíso”, anunciou o subsecretário do Interior, Manuel Monsalve.

Com o decreto, a Defesa Nacional poderá, eventualmente, limitar direitos constitucionais e apreender bens necessários para enfrentar a emergência na região.

O incêndio foi propagado por rajadas de vento entre 40 e 50 km por hora que dificultaram o trabalho dos brigadistas florestais e dos bombeiros.

Quase 150 brigadistas e 400 bombeiros trabalham no combate às chamas.

“Não vamos deixá-los sozinhos”, escreveu no Twitter o presidente Boric.

“Nossa prioridade como governo do Chile é a segurança das pessoas e vamos continuar mobilizando todos os recursos necessários para controlar a situação de emergência”, acrescentou.

O diretor da Corporação Nacional Florestal (Conaf) da região de Valparaíso, Luis Correa, informou que serão necessários pelo menos dois dias para controlar as chamas.

Homem de 69 anos é detido após tiroteio em Paris; três pessoas morreram

Polícia é acionada após tiros no centro de Paris nesta sexta (23) — Foto: ReutersTrês pessoas morreram e pelo menos outras quatro ficaram feridas após um tiroteio no centro cultural curdo Ahmet-Kaya em Paris nesta sexta-feira (23), segundo a promotoria da cidade. Um homem de 69 anos foi preso e está detido, disse a promotoria.

Vários tiros foram disparados na rua d’Enghien, conhecida por pequenas cafés e lojas no 10º arrondissement no centro da capital. A polícia foi acionada e isolou a área.

“Houve um ataque com arma de fogo. Obrigado às forças de segurança por sua ação rápida”, tuitou o vice-prefeito Emmanuel Gregoire. “Pensamentos para as vítimas e aqueles que testemunharam este drama.”

Uma testemunha disse à agência de notícias francesa AFP que sete ou oito tiros foram disparados, criando grande confusão na rua.

Uma investigação sobre assassinato, homicídio culposo e violência foi aberta, também informou a promotoria de Paris. Ainda não se sabe o que motivou o crime.

Segundo o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, o suspeito agiu sozinho. Apesar de ser “conhecido das autoridades”, o ministro acrescentou que o homem não era investigado por extremismo político.

“Pedi à polícia para reforçar a proteção dos locais da comunidade curda”, afirmou Darmanin.

Zelensky é ovacionado no Congresso dos EUA e agradece apoio na guerra

Zelensky foi ao congresso dos EUA e fez um discurso interrompido inúmeras vezes por aplausos de pé de democratas e republicanos. Ele agradeceu ao apoio ao país na guerra contra a Rússia, que chamou de “investimento”, não caridade. No fim, ele exibiu a bandeira da Ucrânia. Foi o último compromisso agendado dele na visita aos EUA.

Em entrevista coletiva nos EUA, Zelensky e Biden anunciaram um pacote de ajuda adicional dos EUA à Ucrânia que inclui US$ 1,85 bilhão e o envio de mísseis do sistema Patriot. O presidente dos EUA disse que vai continuar apoiando a Ucrânia na guerra contra a Rússia “por quanto tempo seja preciso”.

Zelensky planeja visitar Washington para discursar no Congresso

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, visitará o prédio do Congresso dos Estados Unidos, conhecido como Capitólio, na noite de amanhã, quarta-feira (21). Lá, ele discursará em uma Reunião Conjunta do Congresso na câmara.

De acordo com informações da “CNN”, a visita à Washington também inclui um encontro com o presidente Joe Biden na Casa Branca. O governo americano deve anunciar o envio de mísseis Patriot para a Ucrânia.

No entanto, ainda são necessários esquemas de segurança para que o encontro entre os dois presidentes seja viável. Esta será a primeira visita do presidente ucraniano aos EUA.

Em setembro, Zelensky, disse em uma entrevista que a Ucrânia recebeu sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos. Esse foi o primeiro reconhecimento público de que o país recebeu o Sistema Nacional Avançado de Mísseis Terra-Ar, há muito pedido por Kiev e cuja remessa foi aprovada por Washington em agosto.

China vive situação caótica com fim da política de Covid Zero

Equipe médica transfere um paciente com febre para um hospital, enquanto os surtos de doença por Covid-19 continuam em Xangai, na China — Foto: REUTERS/Aly SongA imposição da política de Covid Zero na China gerou um caos social e sanitário, culminando com a morte de dez pessoas numa fábrica em Xinjiang e protestos contra Xi Jinping. Essa situação levou o líder chinês a determinar o fim de uma longa política em um dos últimos países a ainda sofrer de forma substancial com a pandemia que assolou o mundo em 2020 e 2021.

Com o fim da política de Covid Zero, a China vivia um sentimento generalizado de alívio. No entanto, a falta de um elemento essencial está colocando o país em uma situação complicada que, como da última vez, acarreta em inúmeros problemas interligados: pressão nos hospitais, mortes, fechamento de fábricas, danos a cadeia de produção e impacto negativo na economia (que é a principal base de sustentação do Partido Comunista Chinês perante a sociedade). Esse elemento primordial para superar a crise é a vacina.

Sandra Cohen: regime iraniano luta para sobreviver com execuções de manifestantes
A China foi um dos primeiros países do mundo a desenvolver imunizantes anticovid-19. Tanto a Coronavac como a Sinovac são de fabricação chinesa, apesar de o governo chinês também estar envolvido no financiamento da vacina da AstraZeneca e, via a BioNTech, indiretamente ligado à vacina da Pfizer.

Como podemos ver ao longo dos últimos anos, a vacina da Pfizer (e Moderna), com a tecnologia RNA mensageiro, se mostrou mais eficaz na neutralização do vírus, fazendo com que esse imunizante se tornasse o predominante em vários países. A China, por outro lado, por conta da propaganda “necessária” ao partido, resolveu não comprar as vacinas mRNA (e tentar desenvolver a própria).

Situação caótica
A falta de vacinação eficiente na população fez com que uma situação caótica se estabelecesse no país. No momento, quase um terço da população de Pequim (22 milhões) está com suspeitas de estar com o coronavírus. O caos começa a se disseminar na mesma proporção de contaminação do vírus. Caminhoneiros não conseguem levar cargas e suprimentos de um lugar para outro, alimentos não estão chegando nos supermercados e a população, começando a se desesperar, acumula o máximo de produtos não perecíveis.

Além do temor de que o vírus se espalhe ainda mais, o Partido Comunista Chinês também lida com a hipótese de que o alto volume de contaminações e possíveis usos indiscriminados de remédios não relacionados gerem um novo ciclo de mutações no vírus, que poderia resultar em uma variante mais agressiva que a ômicron.

Claro que isso é um problema futuro, e é difícil o governo chinês lidar com eventualidades quando problemas atuais estão prejudicando num ritmo acelerado a percepção da população em relação ao partido. Assim, as próximas semanas serão críticas em relação a estratégia adotada para conter esse avanço avassalador da Covid-19. Não podemos excluir a hipótese do retorno da política de Covid Zero com o intuito de ganhar tempo para acelerar o processo de vacinação dos mais idosos e, quem sabe, produzir a própria vacina mRNA.

Espinafre contaminado causa alucinações e outros sintomas em mais de 200 pessoas na Austrália

Um lote de espinafre contaminado provocou um alerta de saúde na Austrália depois que as autoridades recolheram o produto da Riviera Farms vendido na Costco.

O número de pessoas que relataram alucinações e outros sintomas passa de 200, sendo que por volta de 60 casos precisaram de atendimento médico, segundo levantamento do canal de notícias local 6 News divulgado nesta segunda-feira (18).

O serviço de saúde da Austrália divulgou a lista de sintomas relacionados ao consumo do espinafre contaminado:

delírio ou confusão
alucinações
pupilas dilatadas
batimentos cardíacos acelerados
rosto corado
visão turva
boca e pele secas
febre

Uma das vítimas da contaminação, Sajju Dangol, disse que todos os membros de sua família se sentiram mal depois de comer o espinafre. Todos eles tinham visão turva, dor de cabeça e alucinações.

“A consistência, a aparência, a sensação, tudo era normal, nada diferente, nada fora do comum”, disse Dangol de sua casa enquanto jogava fora o pacote contaminado.

A porta-voz Susan Pearce, da regional sanitária de New South Wales, uma das regiões mais afetadas, disse na sexta-feira (16) que os pacotes do espinafre com data de validade de 16 de dezembro tinham um contaminante acidental.

Pearce disse que o produto causou “sintomas bastante graves” em várias crianças, mas a equipe do departamento de emergência de saúde da região conseguiu rastrear os casos até o espinafre contaminado e rapidamente emitir um alerta para o público.

A empresa responsável, Riviera Farms, disse que entrou em contato com os supermercados e está pedindo que o produto seja retirado das prateleiras. Ela também declarou que amostras do espinafre foram enviadas para um laboratório para análise.

“Aconselhamos nossos clientes a devolver o espinafre potencialmente contaminado que estiver em suas prateleiras e pedimos que aconselhem seus consumidores a fazerem o mesmo”, disse a empresa em nota.

O jogador iraniano condenado à morte por defender direitos das mulheres

O jogador de futebol Amir Nasr Azadani foi condenado à morte e pode ser enforcado por participar dos protestos pelos direitos das mulheres no Irã.

Nos últimos meses, uma onda de grandes manifestações tem agitado o país – os atos ocorrem em oposição ao regime do líder supremo, Ali Khamenei.

Os protestos começaram após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos. Familiares dizem que ela foi morta por policiais depois de ser presa porque não estava com os cabelos totalmente cobertos.

Com o crescimento dos protestos a favor dos direitos das mulheres, artistas famosos do Irã e jogadores de futebol se juntaram às manifestações.

A seleção de futebol do Irã recentemente se recusou a cantar o hino nacional durante um jogo contra a Inglaterra na Copa do Mundo do Qatar.

Por outro lado, o governo iraniano tem condenado à prisão e até à morte algumas pessoas que participaram dos protestos.

O jogador Amir Nasr-Azadani, que já passou por times como Rah-Ahan, Tractor e Gol-e Rayhan, hoje joga pelo Iranjavan, do Irã. Ele corre o risco de ser executado em breve.

Segundo a mídia local, Azadani foi acusado de traição e de ser um dos responsáveis pela morte de três agentes de segurança durante um protesto em 16 de novembro.

O jogador também foi acusado pelo governo de participar de um “grupo armado e organizado” que teria como objetivo “atacar a República Islâmica do Irã”.

Na noite de segunda-feira, o sindicato global de jogadores de futebol Fifpro disse estar “chocado e enojado” por Azadani estar enfrentando uma possível sentença de morte “depois de fazer campanha pelos direitos das mulheres e liberdade em seu país”.

O governo do Irã tem reagido às manifestações com um acirramento da repressão.

Os tribunais da capital do Irã condenaram pelo menos 400 pessoas presas durante os protestos. As penas de prisão vão até 10 anos.

Segundo o procurador-geral do Irã, Ali Alqasimehr, 160 “desordeiros” foram condenados a penas entre cinco e 10 anos, 80 entre dois e cinco anos e 160 a dois anos. A informação foi divulgada pela agência de notícias Mizan.

Outras 70 pessoas foram multadas, acrescentou Ali Alqasimehr, sem fornecer detalhes.

O relato ocorre um dia depois que as autoridades executaram um segundo homem condenado pelos distúrbios.

Três crianças morrem após queda em lago congelado no Reino Unido

Três crianças morreram no Reino Unido enquanto brincavam em um lago na região central da Inglaterra que estava congelado por conta de uma nevasca que o país enfrenta.

Os três meninos, de 11, dez e oito anos, caíram quando a fina camada de gelo que havia se formado em um lago se rompeu, dentro de um parque natural na cidade de Solihull, perto da cidade de Birmingham, no centro da Inglaterra.

Forças de resgate conseguiram retirá-los da água, mas nenhum deles resistiu. Uma outra criança, de seis anos, também foi resgatada no lago e está hospitalizada em situação crítica, segundo a polícia local.

Nesta segunda-feira (12), policiais ainda faziam buscas no lago.

Também nesta segunda, passageiros dos transportes públicos no Reino Unido tiveram um dia de caos por conta da nevasca. Em Londres, os deslocamentos foram fortemente afetados.

O país enfrenta uma onda de frio particularmente intensa há vários dias, com temperaturas que chegam a -10°C em algumas áreas, embora a agência meteorológica britânica tenha afirmado que as temperaturas “não são incomuns para esta época do ano”.

A agência meteorológica emitiu alertas amarelos para neve, neblina e geada em várias áreas do Reino Unido, especialmente no sul da Inglaterra e no norte da Escócia.

O aeroporto de Stansted, localizado ao norte da capital britânica e usado principalmente pela companhia aérea de baixo custo Ryanair, fechou suas pistas na noite de domingo enquanto a neve era retirada e alertou para atrasos e cancelamentos.

Homens armados atacam hotel que abriga estrangeiros em Cabul, no Afeganistão

Homens armados abriram fogo nesta segunda-feira (12) dentro de um hotel no centro de Cabul que abrigava estrangeiros, principalmente chineses, segundo duas fontes do Talibã, na mais recente onda de violência no Afeganistão, enquanto o país tenta se estabilizar após a retirada das forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos.

Um vídeo, obtido pelo jornal local “Aamaj News”, mostra o momento em que uma pessoa pula da janela do hotel. Ao fundo é possível ouvir os sons do ataque.

Um porta-voz do governo afegão controlado pelo Talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou o ataque em Cabul. Mujahid informou que as forças de segurança mataram 3 atiradores. Ele disse ainda que os hóspedes foram resgatados, sem vítimas fatais, mas 2 estrangeiros ficaram feridos ao tentar pular da sacada do hotel.

Um serviço humanitário em Cabul disse no Twitter que o hospital da organização recebeu 21 pessoas feridas, sendo que 3 delas chegaram sem vida ao local, sem especificar se seriam os atiradores e quem seriam os feridos.

Um vídeo postado nas redes sociais por um jornalista em Cabul mostra fumaça saindo de um prédio de vários andares, com um andar inferior em chamas.

Moradores do bairro de Shahr-e-Naw, onde fica o hotel, disseram que o ataque foi realizado em um prédio onde chineses e outros estrangeiros costumam ficar. Durante o tiroteio, eles disseram que ouviram uma forte explosão.

A agência de notícias estatal chinesa Xinhua informou que o ataque ocorreu perto de uma pousada chinesa e que sua embaixada estava monitorando de perto a situação.